terça-feira, 30 de junho de 2009

Guru's place

O flat ao lado do meu traz sempre pessoas esquisitas para o meu prédio.
Acho que os contratos que o senhorio deve fazer são de short-term rentals.
Então só lá ficam pessoas durante dois meses e depois roda.

Curiosamente, acho que o flat atrai Gurus.
Quando me mudei inicialmente, já lá morava um senhor.
Lembro-me de achar a sua casa extremamente movimentada.
Ficava super intrigada porque a partir das 18h e ao fim-de-semana, o transito no corredor era tremedo.
Especialmente mulheres, muito bem vestidas. Iam todas em filinha bater à porta.
O mais invulgar é que eu nunca as via a ir embora.
Achei que o senhor pudesse ter um harém.
Mas depois começaram a aparecer homens.
A ideia de um bordel clandestino passou-me pela mente.
Mas nunca cheguei a descobrir ao certo.

Uma vez ainda fui bater à porta, porque tinha sido entregue uma carta sem querer.
Quem me abriu a porta (após muita insistência) foi uma senhora, muito peculiar, que eu nunca tinha visto.
Espreitei dentro da casa e uma das divisões era extraordinariamente exótica.
Luzes de cores variadas, incenso, ar perfumado, montes de luxuoso.
Nunca cheguei a compreender.

Neste momento tenho um novo vizinho Guru.
Mas este deve ser mesmo qualquer coisa mística, menos ilegal (ou não).
Eu oiço ele a cantar logo de manhazinha. E quando digo manhã, é tipo 6h da manhã.
O homem tem um vozeirão, oiço pela casa toda.
Eu ainda não vi o senhor pessoalmente, mas pela descrição que já me fizeram recorda-me aqueles Gurus que costumavam aparecer na secção dos anúncios dos jornais.
Do género Mestre Mamadu.

Tenho de ficar mais atenta, who knows o que se anda a passar na casa ao lado.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Travelling Teeth

Estou neste momento no lab, à espera que as minhas soluções fiquem prontas e isto está às moscas.

Lembrei-me de contar que agora já não dou satisfações do meu projecto à minha supervisora.
É que agora tenho uma post-doc, a Minnie (como a namorada do rato Mickey).

Na geral, trabalhar com a Minnie é muito melhor que trabalhar com a minha professora.
Primeiro porque a Minnie é mais simpática.
Depois, como esteve durante alguns anos na GSK, a Minnie está mais dentro da parte prática.
O que facilita imenso o meu trabalho.
Se eu tenho alguma ideia e não sei como a pôr em prática, vou simplesmente bater à porta do gabinete dela e ela, em 2 minutos, bombardeia-me com informação equivalente a eu ter passado um fim-de-semana inteiro a pesquisar (e a ler) artigos na Web of Knowledge.

Claro que nem sempre é um mar de rosas, mas vá, é bom ter alguém assim à minha disposição.
E nos dias em que ela está "bem", eu simpatizo com ela.
E nesses dias "bons", a Minnie também se simpatiza comigo.

Ela até me vem visitar no lab.
Às vezes, enquanto esperamos pelos resultados, ela puxa uma cadeira para conversar comigo.

Contou-me da conferência que tinha dado em Liverpool.
De como teria que ir até França em Julho por uns dias, porque fora convidada para dar uma palestra numa Universidade.
De como o marido estava em Berlim, e tinha reservado uns bilhetes de surpresa, para ela ir lá passar o fim-de-semana e de como já estava “cansada” de andar de avião.

Achei piada à Minnie.
Para ela, viajar era como eu ir da Póvoa até ao Odivelas Parque tomar um café.
Ah e tal, vou ali e já venho.
E ainda se dá ao luxo de se fazer de esquisita, quando não lhe apetece ir.

No outro dia soube que a Minnie tinha se ausentado três dias para ir até à Turquia (donde ela vem) para ir ao dentista.
Pensava eu, enquanto ela se queixava das dores que ainda tinha:

- Quando for grande, quero ser como tu. Poder faltar ao trabalho para viajar até Lisboa só para mandar arranjar os dentes. Acho que o Dr. Pedro delirava com tanta lealdade.

domingo, 28 de junho de 2009

Portuguese in London

Ontem fui aqui, ao 3º encontro de estudantes e investigadores portugueses no Reino Unido.

Foi um dia inteiro a ouvir sessões em que se debatia a educação, a ciência e o papel daqueles que vinham em busca de formação no estrangeiro e, muitas vezes, qual poderia ser o contributo deles para Portugal.
Ouvimos opiniões do Ministro Mariano Gago (do qual acho que fiquei fã agora), do Marçal Grilo da Fundação Calouste Gulbenkian, a quem eu achei imensa graça à sua frontalidade em falar e do Basílio Horta (AICEP).

