sábado, 27 de março de 2010

A bit confusing...


Curioso como isto pode muito bem resumir a minha vida profissional neste momento. 
Tão confusa que estou que a registar-me para uma conferência vinha um espaço para preencher com a afiliation of attendee, e eu fiquei mais de 10 minutos a pensar qual seria a resposta mais adequada. E ainda não estou convencida. 

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sanity is precious...don't ever lose it

- I'm so happy you came to work with us
- Hmmm...why is that?
- Before I just had T. to keep me sane. Now I have you.
- You think I'm sane?!
- Pretty much, yes.
- Thank you.

Posso ir para o fim-de-semana feliz. Sou uma pessoa sana.
Às vezes interrogo-me sobre isso.
Mas vá, se os outros dizem que sim, quem eu sou para duvidar...

sábado, 20 de março de 2010


"Falo pouco, fico calado, a sentir. Dizer o quê? Se pudesse abrir o peito às pessoas e mostrar o que está dentro. Quanto mais gosto das pessoas mais emudeço."

António Lobo Antunes, in Desenhar o Sol (Visão)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Yessah...My Lord!

Apareceu um aluno de PhD novo lá no lab esta semana. Chama-se Alistair. 
Logo pelo nome, achei engaçadíssimo. Nunca tinha conhecido em pessoa um Alistair. Só pelos jornais.  
O Alistair é alto. Muito alto. E louro. Muito Louro. E branco. Muito branco. 
Basicamente, é o inglês típico. Mas eu quando o conheci, fiquei confusa. 
Porque o inglês era correctíssimo mas muito rígido. E um bocado rude. 
Fiquei na dúvida se não teria uma perna alemã.
E porque estas coisas ficam me a moer no pensamento (ser cusca também não ajuda), tive de perguntar a outro aluno de doutoramento sobre o Alistair e fiz uma descobertas fantásticas.

- So...he's english isn't he?
- Very english. The most english you can get.
- What do you mean?
- He come's from a very wealthy family. His father is a Lord!
- Really?? Wow...I didn't know that...Shoot, you shouldn't have told me!
- Why?
- I have a very weird mind. Every time I see him now, I'll just be thinking about bowing and saying "How do you do, my Lord?!"
- (riso) He's not your Lord. He's not even a Lord. He's the son of a Lord.
- So if you're son of a Lord, what are you?

Ficou a dúvida, mas lembrei-me instantaneamente deste pequeno sketch (vá-se lá saber porquê...) e comecei a rir-me sozinha. Quis explicar ao doutorado com quem conversava, mas a piada perdeu-se no meio da tradução.


Outra coisa engraçadíssima no Alistair, é que vem de bicicleta para a Uni. 
Daquelas mesmo fixes que se dobram. Ele chega e mete aquilo debaixo da secretária como se fosse uma mala. 
A imagem que surgiu na minha mente quando vi isto a primeira vez foi a de uns cartoons que eu via quando era mais nova, The Jetsons. Tinham malas que depois abriam e transformavam-se em veículos para se transportarem pelo espaço. 
Não sei se já deu para perceber, mas estou fascinada com as peculiaridades do Alistair. 

sexta-feira, 5 de março de 2010

Lunette Comedy

Cyanide and Happiness, a daily webcomic
Cyanide & Happiness @ Explosm.net

I sort of love these comics...


P.S. Comprei dois pares de óculos novos, uns extremamente fashion (red red!) outros com um ar mais intelectual (black black!). 
Daqueles que se olham para a pessoa e pensa-se logo: Ooooh, aquela deve ser montes de inteligente!
Só estão prontos na quarta-feira but I can't wait! 
Acho que vou largar as lentes de contacto por algum tempo :)


A parte "cómica" desta minha compra é que fui adquirir os óculos sozinha, sem ter ninguém a quem pedir a opinião. Nunca façam isso. 
O homenzinho que me atendeu deu-me praticamente todos os óculos do shop para experimentar. 
E desconfio que devo ter experimentado o mesmo par mais do que uma vez. 
Precisava tanto de uma opinião que inicialmente perguntei ao homenzinho:
- So, what do you think?
Antes de sequer ele continuar, completei:
- Ah, never mind, you're bias. You just want to sell!

Foi o suficiente para ele ter imensa paciencia comigo (45 minutos a experimentar lunettes).

terça-feira, 2 de março de 2010

Comfort Zone Theory*

Para mim, entrar dentro de um elevador com alguém desconhecido e subir n andares consegue ser algo fora do confortável.
Nunca sei se devo meter conversa ou não. Ou sorrir.
E depois às vezes também me apetece olhar para o espelho e sinto-me embaraçada de ser tão vain.

Ultimamente na SoP tenho tido grandes aventuras no elevador.
Porque são dois do meu lado do edifício, mas um está avariado há semanas.
Então para subir os 4 andares, eu espero eternidades. E depois vou sempre apertada, porque com tanta espera já se formou fila.
E entre estar a milímetros da cara de outro viajante do elevador, fico sempre hesitante se devo sorrir e dizer olá.
Normalmente opto só por olhar para o tecto e rezar que chegue logo ao meu destino. O pesadelo é quando vai parando em todos os andares.

Mas hoje tive conversas deveras interessantes no elevador. Sobre coisas banais, the weather e tal. Sobre sobremesas também, mas isso foi quando regressei do almoço com um gelado ehehe

A conversa mais surpreendente foi de longe quando um rapaz, que eu nunca vi antes, entrou no rés-do-chão (eu vinha da cave sozinha) e do nada perguntou:

- Are you working here?
- Uh...yes....
- With whom?

 Respondi e ele disse:

- Ah, he's a cool guy. 
-Yah he is.
- How is it going?
- Quite well actually.
- Good good.

Chegamos ao 4º andar e eu saí com o sorriso de despedida quando ele me disse:

- Well, better go down, cause I just wanted to go to the second floor.

Entre as portas fecharem e a minha cara abismada, achei que o rapaz fosse doido.
Mas depois lembrei-me que às vezes, as pessoas sentem a necessidade de sair da sua "zona de conforto".
E às vezes isso envolve meter conversa com pessoas que não conhecem de lado nenhum.

*Out of curiosity, existe uma página na wikipédia dedicada a esta teoria. 

segunda-feira, 1 de março de 2010

ESTOU IRRITADA