quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lovely weather


Yups, solzinho por cá. Calor!
Se isto continuar assim I know what I'm doing this weekend.
Praia pah.
Where?
Brighton.
Ah saudades...vestidinhos de alças, sandalinhas, oculinhos de sol e vá, o bikini por baixo, no caso da água estar quentinha.
Espero é que haja por ali nadadores-salvadores, não vá algo correr menos bem.

E pronto, não sei se será comparável to the Algarve, ou sequer às praias da linha de Cascais mas veremos :)
Eu bem disse que apanharia um voo até Faro numa de passar o fim-de-semana na praia, se me viessem fazer companhia.

E qual foi a resposta?
"Faro miga? Faro é feio".
Pois claro, é o mesmo que dizer: Fica aí em Londres que a gente não sente a tua falta.

Mas vá, eu sinto a vossa falta por isso convido.
Apanhem lá um aviãozito e venham lá comigo, sim? :)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

What can you do in 10 seconds?

Acabei de pagar a conta de electricidade pelo telefone.
Foi uma aventura deveras engraçada.

Peguei no telemóvel, com o extracto da conta e o cartão de multibanco à minha frente.
Quando liguei pensei que iria falar com alguém, mas como surgiu a hipótese de pagar por atendimento automático, achei melhor do que ficar à espera.
Mas fiquei um pouco intimidada com a gravação.
Avisou-me logo à partida o que iria necessitar para pagar e disse-me que só iria ter 10 segundos para dizer cada pedaço de informação.
10 segundos é pouco tempo. Eu acho que é.
É logo uma pressão enorme sobre o nosso ser.

Arragacei a manga da camisola para ver o relógio e cronometrar a situação.
Começou logo por me pedir o nome de quem estava no contrato, a morada e um telefone para qualquer eventualidade.
10 segundos para isso tudo?
Panico, especialmente porque nem sempre me lembro do meu número de telemóvel, tenho de pensar um pouco.
As minhas palavras corriam da minha língua, os olhos olhavam para o ponteiro dos segundos e o cérebro estava a dar indicação que vinha aí um riso bem forte.
Isto não ia correr bem.

Chegou a vez dos dados do cartão.
Pediram o número comprido que está na frente.
16 digitos, em 10 segundos.
Isso dá uma média de pouco mais de meio segundo para dizer cada digito.
Em vez de estar a pensar em dizer os números comecei a pensar nas estatísticas.
O resultado foi gargalhada total enquanto dizia os números.
No final, já a voz me saía distorcida para dizer o montante que queria pagar.
Espero bem que não me cobrem a mais.

No fundo eu sei que estas coisas foram feitas para facilitar, mas acho que isto não serve para todas as pessoas.
Por exemplo, se eu fosse gaga, 10 segundos não chegaria para nada.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Waiting for Season 6!



"Did you say it? I love you. I don’t ever want to live without you. You changed my life. Did you say it? Make a plan. Set a goal. Work toward it. But every now and then, look around. Drink it in.'Cause this is it. It might all be gone tomorrow."

in Grey's Anatomy, Season 5 - last episode

quinta-feira, 21 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A change of mind, a change of heart

Desconfio que desperto alguma curiosidade aos meus colegas de mestrado.
Assim como eles a mim.
Só que até agora, as conversas têm sido bastante contidas.
Mas hoje, fui alvo de um interrogatório (literalmente) sobre relações amorosas, na minha perspectiva.

Não sou especialista no assunto, de todo.
Aliás, as minhas ideias sobre o que o Amor é, referem-se ao que eu quero ter, e baseiam-se em experiências anteriores.
Não que sejam imensas, mas é sempre assim.
Tudo o que achamos que é melhor para nos, ou ideal, ou perfeito fundamenta-se no que tivemos, ou não tivemos e gostavamos de ter tido.
Como tudo na vida. Somos fruto das nossas experiências de vida, dizia-me o professor de Psicologia no 12º ano.

