terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Lunch Time
Pago o almoço a quem descobrir o que estes dois senhores estavam a fazer enquanto terminavam a refeição.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Leaving a legacy!
Hoje descobri quem é o Mohammed.
O tal que vinha associado ao Felipe.
Ele veio fazer uns trabalhos no meu lab.
Já me tinha cruzado com ele, mas desconhecia o seu nome.
O Mohammed é um homem árabe, de estatura grande, bom quase monstruoso e de ar sempre sério.
Já tentei meter conversa com ele, começando pelos cumprimentos habituais do Morning com um sorriso simpático na cara mas não teve o resultado pretendido.
O Mohammed olhou para mim, e tenho ideia que quase rosnou por eu ter-lhe dirigido a palavra.
Optei por não falar mais para ele, já que fiquei um pouco assustada.
Não fosse eu dizer-lhe algo menos simpático e ele decidir explodir ali mesmo.
Nunca se sabe.
Mas hoje o Mohammed surpreendeu-me.
Voltava eu da hora de almoço e ia entretida pelo corredor a vestir a bata quando começo a ouvir música.
E a música vinha do meu lab. Mas eu estava cá fora!
Entrei e espanto dos espantos, vejo o Mohammed a abanar o capacete ao som de quê?
Nunca na vida poderia acreditar se não tivesse visto com os meus próprios olhos: Mamma Mia dos ABBA!
Realmente, os ABBA aqui andam a perseguir-me mas isso agora não interessa nada.
Imaginem a minha cara ao ver aquele homem gigante, com o seu ar todo aterrorizador a mexer-se e a CANTAR Mamma Mia, here I go again...
Só digo isto: priceless!
Escusado será dizer que tive de sair do lab para me rir.
Quando voltei, a música já era outra.
Possivelmente árabe. Foi para disfarçar.
O tal que vinha associado ao Felipe.
Ele veio fazer uns trabalhos no meu lab.
Já me tinha cruzado com ele, mas desconhecia o seu nome.
O Mohammed é um homem árabe, de estatura grande, bom quase monstruoso e de ar sempre sério.
Já tentei meter conversa com ele, começando pelos cumprimentos habituais do Morning com um sorriso simpático na cara mas não teve o resultado pretendido.
O Mohammed olhou para mim, e tenho ideia que quase rosnou por eu ter-lhe dirigido a palavra.
Optei por não falar mais para ele, já que fiquei um pouco assustada.
Não fosse eu dizer-lhe algo menos simpático e ele decidir explodir ali mesmo.
Nunca se sabe.
Mas hoje o Mohammed surpreendeu-me.
Voltava eu da hora de almoço e ia entretida pelo corredor a vestir a bata quando começo a ouvir música.
E a música vinha do meu lab. Mas eu estava cá fora!
Entrei e espanto dos espantos, vejo o Mohammed a abanar o capacete ao som de quê?
Nunca na vida poderia acreditar se não tivesse visto com os meus próprios olhos: Mamma Mia dos ABBA!
Realmente, os ABBA aqui andam a perseguir-me mas isso agora não interessa nada.
Imaginem a minha cara ao ver aquele homem gigante, com o seu ar todo aterrorizador a mexer-se e a CANTAR Mamma Mia, here I go again...
Só digo isto: priceless!
Escusado será dizer que tive de sair do lab para me rir.
Quando voltei, a música já era outra.
Possivelmente árabe. Foi para disfarçar.
quarta-feira, 25 de março de 2009
110 years - Getting old!
Gosto de partilhar algumas pequenas coisas que acabo por saber, sem querer.
Especialmente coisas relacionadas com a ciência, porque é giro.
Eu pelo menos acho que sim.
E hoje descobri que o ácido acetilsalicílico (a aspirina) comemorou esta semana 110 anos de existência.
Lembrei-me de imediato da história da aspirina porque, por alguma razão ficou me gravada na memória desde que a ouvi pela primeira vez.
Embora esteja na dúvida quem ma tenha contado, o que não deixa de ser...estranho.
Enfim, adiante!
Charles Gerhardt preparou pela primeira vez o ácido acetilsalícilico em 1853.
A bem dizer a verdade, o homem descobriu a aspirina numa das suas muitas reacções com anidridos e acabou por não lhe dar muita importância.
Em 1897, Felix Hoffman, um farmaceutico alemão, tentava sintetizar algo que pudesse aliviar a artrite do pai e re-descobriu a aspirina.
Reza a lenda que a aspirina aliviou de facto a condição do pai, porém deu lhe como prenda uma bela úlcera em troca.
O Hoffman foi esperto, patenteou a sua "descoberta"que permitiu construir a empresa que hoje é conhecida por Bayer e em 1899 já a distribuía pelo mundo fora.
E a aspirina acabou por se tornar num dos medicamentos de mais sucesso comercial.
Dizem que sim, pelo menos.
Interessante não é? Eu acho que sim :)
Qualquer dia falo-vos do único medicamento da Pfizer que dá lucro à empresa.
Ando aqui a descobrir os podres todos ehehe
Especialmente coisas relacionadas com a ciência, porque é giro.
Eu pelo menos acho que sim.
E hoje descobri que o ácido acetilsalicílico (a aspirina) comemorou esta semana 110 anos de existência.
Lembrei-me de imediato da história da aspirina porque, por alguma razão ficou me gravada na memória desde que a ouvi pela primeira vez.
Embora esteja na dúvida quem ma tenha contado, o que não deixa de ser...estranho.
Enfim, adiante!
Charles Gerhardt preparou pela primeira vez o ácido acetilsalícilico em 1853.
A bem dizer a verdade, o homem descobriu a aspirina numa das suas muitas reacções com anidridos e acabou por não lhe dar muita importância.
Em 1897, Felix Hoffman, um farmaceutico alemão, tentava sintetizar algo que pudesse aliviar a artrite do pai e re-descobriu a aspirina.
Reza a lenda que a aspirina aliviou de facto a condição do pai, porém deu lhe como prenda uma bela úlcera em troca.
O Hoffman foi esperto, patenteou a sua "descoberta"que permitiu construir a empresa que hoje é conhecida por Bayer e em 1899 já a distribuía pelo mundo fora.
E a aspirina acabou por se tornar num dos medicamentos de mais sucesso comercial.
Dizem que sim, pelo menos.
Interessante não é? Eu acho que sim :)
Qualquer dia falo-vos do único medicamento da Pfizer que dá lucro à empresa.
Ando aqui a descobrir os podres todos ehehe
Shame on me!
Porque realmente já começo a ter vergonha na cara de pensar que quando voltar a Portugal alguém irá, inevitavelmente me questionar:
- Então, Londres pahhhh, já deves conhecer aquilo tudo não?
E de imaginar que a resposta mais honesta seria:
- Pois...olha conheço bem o caminho da faculdade para casa...
