quinta-feira, 7 de maio de 2009

What a pain in the hair...

Sou adepta de mudanças visuais.
Gosto de variar e acho que faz bem ao espírito.

Mas só o cortar cabelo em Londres, pelo menos ao sítio onde eu vou, é um pequeno prejuízo.
É que a senhora cobra-me ao centímetro.
Quanto mais corto, mais caro me fica.
O que a meu ver até me parece ridículo porque ela acaba por ficar com o meu dinheiro e o meu cabelo.

Mas nem tudo é mau. Até porque entrar neste salão é quase como entrar num mundo paralelo.
Assim que abro a porta, vem alguém cumprimentar-me, tirar o casaco e guardar a mala.
Dirigem-me depois ao local de espera, onde posso sentar e ler umas revistinhas.
Ainda me oferecem qualquer coisa para beber: tea or coffee.
Magnífico, só digo isso.
Confesso que à primeira vez não aceitei por cortesia, mas as vezes seguintes...
O único senão que aponto é a qualidade musical que por lá se ouve.
É que escutar os Take That e as Girls Aloud em modo repeat tem feito alguns danos nas minhas lindas orelhinhas.

Segue-se então a parte da lavagem, que antecede o corte.
Mas este acto não é simplesmente colocar algum shampoo de uma libra e esfregar brutamente.
Não, tenho direito a uma sessão de massagem.
Pelo menos durante 15 minutos.
O tempo poderá ser maior, mas está dependente da pessoa que está a secar o cabelo com a cabeleireira que me vai atender.
Mesmo por um quarto de hora, as minhas têmporas agradecem e muito.

Mas depois vem a parte complicada. A de explicar o que quero fazer com o cabelo.
Porque escadear diz-se layered e eu não sabia.
A primeira vez disse: Can you cut it like stairs?
Comédia, em especial porque havia gestos envolvidos.
E enquanto em Lisboa o escadear está implícito pelo cabelo todo, inclusivé à frente, por cá não é bem assim.
Mesmo pedindo layeres, é só na parte de trás.
À frente tenho de pedir feathers.
A frase que eu proferi, querem vocês saber? Can you make it spikey in the front? (Mais gestos)
E a franja! Can you make my bangs straight but go up and down?
Perceberam? Ela também não.
Porque o que queria era uma franja direita, tipo a Fátima Lopes (a estilista) mas não a queria certinha como o dela nem que a franja decrescesse para o lado.
Ora, eu bem meti o nome da Fátima pelo meio, mas não foi de grande ajuda.

Por fim a parte de secar o cabelo.
Que eu me lembre, sempre que chegava esta parte, vinha a pergunta do costume:
- Então como vamos secar desta vez? Todo direitinho, quer as pontas viradas para que lado, caracóis..?
Cá por Londres, nem tenho direito a pedir.
É sempre da mesma maneira. Liso, todo esticadinho.
Eu até me esforcei e pedi que ela virasse as pontas mais curtas do cabelo para fora.
Mas a parte de trás do cabelo ficou a parecer o rabiosque dos meus piriquitos (que já não tenho, but you get it).

É que eu desconfio que não sabem fazer de outra maneira.
Toda a mulher que saiu daquele cabeleireiro, tinha o cabelo esticado.
Acho que é uma moda por cá, nesse aspecto não diversificam muito.
Até já cheguei a reparar nisso nos transportes, nos locais públicos e até mesmo na minha Uni.
Mulheres por cá adoram ter o cabelo igual, e em particular, esticar o cabelo sempre.

Lá está, destaco-me porque eu raramente faço isso.
Gosto de ser diferente (e também tenho pouca paciência) ehehe
Ando sempre com o cabelo que parece um anúncio da Fructis.
Wild
e rebelde.
Basicamente ando despenteada.

Isto tudo para dizer que para além do corte, amanhã vou-me modificar ainda mais, mas faço isso sozinha. Tive uma ideia genial! Espero é que fique tão bem como imagino :)

1 comentário:

Inês disse...

lolol estou a imaginar te com cabelo de rabo de piriquito :P epa não ficas bem melhor com cabelo wild e ainda tens a vantagem de te destacares :P
Para a proxima leva imagens de revistas ou assim. Essas pessoas funcionam muito por imagens.

O que é que tu vais fazer? lolol sheiliza maria tu não te desgrasses. Não faças como da outra vez que ficaste nua na parte de cima dos olhos hihihi