Saudades de um buraco na calçada. Saudades das compras na Baixa. Saudades dos travesseiros de Sintra comidos nas escadas da Piriquita. Saudades de atravessar o Tejo bem cedo e ver o céu pintado de laranja e azul. Saudades de frango assado. Saudades das conversas filosóficas em casa da Maria acompanhado pelo belo do Baileys. Saudades de ir até ao ISCTE estudar. Saudades da última noite convosco. Saudades de comer cerejas do Fundão. Saudades de sentir a areia fria debaixo dos meus pés descalços. Saudades de andar perdida à procura da Casa do Preto. Saudades da noite em que fui magnata. Saudades dos pastéis de Belém. Saudades de "desengasgar" ao vivo e a cores. Saudades de subir a Calçada da Carriche e rezar para que o sinal não ficasse vermelho. Saudades de ti. Saudades do gelado da Av. de Roma. Saudades de Tondela. Saudades de jogar ao polícia e ladrão e ver a Marta piscar o olho sempre, só mesmo para enganar. Saudades das aulas do Marco, em que sempre aprendia muito e ainda me enchia a vista. Saudades da minha varanda de 5º andar. Saudades de um beijo dado numa rua movimentada. Saudades do cheiro do mar. Saudades das merendas de bacalhau comidas na esplanada da Costa. Saudades dos meus lupinos. Saudades dos desabafos existenciais com o Jonas. Saudades das condições de Bondary. Saudades de mim. Saudades da caipirinha. Saudades dos bolinhos do Nascimento. Saudades dos passeios no Chiado. Saudades de dançar debaixo de um céu estrelado. Saudades da Inês que se embebedava só com água. Saudades do pakoo. Saudades de um cacau da ribeira. Saudades de ver um jogo de futebol entre amigos. Saudades de atirar missangas na Expo. Saudades de me deitar na relva e ouvir Debussy. Saudades de comer sardinhas na antiga Feira Popular. Saudades das excentricidades da outra Inês. Saudades de ir às festas populares. Saudades de aprender o cha-cha-cha. Saudades de ir ao Lux e ficar a conversar com franceses porque a música não prestava. Saudades das piadas subtis do Paulinho. Saudades de andar de avião. Saudades do sol quentinho. Saudades do Lai Lai e de ver o Felipe a recolher o dinheiro e fazer contas num telemóvel amarelo. Saudades de um croissant de chocolate ao final da tarde no Quebra-Nozes. Saudades do Rakatá. Saudades das conversas de braguilha com o Nuno. Saudades de ir a caminho da FCT a ouvir o jogo da mula. Saudades de voltar depois da noite e conseguir ainda conversar sobre tudo e nada. Saudades de rir-me que nem uma perdida. Saudades de ver o senhor aquitecto com as suas imensas olheiras e barba por fazer. Saudades de ter de engolir uma cerveja porque a água era a pagar. Saudades de tudo. Saudades de todos. Saudades do que passou e do que virá. Mas saudades deste dia, saudades deste dia não tenho.
2 comentários:
Nem tens de ter senão metia me dentro de um avião e ia ai abanar te pah
Mas repara em tudo o que escreveste, e imagina os dias desses bons e magnificos momentos. Esses é que interessam, miga. O resto é cócó (sim eu disse cócó no teu blog lol).
PS- no fim do mes chegam cerejas ahahah
epá...
tão bonito!
Tondela... um dia ainda lá voltamos!
Nós aqui também temos saudades... de ti!!
e agora... PAKOO!!!
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