Achei por bem começar a explorar um pouco mais esta territa, que de 'ita tem pouco.
Aproveitei hoje que tive alguns tempos mortos e decidi ir até Regent's Park, que curiosamente fica a 10 minutos a pé da faculdade.
E de imaginar que a resposta mais honesta seria:
- Pois...olha conheço bem o caminho da faculdade para casa...
Achei por bem começar a explorar um pouco mais esta territa, que de 'ita tem pouco.
Aproveitei hoje que tive alguns tempos mortos e decidi ir até Regent's Park, que curiosamente fica a 10 minutos a pé da faculdade.
Um pouco de história (porque gosto de saber estas coisas):
A área que hoje consiste de Regent's Park era, devido à vontade do rei Henry VIII (1491 – 1547), inicialmente um local destinado à caça, e na altura denominado por Marylebone Park Fields.
Hoje, trata-se de um dos maiores locais verdes no centro de Londres.
Desenhado pelo arquitecto John Nash, possui quase 200 hectares e jardins com mais de 400 variedades de rosas.
Dentro da sua área possui ainda o London Zoo e o Open Air Theatre (que eu não fui ver porque já estava cansadita).
Gostaram das pics?
Foram tiradas com o meu novo babes!
Ah pois é! O meu babes é absolutamente fantástico.
Nas palavras inglesas, descrevê-lo-ia como tall, dark and handsome.
E para além do aspecto exterior ainda posso passear com ele, falar o que quiser, o tempo que quiser e tirar fotos com razoável qualidade, sem se aborrecer nem se chatear comigo.
Como é que se chama? Bom, tem um nome estranho...só com duas letras: LG.
Yeps, advinharam, é o meu novo mobile :)
Não exactamente o que andava a pedir, MAS, não me queixo!
Agora já não tenho desculpas para aquelas pessoas que resmungavam toda a hora: FOTOS, FOTOS, FOTOS!
Clicarei tudo o que avistar, I promise :)
A área que hoje consiste de Regent's Park era, devido à vontade do rei Henry VIII (1491 – 1547), inicialmente um local destinado à caça, e na altura denominado por Marylebone Park Fields.
Hoje, trata-se de um dos maiores locais verdes no centro de Londres.
Desenhado pelo arquitecto John Nash, possui quase 200 hectares e jardins com mais de 400 variedades de rosas.
Dentro da sua área possui ainda o London Zoo e o Open Air Theatre (que eu não fui ver porque já estava cansadita).
Enquanto passeava ainda acabei por encontrar um pequeno friend - o primo do Alvim.
Confesso que ao principio pensei que fosse o próprio, mas rapidamente me apercebi que não, pois este era mais elegante e um pouco mais social.
Deixou-me chegar tão próxima dele e ainda posou para mim, o vaidoso:
Confesso que ao principio pensei que fosse o próprio, mas rapidamente me apercebi que não, pois este era mais elegante e um pouco mais social.
Deixou-me chegar tão próxima dele e ainda posou para mim, o vaidoso:
Gostaram das pics?
Foram tiradas com o meu novo babes!
Ah pois é! O meu babes é absolutamente fantástico.
Nas palavras inglesas, descrevê-lo-ia como tall, dark and handsome.
E para além do aspecto exterior ainda posso passear com ele, falar o que quiser, o tempo que quiser e tirar fotos com razoável qualidade, sem se aborrecer nem se chatear comigo.
Como é que se chama? Bom, tem um nome estranho...só com duas letras: LG.
Yeps, advinharam, é o meu novo mobile :)
Não exactamente o que andava a pedir, MAS, não me queixo!
Agora já não tenho desculpas para aquelas pessoas que resmungavam toda a hora: FOTOS, FOTOS, FOTOS!
Clicarei tudo o que avistar, I promise :)
terça-feira, 24 de março de 2009
My Day :)
Hoje boicotei a ida ao lab à tarde.
Ou pelo menos tentei.
Demasiados raios de sol a entrar-me pelo laboratório e o facto de alguém ter decidido estragar os meus compostos fizeram me decidir por umas horas de leitura ao ar livre.
Boa ideia não vos parece? A mim pelo menos pareceu.
Demasiados raios de sol a entrar-me pelo laboratório e o facto de alguém ter decidido estragar os meus compostos fizeram me decidir por umas horas de leitura ao ar livre.
Boa ideia não vos parece? A mim pelo menos pareceu.
Sentei-me na relva encostada a uma árvore e quando estava mesmo entretida, o tempo mudou.
Em menos de meia hora as nuvens e o ventinho frio decidiram aparecer como se fosse para me dizer: Não sejas calona, vai masé trabalhar!
Pronto, e assim fui.
Entretanto, a saga do Instron já está mais ou menos resolvida.
Agora já sei como funcionar com ele.
Como perguntam vocês?
Epah, porque sou um ser, vá, inteligente, eu fui ver o registo de pessoas que utilizaram o instrumento recentemente.
Sim, porque ler o manual de instruções não dava com nada.
Aquilo era demasiado complexo para mim.
Descobri que tinha lá um ficheiro com nome de Felipe Mohammed.
Achei curioso o nome e comecei a pensar que poderia ser alguém que tivesse pais de diferentes religiões e que não chegaram a acordo sobre a sua nomenclatura.
Como não sabia quem era, tive de andar a bater de porta em porta a perguntar pelo Felipe Mohammed.
Que ninguém conhecia.
Aliás conheciam o Felipe e o Mohammed, mas o Felipe Mohammed é que não.
Optei por perguntar pelo Felipe só.
Sorte a minha, acertei num português ehehe
Pronto, e assim fui.
Entretanto, a saga do Instron já está mais ou menos resolvida.
Agora já sei como funcionar com ele.
Como perguntam vocês?
Epah, porque sou um ser, vá, inteligente, eu fui ver o registo de pessoas que utilizaram o instrumento recentemente.
Sim, porque ler o manual de instruções não dava com nada.
Aquilo era demasiado complexo para mim.
Descobri que tinha lá um ficheiro com nome de Felipe Mohammed.
Achei curioso o nome e comecei a pensar que poderia ser alguém que tivesse pais de diferentes religiões e que não chegaram a acordo sobre a sua nomenclatura.
Como não sabia quem era, tive de andar a bater de porta em porta a perguntar pelo Felipe Mohammed.
Que ninguém conhecia.
Aliás conheciam o Felipe e o Mohammed, mas o Felipe Mohammed é que não.
Optei por perguntar pelo Felipe só.
Sorte a minha, acertei num português ehehe
segunda-feira, 23 de março de 2009
Where's Instron ?!
As minhas aventuras no lab continuam.
E hoje foi a vez de andar à procura de um instrumento que precisava para testar uns produtos meus.