Também lá foram representantes de algumas empresas que existem em Portugal, algumas que eu bem conhecia, como a Hovione. Outras que nem tanto, como a Alfama.
Falaram um pouco do seu percurso de vida, como chegaram até à construção daquela empresa e no fim, claro, a divulgação e lançar a dica de que estavam a recrutar.
Foi elucidativo, especialmente porque para o tipo de cientistas que eles pediam, apercebi-me que se eu quiser trabalhar em investigação em Portugal fora do ambiente académico, ainda preciso uns 10 anos de formação.
Pedem todos post-docs já com alguns aninhos (2-3, pelo menos).
E claro, dentro do meio académico, somente com o factor C, como um professor inglês da Universidade do Porto fez questão de referir.

Mas foi bom saber concretamente como anda a ciência em Portugal.
Muita coisa desconhecia.
E foi óptimo saber quais são as possibilidades de carreira cá e quem nem tudo tem de ser tão linear como se pensa à partida.
Ciência é muito mais que estar atrás de uma bancada.

À parte disto, foi excelente passar o dia todo a falar português fora de casa.
Ao início fez-me uma certa confusão, o cérebro já está tão mentalizado que assim que meto os pézinhos no corredor do prédio, quase que faz um switch para o inglês.
E não fazia ideia que havia tantos estudantes portugueses por cá.

Claro que eu, hmmmm, eu era a miuda ali.
A mais nova, em todos os aspectos: idade, tempo que estou em Londres e em termos do grau de ensino.
Senti-me ao principio um pouco out of my league.
Gente doutorada, post-doc, a dar aulas em Oxford ou Cambridge com não sei quantos artigos a serem publicados na Nature todos os meses.
Mas essas pessoas também eram portuguesas, algumas vinham de Lisboa e muitas até vieram para Londres com a minha idade.
Foi divertido imaginar, ingenuamente that, who knows, talvez o meu futuro seja tão brilhante, ou pelo menos um bocadito, como de alguns que estavam ali.

Ainda falei dos meus polímeros, o que foi no mínimo cómico.

O único senão foi mesmo que eu estava à espera de um almoço tipicamente português.
Deram-nos sandes e folhados.
E eu que estou com saudades de comer um bom bacalhau.
Mas vá, na pausa do café quando vi pastéis de nata, quase que berrei e desci as escadas mais depressa.
Tive de me controlar senão saía dali a rebolar.

Terminou o dia, pelo menos para mim, na casa do Embaixador (onde comi mais uns pastelitos).
Dei um passou-bem ao senhor embaixador e pensei em meter uma cunhazita para a renovação do meu B.I. (história a contar em breve) mas limitei-me só a sorrir simpaticamente.

A parte mais importante, conheci gente como eu :)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lunch in the sun :)

Hoje fiz picnic com a minha professora do projecto.
Um aluno de Erasmus, o René (o tal que apanhei with his pants down na cave) vai regressar à Bélgica.
Então a minha professora achou que seria simpático, como despedida, fazermos um picnic.
A ideia inicial era irmos almoçar fora.
Eu, na minha imensa ingenuidade pensei que a mulher nos fosse pagar o almoço a todos (somos 10 ao total, a trabalhar no grupo dela).
Mas pronto, um picnic também é porreiro.

O tempo ajudou, estava solinho e calorzito até (24ºC).
As mulheres trouxeram uma especialidade qualquer e os homens trouxeram vinho e cerveja.

Confesso que estava curiosa por saber o que a minha professora iria trazer.
Ela não tem muito ar de quem cozinha.
De um saco enorme tirou uma tarte.
Feliz, começou a cortar a tarte, em partes iguais, para todos nós.
A tarte não tinha lá muito bom aspecto, tava queimado e flácido, mas o pior foi quando ela disse:

- It's the first time I've done this recipe, it's onion pie.

Comecei a praguejar mentalmente.
Cebola?? Mas quem é que faz tarte de cebola pah?
Ela passou o prato a todos, e ninguém se atreveu a recusar uma fatia.
Cá entre nós, cada pedaço que comi da minha fatia foi acompanhado logo de seguida com um pouco de vinho.
E acho que foi assim com todos, porque o René passou a maior parte do tempo a encher os copos a todos.

Mas tirando isso, foi bastante bom até, comi cous-cous e uns folhados búlgaros.
Havia também frutinha boa, melão e melancia.
Queijinho também, não fosse um terço do grupo ser francês. E bolinho de chocolate, of course.

A conversa também foi deveras engraçado. Ficou-se a conhecer um pouco mais de cada um. Donde vinham, opções religiosas, costumes e até histórias de bebedeiras.
Complicado de imaginar a minha professora bebada...ou não.
Se calhar é por isso que ela tem tanto mau humor, anda sempre de ressaca.