Se hoje sei que não quero alguem indeciso, talvez se deva ao facto de ter recebido a minha primeira carta de amor de alguém que não sabia de quem mais gostava, de mim ou de uma colega de turma.
E acabou por endereçar a carta às duas.
Se também sei que anseio ser deslumbrada apenas por palavras, por alguém que consiga se expressar de modo inigual, também se deve a uma experiência anterior.
Aquela em que me elogiaram pela negativa com palavras tao rudes e bruscas que ainda hoje me assombram o pensamento.

Na verdade, posso não saber o que quero de alguém.
Mas sei o que não quero.
E daí criei um ideal. Um amor sem rosto.
Essa pessoa pode nem existir, pode até nunca aparecer.
Posso até apaixonar-me por quem não tem nada a ver com a pessoa que esbocei.
E também posso encontrá-lo exactamente como sonhei ao virar de uma esquina numa rua movimentada.

Mas e se nunca tivermos tido essas experiências?
E se fossemos privados de poder entrelaçar a nossa mao na de quem nos acelera o coração, ou de roubar um beijo num impulso de saudade?

Ridiculo de pensar. Mas na verdade, há quem nunca tenha vivido isso.
Imposições familares, sociais, culturais, seja o que for.
Há quem nem sequer tenha podido abraçar um amigo quando tinha vontade, somente porque não era socialmente aceite.
E devido a esse enorme vinculo social e cultural, acabam por ser entregues a alguém com base na sorte, na compatibilidade de horóscopos, nas relações familiares, no que seja, quando chegam à idade certa.

Nao consigo sequer imaginar.
As expectativas serão demasiado altas ou demasiado baixas?
Limitamo-nos a aceitar o que nos é dado? Sentimos o verdadeiro amor e paixão?
Partilhar uma vida inteira com quem não escolhemos ou sequer conhecemos...
Conseguimos ser felizes?
Teremos a vida facilitada porque não se tem de procurar, ou dificultada porque não se pode procurar?

Há dias em que acordámos sós e queixamo-nos da infelicidade de ainda não termos encontrado a nossa pessoa, o elemento que nos completa.
Mas nesses dias, não vemos que somos afortunados, porque somos livres de procurar durante toda a nossa vida, sem ter que nos contentar com menos.

Que grande chicotada que eu levei hoje.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Care for a snog?!

Os laboratórios da minha Uni estão a ficar um antro de perdição.
Já estava a desconfiar que iria resultar assim.
É que nas últimas semanas têm aparecido elementos do sexo masculino...hmmmm...extremamente agradáveis à vista.
Até tenho andado pelo corredor de cabeça baixa a olhar para o chão.
A distracção é muita e ir contra a parede não revela grande sex-appeal.
Mas começo a pensar que dentro dos lab's, pelo menos nos dos outros, something is happening.

Hoje quando cheguei dei-me conta que tinha de ir ao lab na cave buscar material.
Chegada à cave, observei que o lab estava às escuras, sinal que estaria vazia.
Pelo menos é o que se pensa.
Meti o código para abrir a porta e comecei a ouvir barulhos de dentro do lab.
Achei estranho mas pensei que fosse de algum aparelho que tivesse ficado ligado.
Enganei-me à primeira no código e a porta não abriu.
Voltei a pôr o codigo, abri a porta toda e acendi as luzes.
Espanto dos espantos.
Estavam lá dois alunos de Erasmus, um da Bélgica e outra da França, meio escondidos atrás de um pilar.
Reparei que a rapariga estava bastante vermelha, e o rapaz parecia estar cansado.
Fiquei tão desconfortável dado o ambiente tenso que se sentiu que despachei-me a levar o material e fugi para o meu terceiro andar.
E tive a delicadeza de voltar a apagar as luzes à saída.

Não sei o que aconteceu dentro daquele lab, nem sei se quero saber.
Só sei que dois pensamentos me surgiram enquanto subia as escadas a correr:

- Se calhar devia pensar em mudar-me para o lab da cave.
Pode ser que me apareça algum tipo alto, moreno e de olhos verdes para me tirar o folgo e pôr-me corada.