Agarrei na folha que a minha professora tinha me dado com o nome do intrumento - Instron - e a sua foto e fui perguntar ao Martin.
O Martin é um aluno de doutoramento e ainda o técnico do departamento.
Basicamente é a pessoa a quem eu mais chateio para saber coisas.
O Martin é alto, loiro e de olhos azuis.
E hoje a caminhar atrás dele apercebi me que tem uma maneira sexy de andar.
Abana mais as ancas do que eu. Tenho de aprender a fazer isso.
O Martin, estranhamente, não sabia de que aparelho se tratava.
Decidimos ir perguntar a um dos técnicos que faz a manutenção dos instrumentos - o Sunny.
Este Sunny chama-se na verdade Hardyal, mas todos o tratam por Sunny, ainda não sei porquê.
Ora, tratando-se de um senhor que trata dos instrumentos, parte-se do principio que ele saberia da existencia de todo e qualquer equipamento que pudesse existir no departamento.
É o normal, o esperado.
Mas não, o Sunny disse-me que nunca tinha visto o Instron e aconselhou-me a perguntar à Lin, que é uma post-doc lá do sítio.
Quando ele disse Lin, eu na verdade devo ter me encolhido toda.
A Lin é conhecida por ser um pouco...hmmm, má.
A célebre frase dela, quando a incomodam, é: "I don't have time or patience to deal with you right now".
Dita aos berros.
E eu que não tenho grande apreço por ouvir os gritos de alguém sem qualquer razão, já estava a ver a minha vida a andar para trás.
Mas, e porque o Martin deve ter lido os meus pensamentos, ofereceu-se para vir comigo.
E lá fomos os dois, mais o seu hip swing, ter com a Lin.
A Lin não me parecia muito bem disposta, e eu optei por me deixar escondida atrás do Martin deixando so transparecer um sorriso simpático enquanto ele falava por mim.
Felizmente, a Lin sabia que instrumento era.
E sabia onde ele estava.
Melhor, pelo menos sabia que estava na cave.
Até encontrar o Instron, tive de percorrer muitas salas escuras e sinistras e comparar a foto do papel com o que estava exposto.
Ao menos o Martin foi comigo, que agora ficou meu melhor amigo ehehe.
E quando finalmente o encontrei, fiquei espantadíssima.
Estava à espera de um aparelho piriri.
Afinal, são coisas pequenas, do tamanho de capsulas ou comprimidos.
E aparece-me um instrumento gigantesco, maior do que eu.
Bem, não é dificil ser-se maior do que eu, mas mesmo assim.
Querem ver? Eu mostro:
Agarrei na folha que a minha professora tinha me dado com o nome do intrumento - Instron - e a sua foto e fui perguntar ao Martin.
O Martin é um aluno de doutoramento e ainda o técnico do departamento.
Basicamente é a pessoa a quem eu mais chateio para saber coisas.
O Martin é alto, loiro e de olhos azuis.
E hoje a caminhar atrás dele apercebi me que tem uma maneira sexy de andar.
Abana mais as ancas do que eu. Tenho de aprender a fazer isso.
O Martin, estranhamente, não sabia de que aparelho se tratava.
Decidimos ir perguntar a um dos técnicos que faz a manutenção dos instrumentos - o Sunny.
Este Sunny chama-se na verdade Hardyal, mas todos o tratam por Sunny, ainda não sei porquê.
Ora, tratando-se de um senhor que trata dos instrumentos, parte-se do principio que ele saberia da existencia de todo e qualquer equipamento que pudesse existir no departamento.
É o normal, o esperado.
Mas não, o Sunny disse-me que nunca tinha visto o Instron e aconselhou-me a perguntar à Lin, que é uma post-doc lá do sítio.
Quando ele disse Lin, eu na verdade devo ter me encolhido toda.
A Lin é conhecida por ser um pouco...hmmm, má.
A célebre frase dela, quando a incomodam, é: "I don't have time or patience to deal with you right now".
Dita aos berros.
E eu que não tenho grande apreço por ouvir os gritos de alguém sem qualquer razão, já estava a ver a minha vida a andar para trás.
Mas, e porque o Martin deve ter lido os meus pensamentos, ofereceu-se para vir comigo.
E lá fomos os dois, mais o seu hip swing, ter com a Lin.
A Lin não me parecia muito bem disposta, e eu optei por me deixar escondida atrás do Martin deixando so transparecer um sorriso simpático enquanto ele falava por mim.
Felizmente, a Lin sabia que instrumento era.
E sabia onde ele estava.
Melhor, pelo menos sabia que estava na cave.
Até encontrar o Instron, tive de percorrer muitas salas escuras e sinistras e comparar a foto do papel com o que estava exposto.
Ao menos o Martin foi comigo, que agora ficou meu melhor amigo ehehe.
E quando finalmente o encontrei, fiquei espantadíssima.
Estava à espera de um aparelho piriri.
Afinal, são coisas pequenas, do tamanho de capsulas ou comprimidos.
E aparece-me um instrumento gigantesco, maior do que eu.
Bem, não é dificil ser-se maior do que eu, mas mesmo assim.
Querem ver? Eu mostro:
quinta-feira, 19 de março de 2009
Lab buddies!
Acabei a minha primeira semana no lab.
Felizmente não fiz mais nenhum disparate.
Bom, até fiz alguns mas foram pequeninos e ninguém viu, por isso, não contam.
Mas o que queria contar é que agora tenho uma colega de lab.
É uma rapariga que também está a fazer o seu mestrado e que veio da Malásia.
Curiosamente também é química e quando soube disto achei que ela seria a minha melhor amiga.
Afinal, we chemists should stick together!
E acho que ela pensou o mesmo.
Esta minha colega - Sasha, anda sempre um pouco nervosa dentro do lab.
Então surgem pequenas "situações" que lhe saem fora do controlo.
E como aprendeu bem (ou razoavelmente bem) o meu nome, opta por me chamar.
Quando oiço do outro lado do lab alguém a dizer Shleessaa, já sei que aconteceu qualquer coisa.
Se bem que hoje ela mudou de táctica.
Hoje gritava: aaaarghhh ou eeeiiikssss.
Confesso que acho divertido.
Saem perguntas de como utilizar instrumentos ou relacionados com o trabalho dela.
Hoje ate me perguntou, hipoteticamente, como eu preparia uma solucao diluida a partir de uma solucao stock, com direito a explicacao de contas e tudo.
Mas é engraçado, dou-me conta que talvez consiga desenrascar-me melhor do que pensava no lab.
Ou isso ou as perguntas constantes que eu faço aos alunos de doutoramento estão a dar frutos :)
(No fundo, no fundo, eu também sou como a Sasha, mas eu vou àqueles que realmente sabem alguma coisa ehehe)
Felizmente não fiz mais nenhum disparate.