Anyways, foi uma hora de almoço diferente.
E passados 2 horas de brincadeira, voltou-se para o lab vermelhita (do sol) e animadita por uma longa tarde de trabalho :)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

And the saga ends here

Entrou dentro do meu lab hoje o meu colega de mestrado (o da conversa escrita), com o seu ar muito sério para me dizer:

- You know your vampire friend?

- Yes... (já estava a começar a rir)

- I saw him in the bathroom. He was putting on some cream on his face.

- What?! What for?

- I don't know, maybe to protect him from the sunlight.


Achei graça à piada mas reflectindo, o vampiro desapontou.
É simplesmente um gajo que põe demasiado base na fronha.
Yuck!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Twilight - Director's Cut

Tenho um vampiro na minha Uni. A sério.
O rapaz é montes de pálido, tem o cabelo preto e muito rebelde, e um ar de quem está sempre desesperado.
Quando o ouvi falar, atá denotei um sotaque que me fez lembrar o Drácula.
E o pior de tudo, é que sempre que o vejo a olhar para mim, sinto que ele tem fome.

Assim que o vi pela primeira vez, assustei-me.
Instintivamente, comecei a tapar-me.
Arrumei as pernas debaixo da mesa, vesti a camisola e desamarrei o cabelo.
Not a flesh in sight.
É que para ser mordida por um vampiro, que seja pelo Peter Facinelli. O resto dispenso.

Tenho andado a cruzar-me imenso com o 'vampiro' ultimamente.
Até cheguei a encontrá-lo no metro, o que achei sinistro.
E confesso que às tantas achei que estaria a fazer uma grande história na minha cabeça.
Porque eu sou assim, vejo filmes e leio demasiados livros e acabo por adaptar pessoas a personagens.
Então, por via das duvidas, ganhei coragem e comentei com a minha colega de lab:

- You know, there's this guy downstairs that looks like a vampire...
- What?! What guy?
- He's always in 213, very pale...
- Oh the one with the black long hair? Looks kind of freaked out all the time?
- Yah, that's him!
- I've never thought of him as a vampire, you've got quite an imagination!

E pronto, ela não pareceu ter ido na conversa do vampiro, mas a verdade é esta, ela também o achou esquisito.

Na sexta passada, estava na sala 213 (sala dos pc's), quando o rapaz - vampiro entrou.
Confesso que estremeci, e acho que a não ser verdade, a minha imaginação já está a fazer-me parecer louca.
Ele estava montes de branco, transpirado, com os olhos profundos e olhou na minha direcção. Com o seu ar de esfomeado.
Um colega de mestrado ia subir para o lab, quando pedi que ele esperasse.
Comecei a escrever no computador para ele ler:

You know that guy that just came in? I think he's a vampire. He scares me.

Escreveu ele de seguida:

I know. Have you noticed that he gets paler everyday?

Yah, I know, I know! And he always looks hungry!

Have you seen his face expression? He looks like he's in agony!

Depois desta conversa escrita, ri-me de tamanha parvoice mas admito, senti algum alívio em não ser a única lunática a achar que algo estava errado com aquele rapaz.

Durante o fim-de-semana, olvidei-me da existência do vampire e ontem, quando regressei à Uni, cruzei-me com ele no corredor.
Ele apareceu do nada e assustou-me, não só pelo óbvio, mas também porque estava distraída na conversa com a minha colega de lab.
Eu nem disse uma única palavra (sério, nem me ri) e a rapariga diz-me assim, a agarrar o meu braço:

- Oh my God, did you see his eyes?

(agora, tinha começado a rir)

- Seriously, they were soooo red! It looked like they were going to pop out at any second!! He's Twilight's brother!

A esta altura, já estava perdida de riso.
É bom saber que ando a espalhar o terror pela Uni.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Liz in Bollywood!

Tenho uma novidade!
Vou a um casamento!
Ah e tal, porreiro pensam voces. Comes e bebes à borlix (not so, a prenda ainda sai cara, but ok). Big Deal!
O Big Deal é que este casamento não é um casamento qualquer!
Não, descansem. Ainda não é o meu casamento.
O meu só será daqui a dois anos, segundo o Facebook, o que me limita um pouco em termos de preparações (e.g. vestido, flores, noivo).

Este casamento é um casamento indiano!
Epah, e se as coisas ainda não pudessem ficar melhores...o casamento será where? Na Índia, obviously!
Digam lá se não é uma espectacularidade?!
Soube disto à hora de almoço.
Estava feliz e contente a comer a minha salada com manga quando o casal em questão comunicaram-me da nova.
Fiquei feliz por eles (este nao é arranjado, já namoram há 5 anos), fiz as perguntas habituais, quando será, como será, bla bla bla.
A rapariga responde-me que será em Novembro e que não tinha porquê perguntar, porque estavam a contar com a minha presença.
Escusado será dizer que engasguei ali mesmo na minha manga. E depois pulei de alegria.