- Tenho de ter mais cuidado naquilo que toco dentro dos lab's.
Nunca se sabe o que se passou na cadeira ou em cima da bancada ou se não terá "saltado" algo sem querer para aquela zona.

domingo, 17 de maio de 2009

Less is More

Porque não foi preciso andar descascada, nem com vestidos que custassem 37 000 euros, nem usar cantores conhecidos internacionalmente, nem fazer strip-tease, nem ter no fundo spidermans ou frankensteins a dançarem, nem sequer músicas com letras que induziam a pecado.

Cantar com gosto. Somente.

So Norway
...fiquem lá com o microfone mais o vosso bacalhau.
Porque apesar do 15º lugar, Portugal ganhou in my heart.



Nota:
Video da semi-final, i know. Não foi engano, mas não encontrei da final ainda :)

sábado, 16 de maio de 2009

Can you repeat that please?

Ontem tive das aulas mais esforçosas de sempre.
O professor convidado era irlandês.
Tenho problemas em entender os irlandeses.
É que ainda por cima, o tópico era extremamente apelativo - Pharma companies versus Generic companies.
Optei por sentar-me na primeiríssima fila. Sozinha.
Mesmo à croma.
Só faltou levantar o dedo indicador, e apoiar o cotovelo na outra mão.

Mas se o sotaque já era impeditivo suficiente para o compreender, não ajudou o facto do senhor ser gago.
Durante a aula ia-me aproximando cada vez mais do professor, na esperança de entender as suas palavras.
Às tantas, só faltou subir para cima da mesa.

E mesmo assim, houve coisas que só compreendi após algum delay.
Como quando ele disse que a "Island" já não seguia todas as leis do Reino Unido.
E eu a frustrar por perceber que ilha era.
Passados dez minutos compreendi que ele se referia à Ireland...

Quando a aula acabou, a minha colega de mestrado veio ter comigo a rir e quando lhe questionei da piada ela simplesmente disse:

"I thought you were going to jump on the guy at any second!"

Reflectindo sobre o assunto, o professor andava muito sorridente para mim.
Eu até pensei que ele tivesse achado que eu estava montes de interessada na sua palestra dado o meu ar sério e de concentração (reflexo do meu esforço para o tentar entender).

Mas com este comentário...
Será que o professor pensou que eu o estava a tentar assediar?!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Meeting Royalty...maybe not

Estou indignadíssima hoje.
Então, hoje que podia ter ficado em casa a dormir até mais tarde porque não tinha trabalho no laboratório para fazer, desloquei-me até à SoP, porquê?
Porque a Princess Anne vinha cá inaugurar uma parte qualquer do edifício que entretanto já está em utilização há mais de dois anos.*
E venho a saber o quê? Que não posso ver a mulher.
Não tenho autorização.

Hmph...fiquei chateadíssima.
A começar logo mal porque devido à sua visita tive de aturar com 4 meses de obras na faculdade e ter que entrar pela porta lateral e subir e descer escadas como se não houvesse amanhã.
Depois hoje, mal entrei pediram-me o cartão da escola.
Sorte a minha o ter trazido, porque vim só com a mala do portátil e por acaso, estava lá enfiado.
Senão desconfio que não entraria. Agora tenho de andar com isto ao pescoço.
Pior é que a refectory está fechada, então vou ter de almoçar noutro lado qualquer.
E após este esforço todo em ter que alterar os meus hábitos quotidianos, nem posso assistir à inauguração.
Disseram-me que se quisesse, poderia subir até ao andar de cima espreitar pelo balcão e ver a senhora.
Epah...se fosse o Prince William ainda fazia o esforço. Mas assim não.

Indignei-me de tal modo que retirei-me para a library num pequeno canto que descobri e recuso-me a falar seja com quem for.
Estou anti-social hoje.

Só um à parte.
Deve ser "chato" ter quase 60 anos e ainda ser chamada de Princesa.

*Como é óbvio, não vim até universidade somente pela visita Real.