Bom, até fiz alguns mas foram pequeninos e ninguém viu, por isso, não contam.
Mas o que queria contar é que agora tenho uma colega de lab.
É uma rapariga que também está a fazer o seu mestrado e que veio da Malásia.
Curiosamente também é química e quando soube disto achei que ela seria a minha melhor amiga.
Afinal, we chemists should stick together!
E acho que ela pensou o mesmo.
Esta minha colega - Sasha, anda sempre um pouco nervosa dentro do lab.
Então surgem pequenas "situações" que lhe saem fora do controlo.
E como aprendeu bem (ou razoavelmente bem) o meu nome, opta por me chamar.
Quando oiço do outro lado do lab alguém a dizer Shleessaa, já sei que aconteceu qualquer coisa.
Se bem que hoje ela mudou de táctica.
Hoje gritava: aaaarghhh ou eeeiiikssss.
Confesso que acho divertido.
Saem perguntas de como utilizar instrumentos ou relacionados com o trabalho dela.
Hoje ate me perguntou, hipoteticamente, como eu preparia uma solucao diluida a partir de uma solucao stock, com direito a explicacao de contas e tudo.
Mas é engraçado, dou-me conta que talvez consiga desenrascar-me melhor do que pensava no lab.
Ou isso ou as perguntas constantes que eu faço aos alunos de doutoramento estão a dar frutos :)
(No fundo, no fundo, eu também sou como a Sasha, mas eu vou àqueles que realmente sabem alguma coisa ehehe)
terça-feira, 17 de março de 2009
Ai Valerie Valerie...
Hoje foi um daqueles dias em que dei barraca...desde manhã até à tarde.
E a maior barraca claro, tinha de ser dentro do laboratório.
Vá...não comecem já a pensar que fiz alguma coisa explodir, não foi nada disso.
Quando cheguei de manhã, o lab estava vazio.
Na perspectiva de ver que estaria sozinha o dia todo, tive a ideia luminosa de pôr música a tocar. Afinal trabalhar em silêncio não tem piada nenhuma.
Avistei um computador, liguei-o e vi que tinha internet.
Antes de pôr radio a tocar (portuguesa claroooo) lembrei-me de ouvir uma música, para começar bem.
Qual foi? So podia ser esta:
E a maior barraca claro, tinha de ser dentro do laboratório.
Vá...não comecem já a pensar que fiz alguma coisa explodir, não foi nada disso.
Quando cheguei de manhã, o lab estava vazio.
Na perspectiva de ver que estaria sozinha o dia todo, tive a ideia luminosa de pôr música a tocar. Afinal trabalhar em silêncio não tem piada nenhuma.
Avistei um computador, liguei-o e vi que tinha internet.
Antes de pôr radio a tocar (portuguesa claroooo) lembrei-me de ouvir uma música, para começar bem.
Qual foi? So podia ser esta:
E o que é que eu decidi fazer enquanto ouvia a Valeria?
Simular um espectáculo para o meu lab vazio.
Comecei a dançar enquanto procurava o material que ia precisar e claro, cantava um bocadito também.
E quando já estava no auge do meu concerto, apercebo-me que tenho alguém dentro do lab comigo.
Quem era?
Epah nada mais que o homem que é considerado o deus da área farmacêutica.
Tem cerca de 30 anos e é uma espécie de génio sobre tudo o que está relacionado com medicamentos.
Quando dei conta da sua presença...hmmm, nem preciso de descrever a minha cara porque quem me conhece sabe que deveria estar toda encolhida de embaraço.
Felizmente ele só se riu, disse-me good morning e continuou com os seus afazeres.
Achei por bem também empenhar-me no meu trabalho.
Até porque já se passavam uns bons meses desde que tinha estado no lab e não me apetecia partir ou estragar nada.
Passado algum tempo oiço alguém do outro lado da bancada dizer:
- Oh so besides dancing you can also work in the laboratory too...so talented that you are!
Pronto, levei um pequeno gozo logo pela manhã.
Como não soube o que responder, limitei-me só a sorrir.
Revolucionar os métodos de trabalho dos lab's ingleses não correu muito bem.
Mas ao menos não fui chamada a atenção da música, o que é sinal de que amanhã voltarei a colocá-la.
Simplesmente vou controlar-me para não dar nenhum espectáculo outra vez.
Sei lá quem será o próximo a entrar-me dentro do lab.
P.S. Hoje mostrei o pescoço e usei as lunettes.
Se o tempo continuar assim amanhã mostro os meus tornozelos :)
Simular um espectáculo para o meu lab vazio.
Comecei a dançar enquanto procurava o material que ia precisar e claro, cantava um bocadito também.
E quando já estava no auge do meu concerto, apercebo-me que tenho alguém dentro do lab comigo.
Quem era?
Epah nada mais que o homem que é considerado o deus da área farmacêutica.
Tem cerca de 30 anos e é uma espécie de génio sobre tudo o que está relacionado com medicamentos.
Quando dei conta da sua presença...hmmm, nem preciso de descrever a minha cara porque quem me conhece sabe que deveria estar toda encolhida de embaraço.
Felizmente ele só se riu, disse-me good morning e continuou com os seus afazeres.
Achei por bem também empenhar-me no meu trabalho.
Até porque já se passavam uns bons meses desde que tinha estado no lab e não me apetecia partir ou estragar nada.
Passado algum tempo oiço alguém do outro lado da bancada dizer:
- Oh so besides dancing you can also work in the laboratory too...so talented that you are!
Pronto, levei um pequeno gozo logo pela manhã.
Como não soube o que responder, limitei-me só a sorrir.
Revolucionar os métodos de trabalho dos lab's ingleses não correu muito bem.
Mas ao menos não fui chamada a atenção da música, o que é sinal de que amanhã voltarei a colocá-la.
Simplesmente vou controlar-me para não dar nenhum espectáculo outra vez.
Sei lá quem será o próximo a entrar-me dentro do lab.
P.S. Hoje mostrei o pescoço e usei as lunettes.
Se o tempo continuar assim amanhã mostro os meus tornozelos :)
segunda-feira, 16 de março de 2009
Just because...
...the sun has come out in London!
Revoltei-me.
Aborrecidíssima que fiquei por estar constantemente a ser relembrada durante o fim de semana que estava sol em Portugal.
Foram inúmeras as frases que eu tive de ler semelhantes a esta:
Mas olhem pessoal: Aqui também há solzito!
O jardim à porta da faculdade onde tudo estava sentado na relva a almoçar ou até a praticar desporto (descobri que fazem sessões de fitness, qualquer dia aventuro me nisso):
O Brunswick Square, que é quase como um mini-centro comercial ao ar livre:
Entre aquela gente toda também eu me sentei um pouquito a apanhar banhos de sol :)
Revoltei-me.