Já tinha planos de oferecer uma viagem a mim mesma pelos anos, mas pensava em ficar-me pela Europa.
But this is so much better!
Vou a um casamento tipicamente indiano na Índia.
Epah, que espectaculo. Ainda estou em awe.
E depois ela pediu-me para eu vir uns dias mais cedo para tratar da indumentaria. Ja pensaram?
Vou andar para ai vestida de Bollywood! Será que vou ter de aprender alguma coreografia para as músicas/danças?
Imagino que seja qualquer coisa assim (é a musica da moda por entre esta malta, ehehe):



Ah, só mais uma coisa.
Questionei se podia levar companhia, ao que eles aceitaram logo porque isto dos casamentos indianos é quanto mais melhor.
So, deixo a pergunta aqui: quem é que está ansiosa por ver um casamento em que a noiva entra em cima de um elefante*? Quem, quem?
Vá, não se podem queixar que não sou boa miga :)

*A ideia do elefante ter problemas de intestinos no meio da cerimónia continua a preocupar-me, por isso no funny business. A gente vê de longe o animal.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Body Worlds & The Mirror of Time

Esqueci contar que fim-de-semana passado aventurei-me e fui até South-East London. Mais precisamente para Greenwich.
Tive de andar no DLR (que foi um pouco estranho porque era conduzido por computador) e num bus em que o motorista fartava-se de falar, tal era o fascínio pelo microfone.
A frase que eu achei mais piada foi:

- "Use all the available space and ladies, if there is a lap vacant, please make use of it!"

Desloquei-me para essas zonas porque queria visitar The O2.
Ainda não lá tinha ido, e aproveitei para ir a uma exposição - BODY WORLDS & The Mirror of Time.


A exposição era uma mistura de arte e ciência e confesso que me deslumbrou.
Tratava-se de corpos que tinham sido doados para a ciência e tinham sido plastinated para serem expostos.
Pude observar os músculos, os ligamentos, os ossos, os nervos, até os vasos sanguíneos do corpo humano.
Sem contar com os órgãos que estavam expostos, quer dentro do corpo, quer de forma individualizada.

Um bocado freaky estar a olhar para pessoas mortas, mas aprendi bastante.
Sem contar que o divertimento foi imenso.
No meio das considerações anatómicas ainda saíram algumas pérolas:

- Looks like chicken, don't you think? (Ainda não tinhamos almoçado)

- You can see that this person was older than that one over there when he died.
- Yah, cause his spinal discs are so worn out, right?
- No, cause he has no teeth.

- What really bothers me here is the belly button.

- Have you seen the size of that? (Não fui eu a dizer isto)
- I don't think it's possible for it to have been like that when he was alive...maybe effects of the plastinating process.
- Seriously? Maybe we should think of something like that for living guys!

Apesar do que possa parecer, foi mesmo bastante educativo.
Foi engraçado visualizar as consequências da idade, falta de desporto, doenças e de uma alimentação desequilibrada no corpo humano.
Fizeram até o contraste entre órgãos saudáveis e afectados por alguma condição, para podermos ver as diferenças.

Até mostraram como a deterioração da visão pode nos afectar.
Deram o exemplo do Monet, que viveu durante alguns anos com cataratas.
Apesar de não conseguir ver bem, continuou a pintar por força do "hábito", e escolhia as cores consoante o o nome no rótulo pois, segundo o próprio, já não as conseguia visualizar com a mesma intensidade.
Fizeram uma simulação entre o que foi realmente pintado e o que o Monet supostamente terá visto e fiquei abismada.
As cores que ele "via" eram bem mais escuras das que estavam na tela.
O próprio quadro era uma confusão aos olhos dele, e no entanto a realidade era outra.
Curiosamente, as cataratas poderão explicar porque é que entre 1912 e 1920 (epoca da sua 'má visão') os quadros dele são mais nublados e até a tender para o abstracto.

Adorei.

Gostei de observar todos os detalhes do corpo humano e acho que mudou por completo a maneira como olho para as pessoas.
Agora imagino as pessoas do seu interior, literalmente.
O que se por um lado é divertido do ponto de vista mental, por outro é capaz de complicar eu voltar a achar alguém atraente.
Estou mesmo a ver:

- Ah, não fazes exercícios? Xii...os teus músculos devem estar pouco desenvolvidos...
- Ah, bebes muita cerveja? Hmmm...estômago todo esfolado e preto por dentro...
- Ah, tens colesterol? Yuck, esses lípidos aí não são nada agradáveis...
- Ah, fumas? Porra, que não acho piada nenhuma a pulmões escuros...

Mas o melhor de tudo foi ter descoberto quanto anos vou viver, de acordo com o meu estilo de vida.
Porque não pratico exercício físico regularmente e interiorizo o stress, vou morrer aos 79.
O que me parece uma beca mal.
So este fim-de-semana vou correr para o Hyde Park (mais chique que o Campo Grande) e já que acordo espontaneamente antes das 5h everyday, vou começar a praticar yoga pela manhã.
Pode ser que "ganhe" uns anos :)

P.S.

Não há fotos porque não era permitido. Mas vá, se ficaram intrigados, podem sempre ver o site.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Me and the Tube

1.

Acho que o London Underground está a tentar fazer um upgrade qualquer dos serviços.
Fazer-nos sentir que estamos a viajar num meio de transporte mais xpto do que realmente é.
Ontem fui apanhada desprevenida quando após o anúncio da última estação a que o metro ia (que por acaso era a minha), a voz feminina da gravação disse:

- Thank you for travelling on the Central Line.

Tive de pensar por alguns instantes senão tinha apanhado algum avião em vez do metro.
Após alguma reflexão, concluí que é simplesmente porque a Central Line é a melhor linha de metro que anda por aí.
Pessoa que é pessoa anda na Central Line.
O que justifica o porquê de eu andar nela.

2.

Novamente, talvez a pensar na maior comodidade das pessoas, está afixado na estação de Northolt este sinal:

O que me parece um pouco contraditório. E desconfio que se implementassem esta ideia em Lisboa, daria uma revolução.

3.

Pessoas que sofrem de narcolepsia não deviam poder andar de metro.
É do caraças estar a levar com alguém que adormece a cada 5 minutos e que acha que o teu ombro é o local indicado para pousar a cabeça.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

I bought a fridge...but not for me

Tenho um frigorífico só meu na minha Uni.
E atenção, quando digo meu, quero mesmo dizer meu.
Comprado com as minhas humildes economias.

Eu passo a explicar.
Das propinas que eu paguei para frequentar este curso, fui informada que uma determinada percentagem (20%) seria para os gastos do projecto.
Eu achei pouco, mas como era para um projecto de 6 meses...bem, basicamente andei a fazer contas à vida cada vez que precisava de adquirir qualquer coisa.
Entretanto esta semana soube que no final deste mês terei direito a mais 20%, mas tenho de gastar os 20% iniciais.
Porreiro pensei eu, com o problema de que do meu lado da bancada, eu estava bem abastecida de material.
So, a minha professora achou por bem comprar um frigorífico no valor de 882 libras.
Eu achei isso fantástico.

Eu até estou a pensar em colocar uma etiqueta no frigo a dizer:
Everytime you use this fridge, please remember to thank Liz.

Também pensei em tirar algum proveito financeiro.
Ora se formos a fazer contas, existem 19 alunos de mestrado, mais 25 alunos de doutoramento no 3º piso.
A cobrar a utilização do frigo a uma libra por dia, render-me-ia qualquer coisa como 1300 libras por mês, o que me faria sentir um pouco menos chulada antes de acabar o mestrado.
E claro, mesmo depois de me ir embora, posso sempre pedir as famosas royalties do frigo.
Em vez de ser £1/dia, poderia ser vá, 50p/dia.
Porque até sou uma miuda simpática.

Esta malta...anda a furar-me o bolso pah.

domingo, 14 de junho de 2009

Angels & Demons



"Religion is flawed, because man is flawed"


Ontem fui ao cine ver Angels & Demons. Finally.
Andava a adiar há já uma eternidade.
Pensei em ler o livro primeiro, mas não resisti porque o tempo não anda a jogar a meu favor ultimamente.
E como se ir ao cine fosse a coisa mais simples do mundo com a maiorias das pessoas, comigo não o é.
Porque finalmente quando reuni os requisitos de tempo e companhia, e ainda mais o factor de ter descontos (alegria de se ser estudante) nas salas da CineWorld, foi dificil encontrar um que ainda tivesse o filme em exibição.
Tive de ir até...oh Chelsea.
O que me fez andar às voltas um pouco com o mapa na mão.
Ainda passei pelo estádio do Chelsea F.C. e com 20 minutos para a sessão ainda achei que seria montes de divertido tirar fotos com os "jogadores".

Quando finalmente cheguei, artilhei-me de gelado, pipocas e gomas e sentei-me numa sala praticamente vazia.
Mas, na minha modesta opinião, apesar de haver um determinado momento em que quase que já desconfiava que algo ali não iria acabar como pensava, the movie was totally worth it.
Adorei cada segundo, não deu para distrair nem um pouquito.
Melhor que The Da Vinci Code, especialmente porque não tinha pessoas ao meu lado a falarem constantemente.

Gostei tanto que amanhã vou direitinha a Waterstone's comprar o livro que já andava a namorar há tanto tempo :)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

What are the odds...