Aborrecidíssima que fiquei por estar constantemente a ser relembrada durante o fim de semana que estava sol em Portugal.
Foram inúmeras as frases que eu tive de ler semelhantes a esta:
Shéeee! Como está o tempo aí? Aqui está uma brasa!
Mas olhem pessoal: Aqui também há solzito!
Pois é...16ºC.
Bem sei que não se compara aos 25ºC que vocês sentiram e infelizmente aqui não praiazita para eu ir passear com os meus óculinhos de sol praticamente em estado novo de tão pouco uso que os dei MAS já é melhor do que nada.
Não me interpretem mal, gosto do Inverno, mas já estava com um bocadito, só um bocadito de saudades de andar um pouquito mais descascada.
E acho que era sentimento geral por Londres.
Ficou tudo eufórico com o bom tempo que só se via eram pessoas na rua sentados, seja lá onde fosse.
Ora observem faxabor (clicar nas imagens para ver melhor).
Bem sei que não se compara aos 25ºC que vocês sentiram e infelizmente aqui não praiazita para eu ir passear com os meus óculinhos de sol praticamente em estado novo de tão pouco uso que os dei MAS já é melhor do que nada.
Não me interpretem mal, gosto do Inverno, mas já estava com um bocadito, só um bocadito de saudades de andar um pouquito mais descascada.
E acho que era sentimento geral por Londres.
Ficou tudo eufórico com o bom tempo que só se via eram pessoas na rua sentados, seja lá onde fosse.
Ora observem faxabor (clicar nas imagens para ver melhor).
O jardim à porta da faculdade onde tudo estava sentado na relva a almoçar ou até a praticar desporto (descobri que fazem sessões de fitness, qualquer dia aventuro me nisso):
O Brunswick Square, que é quase como um mini-centro comercial ao ar livre:
Entre aquela gente toda também eu me sentei um pouquito a apanhar banhos de sol :)
sexta-feira, 13 de março de 2009
Occupation - Guinea Pig!
Hoje tive mais um meeting em que esclarecia os pormenores sobre o que vou fazer no laboratório.
É basicamente uma chatice e algo a que não estou muito habituada..demasiada papelada e burocracia.
Gosto mais da versão portuguesa em que te atiram para dentro do lab e funcionas um pouco à base do improviso e criatividade.
Mas, tem sido uma experiência engraçada.
E se a minha orientadora não se lembrar de me mandar um mail a pedir que eu pesquise mais qualquer coisa, na segunda lá vou poder vestir a batinha branca que está dobrada há demasiado tempo.
No meio da reunião (que foi no final do dia, a uma sexta feira e que durou...hmmmm, duas horas!) começamos a falar sobre o que seria necessário fazer para testar as características do que vou formular.
Não vou explicar o que vou fazer, apesar de ser uma cena extremamente interessante, é quase top secret! ehehe
Mas digo só que vou formular uma forma farmacêutica (clicar aqui se precisarem da Wikipedia) um pouco mais inovadora que as actuais existentes.
E uma das coisas que chegamos à conclusão seria que essa forma farmacêutica teria de ser avaliada in vivo.
Ora, eu quando soube disto fiquei animadíssima porque é sinal que o que irei fazer tem realmente algum potencial.
Mas depois pensei que teria de preencher mais papelada e arranjar voluntários.
Papelada preenche-se, mas voluntários...bem sei que se vocês (meus migos do coração que tanto vos adoro - ai a graxa) estivessem aqui, faziam a vontade à minha pessoa.
Mas não posso exactamente mandar as coisas pelo correio e ficar à espera que me digam o que acham!
Perdida nestes pensamentos oiço:
- Of course, you will have to test it on yourself.
Eu olhei para ela incrédula.
Não estava chocada por ter que testar em mim, mas apanhou me de surpresa.
Como não respondi, ela disse:
- Oh if you have problems, it's ok, I can test it on myself, I've gotten used to it.
Eis que saltei quase da cadeira e disse:
- No, no! I don't mind!
E na verdade não me importo, acho cool :)
Mas depois disse-lhe que experimentar assim seria subjectivo.
Afinal, sensações de doce e amargura tem variabilidade entre individuos.
E a conversa seguinte foi qualquer coisa como:
Ela: Yes, but if you test always on the same people you will reduce variability.
And you have to have a notion of what kind of food they are used to eating, so to assess if they are more tolerant to bitterness.
For example, I drink coffee and beer.
So, my sensation to bitter is very low, I can't detect it easily.
Eu: Oh, I don't drink coffee.
Ela: Then you're perfect!
You can feel bitterness in really low concentrations!
I might just make you taste all our formulations!
E pronto, foi assim que passei de futura investigadora para a provedora oficial do departamento :)
É basicamente uma chatice e algo a que não estou muito habituada..demasiada papelada e burocracia.
Gosto mais da versão portuguesa em que te atiram para dentro do lab e funcionas um pouco à base do improviso e criatividade.
Mas, tem sido uma experiência engraçada.
E se a minha orientadora não se lembrar de me mandar um mail a pedir que eu pesquise mais qualquer coisa, na segunda lá vou poder vestir a batinha branca que está dobrada há demasiado tempo.
No meio da reunião (que foi no final do dia, a uma sexta feira e que durou...hmmmm, duas horas!) começamos a falar sobre o que seria necessário fazer para testar as características do que vou formular.
Não vou explicar o que vou fazer, apesar de ser uma cena extremamente interessante, é quase top secret! ehehe
Mas digo só que vou formular uma forma farmacêutica (clicar aqui se precisarem da Wikipedia) um pouco mais inovadora que as actuais existentes.
E uma das coisas que chegamos à conclusão seria que essa forma farmacêutica teria de ser avaliada in vivo.
Ora, eu quando soube disto fiquei animadíssima porque é sinal que o que irei fazer tem realmente algum potencial.
Mas depois pensei que teria de preencher mais papelada e arranjar voluntários.
Papelada preenche-se, mas voluntários...bem sei que se vocês (meus migos do coração que tanto vos adoro - ai a graxa) estivessem aqui, faziam a vontade à minha pessoa.
Mas não posso exactamente mandar as coisas pelo correio e ficar à espera que me digam o que acham!
Perdida nestes pensamentos oiço:
- Of course, you will have to test it on yourself.
Eu olhei para ela incrédula.
Não estava chocada por ter que testar em mim, mas apanhou me de surpresa.
Como não respondi, ela disse:
- Oh if you have problems, it's ok, I can test it on myself, I've gotten used to it.
Eis que saltei quase da cadeira e disse:
- No, no! I don't mind!
E na verdade não me importo, acho cool :)
Mas depois disse-lhe que experimentar assim seria subjectivo.
Afinal, sensações de doce e amargura tem variabilidade entre individuos.