Hoje tive meeting com a minha professora do projecto.
Que começou bem, ficou óptimo, depois menos bem e acabou mal.

Ela começou por me contar que os meus resultados iriam resultar num poster, que seria exposto numa conferência daqui a duas semanas. Porreiro, pensei eu.

Feliz e contente enquanto a ouvia, ela disse-me que um colega dela da Great Ormond Street Hospital é que iria apresentar o poster, em Atlanta (Georgia, USA).
Contou-me ainda que o tal colega teria sugerido que engraçado seria se EU fosse para Atlanta para a apresentação.
Ora, quando ela disse isto, my world rocked!

Imaginem os meus dois neurónios a fazer o happy dance enquanto cantavam "we're going to Atlanta, we're going to Atlanta!"
Ela continuou dizendo que até tinha ponderado no assunto, seriam três dias, all expenses paid, e que eu melhor do que ninguém conseguiria responder a quaisquer perguntas, porque afinal fui eu que fiz o trabalho e que até um outro professor ja teria comentado com ela que eu tinha skills para falar (os neuronios - "we've got skills, we're going to Atlanta!").
Mas terminou dizendo que obviamente eu não poderia ir, porque tinha somente um mês e meio para estar no lab, que a tese era a minha prioridade, e que perder três dias estaria fora de questão.

Após ouvir isto, um dos meus neurónios ficou em choque, sem reacção, e o outro...bem, o outro foi demasiado mal-educado para poder transcrever aqui.

A modos que é assim...quase que fui para Atlanta.
Mas estava happy à mesma quando saí do gabinete.
Tão contente que desci as escadas a correr, aos saltos e aos pulinhos, e acabei por tropeçar.
Agarrei-me ao corrimão mas já fui tarde, a perna estava lá bem no ar quando oiço um craaackkkk.
O neurónio mal-educado, a prever já o dano causado, berrou novamente.

Olhei para baixo, para as calças e num sítio estratégico, estava um rasgão enorme.
Nem tinha vestuário para disfarçar, nem poderia ir a casa porque ainda era de manhã.
Vou só dizer que achei o dia um pouco fresquote demais.

Ha me*das que só acontecem comigo...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Commuter* Hell

Um pequeno flashback:

Esta terça que passou, já só se comentava a possibilidade de haver greve e como isso iria afectar cada um dos commuters, consoante o sítio donde vinham.
À hora de almoço discutia-se quais poderiam ser os percursos alternativos e havia quase como se um pequeno "jogo" em que as pessoas tinham especial gozo em dizer "ah e tal, eu vou andar mais do que tu".

Perguntei eu, numa de simpatia, ao meu colega iraquiano como ele viria.
Tinha curiosidade porque ele viajava desde Essex, fora de Londres, e se já num dia normal ele demorava umas duas horas a chegar, nem queria imaginar com a greve.
Ele respondeu-me que comboio teria até Tower Hill, e dali andaria a pé até à Uni.
Questionei quanto tempo demoraria.

- About an hour, I think.
- An hour?! I have to start thinking about my route, I hope I don't have to walk that much!
- Just be prepared. Bring confortable shoes, water, food...
- ... a blanket if I get sleepy...disse eu a gozar
- ...and maybe a stick also, in case you need to hike any mountains!

Riso total, só de pensar.
Mas a conversa morreu por aí, e na 4a feira quando cheguei, já tardíssima, encontrei o rapaz e perguntei como ele tinha chegado.

- By foot, I had to walk for an hour and a half!
- What??
- Yah, there was an alternative bus, but there was this big cue. It wasn't even a cue, it was just an entire crowd of people!
- And what time did you get here?
- 10h45 (mais cedo que eu)
- What time are you leaving then?
- I think I'm going now...
- Now?! It's only 14h!
- Yah, but I still have to walk all the way back!

E pronto, todos tivemos historias para contar sobre a greve.
Todos andamos para algum lado: para casa, para a Uni, para o trabalho...há quem até tenha andado 8 milhas até Wembley para ver a Inglaterra jogar (eu andei por lá, porque decidi armar-me em esperta, mas essa aventura fica para a próxima).

De salientar que hoje, só demorei 1h30 a chegar a Uni (on a good day, levo 40 minutos).
E em minha defesa devo dizer que, decidirem fazer obras nas estradas nos dias em que os transportes não estão a funcionar a 100% é do cara...ças.

*Não sei porquê, mas gosto bués da palavra commuter.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Tube strike: TfL vs cycles

Hoje houve greve dos trabalhadores do metro de Londres.
Aliás, começou às 19h de ontem e vai durar sensivelmente 48h.
O que implica o caos por completo, porque a cidade basicamente move-se pelo tube.
Mas vá, como eu sou uma gaja que acha que consegue dar a volta a qualquer situação, arranjei um percurso alternativo que envolvia dois meios de transporte diferentes e 20 minutos a pé.
Achei que saindo às 7h45 conseguiria chegar por volta das 10h30, hora que teria um meeting importantíssimo.

Convicta que correria tudo bem, ontem até me deitei cedo para me preparar física e psicologicamente para o dia. É que eu já imaginava pessoas por todo lado.
Ainda dormia, quando recebi uma chamada:

- Estás acordada?
- Não...ainda durmo...
- Sabes que há greve de metro?
- Dah, claro.
- Como vais para a SOP?

Expliquei o meu percurso meia ensonada.

- Vais demorar uma eternidade a lá chegar. Não queres vir comigo, de bicicleta de Hanger Lane?

Já tinha os olhos wide open.

- Mas tu estás bem? Sabes o pincelão que é ate à zona 1?? Chegamos lá sem pernas! Para além de que aposto que tu não sabes o caminho, ainda nos perdemos e vamos parar à Escócia!
- Já sei qual é o percurso a fazer, e aposto que chego lá primeiro que tu!
- Não me parece...
- O último a chegar paga o almoço então?
- Ok, combinado.

Após 6 trocas de transportes (porque sempre que entrava num, ele mudava de destino) e 4 horas de viagem, já só me faltavam os 20 minutos a pé.

Enquanto me perdia a olhar para o trânsito todo à minha volta

oiço o telemóvel tocar.

- Ahaha, cheguei primeiro que tu!
- Chegaste o quê! Saí agora da estação de Euston, só me falta andar até à Uni! Já chegaste mesmo?
- Já, e isto está às moscas. De portugueses então, acho que só tu e eu é que decidimos vir. O resto instaurou o feriado.

Errr...devia ter ficado em casa a celebrar Portugal Day também.
Mas apesar da estafa, até foi divertido o dia de hoje :)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

What am I to you?




(...) When I look in your eyes
I can feel the butterflies
Could you find a love in me
Could you carve me in a tree
Don't fill my heart with lies (...)

One of my favorites.
(Estou lamechas hoje sim, a ouvir a Norah só podia estar)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Tube snapshot


"Reality is an illusion created by a lack of good alcohol"

E tenho dito.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Picnics for all :)

Tenho uma mesa de picnic no jardim do meu prédio.
Eu já tinha observado aquela mesa há muito, a pensar se poderia usufruir dela ou não.
É que é apenas uma para os moradores todos. Achei estranho.
Especialmente porque as únicas pessoas que eu via a sentarem-se são estas meninas loirinhas pequeninas do rés-do-chão, que vão para lá comerem gelados.
Achei que o pai delas tivesse construído aquela mesa só para elas.

Mas ontem, depois de perguntar cá em casa sobre a situação dessa mesa, achei que era plausível que ela fosse de todos.
Então hoje, decidi estudar nela.
É que estudar à secretária está a agravar o meu panico nervoso.
Desci com os meus livros, feliz e contente e comecei a ler, tranquilamente.

E assim passou uns minutos, uma hora maybe...e quando olho ao lado, já não estou alone.
Tinha um ser baixinho, loiro e de olhão azul ao meu lado, com a boca toda suja de gelado.
Nem tinha dado pela sua chegada.
Pergunta-me ela:

- What are you doooooing?
- Reading, and you?
- Watching you. Why do you reeeeeeead?
- Because I like to. Why do you watch me?
- Becaaaaaause I like to.

E foi-se embora assim, meia envergonhada meia risonha, como só os miudos sabem fazer.
Passados uns minutos aparece-me ela, mas já acompanhada pela irma a dizer em coro:

- Can we watch yooooou?

Deu-me vontade de rir, e achei tão fofo que disse:

- Come on, sit here, I'll give you paper and pencils and both of you can draw some pictures. That way you can watch me and I'll watch you, ok?

E pronto, assim se passou a manhã.
Estudei, brinquei e fiz duas amiguinhas novas :)

De salientar, adorei ouvir estas pequenotas falarem.
Miudos por natureza já têm um modo de expressão engraçado, mas ouvi-los falar num inglês britânico é qualquer coisa fenomenal.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rise of the Ladies

Women! You have no concept of the depth of male simplicity. And until you do, our world is doomed.

"Women - why aren't you running the world yet? Frankly I'm disappointed in you. Men are still far too dominant for their own good, and consequently we've made a testosterone-sodden pig's ear of just about everything: politics, the economy, religion, the environment ... you name it, it's in a gigantic man-wrought mess. The world's been one big dick-swinging contest, and we've caught our collective glans in a nearby desk fan. By rights we should be squealing for your help, but we're not, because we're too damn stupid and too damn proud. We swagger convincingly, and that's about it. And swaggering's fine for scraping by in primitive times, but the world we've built is altogether more complex now. We've got stock exchanges and nuclear warheads. It's too easy to swagger your way into big trouble without even realising. Well, we've had our turn. It's time for the Rise of the Ladies.