E a conversa seguinte foi qualquer coisa como:
Ela: Yes, but if you test always on the same people you will reduce variability.
And you have to have a notion of what kind of food they are used to eating, so to assess if they are more tolerant to bitterness.
For example, I drink coffee and beer.
So, my sensation to bitter is very low, I can't detect it easily.
Eu: Oh, I don't drink coffee.
Ela: Then you're perfect!
You can feel bitterness in really low concentrations!
I might just make you taste all our formulations!
E pronto, foi assim que passei de futura investigadora para a provedora oficial do departamento :)
quinta-feira, 12 de março de 2009
National Girlfriend and Sister's Week!
Recebi um email engraçadíssimo hoje a comunicar-me que era a semana das Manas e Amigas (eu estou sempre a leste destes dias) e achei por bem utilizar este meio de comunicação para partilhar convosco :)


Life is too short to wake up with regrets.
So love the people who treat you right.
Love the ones who don ' t just because you can..
Believe everything happens for a reason.
If you get a second chance, grab it with both hands.
If it changes your life, let it.
Kiss slowly. Forgive quickly.
God never said life would be easy.
He just promised it would be worth it.
So love the people who treat you right.
Love the ones who don ' t just because you can..
Believe everything happens for a reason.
If you get a second chance, grab it with both hands.
If it changes your life, let it.
Kiss slowly. Forgive quickly.
God never said life would be easy.
He just promised it would be worth it.
I am only as strong as the coffee I drink, the hairspray I use and the friends I have.
To the cool women that have touched my life, here's to YOU!
What would most of us do without our sisters, confidants and shopping, lunching and traveling girls?
Let's celebrate each other for each other's sake.
A sis tenho comigo, e tento celebrar todos os dias, de uma forma ou de outra a presença dela na minha vida.
Não te podes queixar muito Little Billa...trato-te bem!
As girlfriends todas, bom essas estão longe mas carrego-as no meu heart :)
Saudades migas!
To the cool women that have touched my life, here's to YOU!
What would most of us do without our sisters, confidants and shopping, lunching and traveling girls?
Let's celebrate each other for each other's sake.
A sis tenho comigo, e tento celebrar todos os dias, de uma forma ou de outra a presença dela na minha vida.
Não te podes queixar muito Little Billa...trato-te bem!
As girlfriends todas, bom essas estão longe mas carrego-as no meu heart :)
Saudades migas!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Lab Quest - The beginning
Hoje iniciei (FINALMENTE) o trabalho relacionado com a minha tese de mestrado.
Bem, nao fiz nada em termos práticos.
Foi mais à base de conversa e um pequeno tour pelos labs do andar!
Escusado será dizer que quando soube que iria entrar dentro de um lab, esbocei um sorriso enorme.
Já lá vai muito tempo desde que sai do 211 e saudades tinha muitas de sentir o cheirinho a lupins e o barulho do rota-vapor que teimava em verter água e me fazia sempre limpar o chão.
E de ver a bagunça que estava quando chegava de manhã porque alguém tinha decidido mexer nas minhas coisas.
Até do Carlos Vinicius que misteriosamente aparecia e desaparecia do lab à hora de almoço e da Filipa que me intimidava com o seu dom para falar (muito) me lembrei.
Ah e do lab da frente - o laboratório das pessoas "felizes"!
E a verdade é que não imaginava algo muito diferente para os labs desta Uni, claro numa versão inglesa, mas pensei que fossem iguais em todo lado.
Enganada que estava.
O meu tour levou me primeiro por um corredor onde antes não tinha passado por ser apenas acessível a pessoas de investigacão (senti me importante, confesso).
De um lado e de outro era só portas para entradas a labs diferentes, uns mais pequenos onde tinham somente alguns instrumentos, outros maiores com bancadas.
Nao podia entrar em todos porque as portas estavam fechadas mas conseguia espreitar pelas janelitas : andei a dizer adeus a todos que estavam lá dentro :)
Finally, cheguei ao lab onde eu iria trabalhar.
Olhei de fora e estava vazio. Ao menos sossego iria ter.
Respirei fundo antes para me preparar para snifar os químicos todos e quando entrei...nao cheirei nada.
Fiquei confusa. Constipada nao estou.
Inspirei outra vez. Nada.
Asneiras que me passaram pela mente: Mas que me*da é esta pah??
Uma pessoa nao está a espera que tenha o cheirinho doce de benzaldeído (vá, é semelhante ao do licor de amêndoa amarga) mas pelo menos acetona.
Era o mínimo.
Mas não, cheirava a limpo.
Olhei em redor : armários brancos, que pareciam novos. Hottes a brilhar. Material todo arrumado. Solventes e produtos químicos, nem vê-los. No topo das bancadas nao tinha nada.
E com o solzito a presentear nos com os seus raios por entre a janela, até me pareceu um filme de terror.
A confusão deve ter se manifestado na minha cara, pela pergunta da minha orientadora:
Are you ok?
Lá me expliquei do meu espanto.
Ela riu-se e comecou a explicar me as regras da casa.
Todo o material assim como os produtos químicos que utilizar têm de ser pedidos, formalmente e por escrito.
Ao contrário da FCT em que ia para o armazem cheio de bichos e teias de aranhas, aqui na SOP vou até a uma store, cujas instalações brilham de tanta limpeza e organização.
Nem sou eu que tenho de andar à procura, está lá uma senhora simpatica que faz isso por mim.
Bem, nao fiz nada em termos práticos.
Foi mais à base de conversa e um pequeno tour pelos labs do andar!
Escusado será dizer que quando soube que iria entrar dentro de um lab, esbocei um sorriso enorme.
Já lá vai muito tempo desde que sai do 211 e saudades tinha muitas de sentir o cheirinho a lupins e o barulho do rota-vapor que teimava em verter água e me fazia sempre limpar o chão.
E de ver a bagunça que estava quando chegava de manhã porque alguém tinha decidido mexer nas minhas coisas.
Até do Carlos Vinicius que misteriosamente aparecia e desaparecia do lab à hora de almoço e da Filipa que me intimidava com o seu dom para falar (muito) me lembrei.
Ah e do lab da frente - o laboratório das pessoas "felizes"!
E a verdade é que não imaginava algo muito diferente para os labs desta Uni, claro numa versão inglesa, mas pensei que fossem iguais em todo lado.
Enganada que estava.
O meu tour levou me primeiro por um corredor onde antes não tinha passado por ser apenas acessível a pessoas de investigacão (senti me importante, confesso).
De um lado e de outro era só portas para entradas a labs diferentes, uns mais pequenos onde tinham somente alguns instrumentos, outros maiores com bancadas.
Nao podia entrar em todos porque as portas estavam fechadas mas conseguia espreitar pelas janelitas : andei a dizer adeus a todos que estavam lá dentro :)
Finally, cheguei ao lab onde eu iria trabalhar.
Olhei de fora e estava vazio. Ao menos sossego iria ter.
Respirei fundo antes para me preparar para snifar os químicos todos e quando entrei...nao cheirei nada.
Fiquei confusa. Constipada nao estou.
Inspirei outra vez. Nada.
Asneiras que me passaram pela mente: Mas que me*da é esta pah??
Uma pessoa nao está a espera que tenha o cheirinho doce de benzaldeído (vá, é semelhante ao do licor de amêndoa amarga) mas pelo menos acetona.
Era o mínimo.
Mas não, cheirava a limpo.
Olhei em redor : armários brancos, que pareciam novos. Hottes a brilhar. Material todo arrumado. Solventes e produtos químicos, nem vê-los. No topo das bancadas nao tinha nada.
E com o solzito a presentear nos com os seus raios por entre a janela, até me pareceu um filme de terror.
A confusão deve ter se manifestado na minha cara, pela pergunta da minha orientadora:
Are you ok?
Lá me expliquei do meu espanto.
Ela riu-se e comecou a explicar me as regras da casa.
Todo o material assim como os produtos químicos que utilizar têm de ser pedidos, formalmente e por escrito.
Ao contrário da FCT em que ia para o armazem cheio de bichos e teias de aranhas, aqui na SOP vou até a uma store, cujas instalações brilham de tanta limpeza e organização.
Nem sou eu que tenho de andar à procura, está lá uma senhora simpatica que faz isso por mim.
E nao posso levar as toneladas que quiser.
É tudo extremamente controlado e cada mg ou ml tem de ser justificado.
Ah e para tudo o que eu fizer no lab, tenho de preencher uns formularios onde explico o "risco" associado a utilização do produto em causa e do processo.
Se algo correr mal, eu poderei ser prosecuted...
Não posso usar o mp3, nem o telemóvel, tenho de andar sempre com a bata e com os óculos de seguranca postos (bahhh).
E se for apanhada a fazer qualquer uma destas coisas, poderei ser suspensa por 6 meses.
Nao poderei fazer as horas que me apetecer como na FCT, apenas posso trabalhar das 8h as 18h (isto preocupa me um pouco).
E se estiver fora de horas serei imediatamente expulsa (mesmo que tenha uma experiencia a decorrer) porque nao estou coberta pelo seguro.
Mas nem tudo é mau.
Tenho direito a duas batas novas, uns oculinhos todos fashion, o caderno de laboratório e um cacifo só meu.
Cá entre nós, até estou tentada em revolucionar aquilo um pouco.
E vou começar por enfiar lá de surra um rádio, que o dia todo sem música não vai resultar :)
sábado, 7 de março de 2009
My Freakin' Saturday!
Os ingleses não batem a 100%.
Em particular, os ingleses que vivem no andar de cima ao meu flat.
Já tinha dito que consigo ouvir tudo o que se passa na casa deles.
Mas ultimamente tem ficado pior.
É quase como ouvir uma novela.
E agora a novela tem tido banda sonora para acompanhar.
E a novela hoje começou as 7h30 da manhã. A um sábado!
On my freakin' Saturday!!
E eu que tenho uma relação de amor / ódio com os sábados.
Adoro porque é o dia em que tenho o direito de dormir mais um cadito e passar a tarde enroscada a ver filmes ou a fazer coisas que andei a semana toda a sonhar.
Odeio porque na prática o sábado passa a correr, nunca faço o que quero e o dia não rende.
Mas neste sábado, os meus vizinhos de cima tiveram a ousadia de por música aos altos berros e começar a cantar, às 7h30 da manhã (nunca é demais salientar a hora).
Qual era a música?
Vá la, não era ABBA nem era os BSB (Show me the meaning) como tem sido até agora.
Acordei alarmada ao som de Frankie Valli - Can't take my eyes off you.
Pelos sons conseguia ouvir que eles estavam a dançar. Romantismo logo pela manhã.
Passados uns minutos, começaram a discutir. A música não foi o suficiente para acender a chama.
Meia hora depois, estava o senhor a cantar músicas de Natal.
Lunáticos só pode.
No flat em baixo do casal (ou seja no meu), uma portuguesa andou rabugenta a manhã toda. Demasiadas emoções em tão pouco tempo.
E como ela acordou com aquela música, teve vontade de ver um movie à tarde.
E qual foi?
All time chick flick favourite (at least one of them):
10 Things I hate about you.
Em particular, os ingleses que vivem no andar de cima ao meu flat.
Já tinha dito que consigo ouvir tudo o que se passa na casa deles.
Mas ultimamente tem ficado pior.
É quase como ouvir uma novela.
E agora a novela tem tido banda sonora para acompanhar.
E a novela hoje começou as 7h30 da manhã. A um sábado!
On my freakin' Saturday!!
E eu que tenho uma relação de amor / ódio com os sábados.
Adoro porque é o dia em que tenho o direito de dormir mais um cadito e passar a tarde enroscada a ver filmes ou a fazer coisas que andei a semana toda a sonhar.
Odeio porque na prática o sábado passa a correr, nunca faço o que quero e o dia não rende.
Mas neste sábado, os meus vizinhos de cima tiveram a ousadia de por música aos altos berros e começar a cantar, às 7h30 da manhã (nunca é demais salientar a hora).
Qual era a música?
Vá la, não era ABBA nem era os BSB (Show me the meaning) como tem sido até agora.
Acordei alarmada ao som de Frankie Valli - Can't take my eyes off you.
Pelos sons conseguia ouvir que eles estavam a dançar. Romantismo logo pela manhã.
Passados uns minutos, começaram a discutir. A música não foi o suficiente para acender a chama.
Meia hora depois, estava o senhor a cantar músicas de Natal.
Lunáticos só pode.
No flat em baixo do casal (ou seja no meu), uma portuguesa andou rabugenta a manhã toda. Demasiadas emoções em tão pouco tempo.
E como ela acordou com aquela música, teve vontade de ver um movie à tarde.
E qual foi?
All time chick flick favourite (at least one of them):
10 Things I hate about you.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Redrawing London's Tube Map
O metro de Londres, conhecido por cá de London's Underground ou coloquialmente por the tube, devido à forma dos túneis, é o sistema de metropolitano mais antigo do mundo.
Começou a ser construído em 1863, tem cerca de 270 estações, 11 linhas diferentes e aproximadamente 400 km de caminhos de ferro.
Parece espectacular, mas na realidade é um pouco sujo, cheio de pessoas, e quando há qualquer problema é o caos.
Algumas estações até precisam de ser renovadas porque esteticamente deixam um pouco a desejar.
Mas não me posso queixar.
O metro leva-me a todo lado e com o tempo, a viagem até parece ser mais rápida do que me parecia ao início.