We don't need a few women in conspicuous positions of power scattered here and there - we need a 10-year prohibition on all forms of male power. Seriously: a decade in which men don't get to control anything, from the remote control upwards. Imagine the consequences. For one thing, there would be an instant and massive reduction in armed conflict around the globe. Sure, nations would routinely bitch about each other in secret (and with a new, hair-curling viciousness), but there'd be fewer intercontinental punch-ups and a far smaller bodycount.

The economy should clearly be run by women. City boys are dicks, plain and simple. Look at them. Listen to them. Consider the carnage of the past 10 years. What the hell were these idiots thinking? Even now they're still at it. In any sane world they'd all be herded into a shed and blasted with hoses until they promised to stop. Everything they say, think, do, watch, read and fill up their iPods with is awful. Even their girlfriends are awful. Straight women, reading this: if your partner is a city boy, leave him. Leave him now. Dump him with a text message, right this very second. It'll hurt for about six days, then your life will improve beyond measure. Sod that little number-swapping dick who dares call himself a man. Lob him in the shed with the other squeaking fakes and train the cold jets on the bastards. Shut the door and let them shiver.

Men love machines, because machines remind them of themselves. As a result, men quickly became very very good at building machines and then driving them round rather too quickly, shouting "Toot toot! Look at me in my brilliant car!" This was cute for a while, but the novelty's worn off now that the planet's teetering on the brink of becoming an inhospitable cinder. Please, women, for all our sakes: just lock us in a room with some Lego or something. I'm sorry, but we're just too bloody stupid to save the planet. Looks like you'll have to clean up our mess once again. Mankind's depending on you.

"This is all very well, but none too realistic," thinks the female reader. "Men aren't just going to hand over the reins that easily. I know what men are like. They're self-righteous and stubborn - just like women, but worse."

Oh, you. Pretty, silly you. We've got you brainwashed. See, that's what our incessant, ruinous swaggering was all about: pretending to be more complex and dangerous than we actually are. In truth your suspicions are correct: we're very, very simple. We're lazy and we like blowjobs. That's all there is to us. Literally: that's it. From Sir John Betjeman to Barack Obama, from Copernicus to Liam Gallagher. The core software we run on could fit in the memory of a digital watch circa 1985 without even scraping the sides.

And you know this, you women. You know this of course, but it's so dazzlingly obvious you actually doubt it's true. Most of my friends are women. I often find myself counselling them as they agonise for hours, trying to fathom what men are thinking, what men want. Yet no matter who they're talking about, or what the circumstance, from my perspective the answer always seems so glaringly basic it could be scratched on the back of a button. This one wants a shag. That one wants a biscuit. Every time: the butler did it.

The only mistake women make is crediting men with far more mystery than they're capable of. We're impulsive yet thuddingly predictable, and you'd better learn to love us for it because that's just about all we can muster. That's why we bollocksed the planet up. We didn't mean to. We're men, that's all.

And now, surely now, it's time for you to shunt us off the podium and take charge for a decade. If only as an experiment to see what happens. I for one welcome our titted overlords. Give us our toys and our daily bread and permit us to lie on the sofa for 10 whole years, like snoozy, spluttering pigs. We get to loll around contentedly, you get to save the world. Sound good? Do we have a deal? Well do we, you wonderful bitches?"

in The Guardian, by Charlie Brooker

Learning everyday :)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

In need of pampering, please.

Argh, uma semana para os exames. Estou a panicar já.

Mas desta vez o meu panico está ao contrario.
Se antes era hábito enervar-me e afogoar-me em chocolate ou num balde de gelado Carte D'or, desta vez nao é assim.
Não consigo aguentar qualquer tipo de comida dentro de mim.
Nem doces, nem gelados, nem fruta, nem comidinha da mamã nem nada.
Só imaginar comida agonia-me.
Passo o tempo todo a fazer festinhas à minha barriguinha, que está a encolher com falta de alimento.
Um ponto positivo ao menos, mas vá, eu até gosto da minha estatura fofa.
Embora eu já esteja a prever que isto vá correr mal.
Próxima segunda às 17h vou correr para uma pastelaria qualquer e engolir bolos como se não houvesse amanhã.

Mas realmente, eu deveria me acalmar. Não fazer tanto alarido.
I mean, é apenas um exame que só posso fazer uma vez, que engloba aulas deste semestre, do semestre passado e quiçá aulas que eu não tive porque não sou farmacêutica e que não posso dar ao luxo de reprovar porque implicaria repetir o ano todo novamente.
Só de pensar faz agonia ao meu poor stomach...oohhhh...