E claro, adoro ver as pessoas diferentes que encontro todos os dias durante as minhas viagens.
E porquê falar do metro depois de 8 meses cá?
Porque ontem soube que iam prolongar uma das linhas.
Algumas estações até precisam de ser renovadas porque esteticamente deixam um pouco a desejar.
Mas não me posso queixar.
O metro leva-me a todo lado e com o tempo, a viagem até parece ser mais rápida do que me parecia ao início.
E claro, adoro ver as pessoas diferentes que encontro todos os dias durante as minhas viagens.
E porquê falar do metro depois de 8 meses cá?
Porque ontem soube que iam prolongar uma das linhas.
A linha amarela que é conhecida como a Circle Line (porque basicamente anda num circulo) será, no final deste ano, prolongada da estação de Edgware Road para a de Hammersmith.
Depois de ler a notícia, fiquei a ponderar sobre o assunto.
Com estas alterações, a linha vai passar a ter uma pequena cauda.
O que torna o nome de Circle Line no mínimo inadequado.
O mais justo seria alterarem para outro nome, por exemplo Circle plus small tail Line.
Mas pelo que li no site da TfL, não me parece que isso vá acontecer.
Acho mal...acho que estarão a enganar os passageiros, mas tudo bem.
Anyways...coisas mais divertidas:
Cliquem lá no mapa do metro e vejam lá se conseguem descobrir, no meio daquela confusão toda, o trajecto que eu faço everyday (vá, excepto fim de semana).
Ok, como sou nice, eu digo mas vocês têm de ver:
Eu vou de Northolt (Zona 5) a Russell Square (Zona 1).
99% do percurso é feito numa única linha - a vermelha.
E depois troco, em Holborn, para apanhar a linha azul e chego ao meu destino passado uma estação.
Agora vá, quem é meu friend devia na próxima segunda-feira, às 9h00 ligar o computador, ir visitar o meu blog e percorrer este trajecto com os dedos.
Assim fazem de conta que me estão a fazer companhia no metro ehehe
Confessem lá, parece mais chique que ir apanhar o metro a Odivelas.
Se bem que...eu até tenho algumas saudades de andar na Yellow Line de Lisboa.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Bus adventures...
Cada vez que passo mais tempo em Londres, dou me conta de quão diferente este país é relativamente a Portugal.
Até em coisas banais, como os senhores que nos batem as portas ou abordam-nos na rua e tentam convencer-nos a falar de religião.
Aqui em Londres, as coisas não se processam dessa forma, ou pelo menos a minha experiência mais recente mostra uma técnica que, a meu ver, me parece mais avançada e se calhar até mais bem sucedida dado que não deixa qualquer escapatória para a vítima.
Hoje, quando apanhei o bus para o metro fiquei contentíssima por ver que o autocarro ia praticamente vazio e que poderia ir, mesmo durante 10 minutos, sentada.
Desloquei-me dentro do autocarro para a parte de trás, onde estavam dois rapazes sentado e um senhor em pé a falar.
Sentei-me a apercebi-me que o senhor conversava, em inglês mas sotaque possivelmente de quem era italiano, com um dos rapazes.
E logo a primeira frase que compreendi do senhor foi:
It's so nice to have someone that doesn't mind talking about religion.
Chamou-me a atenção...sou curiosa (ou cusca, como queiram) e comecei a ouvir.
O senhor começou então a divagar sobre a origem do mundo, do que estava mal com o mundo e como, supostamente teria chegado a este ponto.
O homem era engraçado, falava convicto do que estava a dizer, e por vezes até se exaltava e berrava um pouco mais alto para acentuar o seu ponto de vista.
E o rapaz que o ouvia, coitado, nem respondia, simplesmente acenava com a cabeça em sinal de concordância.
Passado algum tempo, no meio dos seus berros, o senhor notou que eu estava a observá-lo (do cantinho do olho, o mais discreta possível) e eu com receio que começasse a falar para mim também, achei que a melhor opção seria fazer de conta que não o estava a ouvir.
Passei a olhar pela janela.
Quando o bus estava prestes a chegar ao destino, o senhor falava alto do episódio de Adão e Eva e da maçã e tentou relacionar a história com o estado actual do mundo...e que diz o senhor revoltadíssimo?
All the evils of this world are due to that apple, that temptation that was caused by Eve!
And who amoung us is descendent of Eve and therefore responsible for the state of this world??
She is!!
E apontou para mim...
Sorte...era a única mulher dentro do autocarro.
Bene, se lei dice, io credo
Até em coisas banais, como os senhores que nos batem as portas ou abordam-nos na rua e tentam convencer-nos a falar de religião.
Aqui em Londres, as coisas não se processam dessa forma, ou pelo menos a minha experiência mais recente mostra uma técnica que, a meu ver, me parece mais avançada e se calhar até mais bem sucedida dado que não deixa qualquer escapatória para a vítima.
Hoje, quando apanhei o bus para o metro fiquei contentíssima por ver que o autocarro ia praticamente vazio e que poderia ir, mesmo durante 10 minutos, sentada.
Desloquei-me dentro do autocarro para a parte de trás, onde estavam dois rapazes sentado e um senhor em pé a falar.
Sentei-me a apercebi-me que o senhor conversava, em inglês mas sotaque possivelmente de quem era italiano, com um dos rapazes.
E logo a primeira frase que compreendi do senhor foi:
It's so nice to have someone that doesn't mind talking about religion.
Chamou-me a atenção...sou curiosa (ou cusca, como queiram) e comecei a ouvir.
O senhor começou então a divagar sobre a origem do mundo, do que estava mal com o mundo e como, supostamente teria chegado a este ponto.
O homem era engraçado, falava convicto do que estava a dizer, e por vezes até se exaltava e berrava um pouco mais alto para acentuar o seu ponto de vista.
E o rapaz que o ouvia, coitado, nem respondia, simplesmente acenava com a cabeça em sinal de concordância.
Passado algum tempo, no meio dos seus berros, o senhor notou que eu estava a observá-lo (do cantinho do olho, o mais discreta possível) e eu com receio que começasse a falar para mim também, achei que a melhor opção seria fazer de conta que não o estava a ouvir.
Passei a olhar pela janela.
Quando o bus estava prestes a chegar ao destino, o senhor falava alto do episódio de Adão e Eva e da maçã e tentou relacionar a história com o estado actual do mundo...e que diz o senhor revoltadíssimo?
All the evils of this world are due to that apple, that temptation that was caused by Eve!
And who amoung us is descendent of Eve and therefore responsible for the state of this world??
She is!!
E apontou para mim...
Sorte...era a única mulher dentro do autocarro.
Bene, se lei dice, io credo
Moral da história: Não voltar a entrar dentro de autocarros que estão demasiado vazios.
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