sábado, 18 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Hold Still
"Oh, just hold still for a moment and I'll find you
You're so close, I can feel you all around me
And I could hold you if you just stood still
Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
I'm so close, I'm a small step behind you
I know you're somewhere out there"
terça-feira, 14 de julho de 2009
Inside my handbag*
"What colour are those clouds?"
"Why, white sir."
"Are they?"
"And grey. Perhaps it will snow."
"Come Griet, you can do better than that."
(...)
"There is some blue in them. And - yellow as well. And there is some green!"
"You will find there is little pure white in clouds, yet people say they are white"
Dentro da minha mala andou estes dias a novel da Tracy Chevalier - Girl with a Pearl Earring.
Conta ficcionalmente a origem do quadro Het Meisje met de Parel (1665) pintado pelo holandês Johannes Vermeer através dos pensamentos de uma jovem maid que ao tentar passar despercebida acaba sempre por trazer atenção a si própria.
Absolutamente fantástico, adorei o livro.
Era um sacrificio ter de fechá-lo quando chegava ao meu destino.
Tive de fazer um esforço enorme para não estar constantemente a lê-lo senão nem um dia duraria (o livro era pequenote, 248 páginas).
Mesmo assim, demorei apenas 3 dias a terminá-lo; e isto only inside the tube.
Ok, ok, também lia mais 5 minutinhos enquanto caminhava para casa, agora tenho uma técnica de ler em andamento.
Mas tenho de ponderar melhor como vou gerir o tempo dedicado à leitura.
É que o plano inicial é one book per month. Mas lately, têm sido mais one book per week.
Comentei isto ontem ao almoço e hoje, trouxeram-me um livro de empréstimo, com o pretexto de que:
- You will like it. It's right up your alley.
Não percebi o que isso queria dizer, mas sorri e agradeci.
O livro chama-se The Kite Runner do Khaled Hosseini.
No,no...have not seen the movie.
Comecei a lê-lo no regresso a casa.
Fiquei hooked a partir da página 3.
Isto promete :)
"Why, white sir."
"Are they?"
"And grey. Perhaps it will snow."
"Come Griet, you can do better than that."
(...)
"There is some blue in them. And - yellow as well. And there is some green!"
"You will find there is little pure white in clouds, yet people say they are white"
Dentro da minha mala andou estes dias a novel da Tracy Chevalier - Girl with a Pearl Earring.
Conta ficcionalmente a origem do quadro Het Meisje met de Parel (1665) pintado pelo holandês Johannes Vermeer através dos pensamentos de uma jovem maid que ao tentar passar despercebida acaba sempre por trazer atenção a si própria.
Absolutamente fantástico, adorei o livro.Era um sacrificio ter de fechá-lo quando chegava ao meu destino.
Tive de fazer um esforço enorme para não estar constantemente a lê-lo senão nem um dia duraria (o livro era pequenote, 248 páginas).
Mesmo assim, demorei apenas 3 dias a terminá-lo; e isto only inside the tube.
Ok, ok, também lia mais 5 minutinhos enquanto caminhava para casa, agora tenho uma técnica de ler em andamento.
Mas tenho de ponderar melhor como vou gerir o tempo dedicado à leitura.
É que o plano inicial é one book per month. Mas lately, têm sido mais one book per week.
Comentei isto ontem ao almoço e hoje, trouxeram-me um livro de empréstimo, com o pretexto de que:
- You will like it. It's right up your alley.
Não percebi o que isso queria dizer, mas sorri e agradeci.
O livro chama-se The Kite Runner do Khaled Hosseini.
No,no...have not seen the movie.
Comecei a lê-lo no regresso a casa.
Fiquei hooked a partir da página 3.
Isto promete :)
* Confesso que isto é um upgrade substancial das minhas recentes leituras.
Já estava um pouco aborrecida de ler Aulton's Pharmaceutics, e Drug Delivery and Targeting.
Agora leio estas maravilhas, uns artigos sobre polímeros e vá, de vez em quando consulto o Handbook of Pharmaceutical Excipients.
All in all...acho que posso dizer que sou uma miuda feliz.
Já estava um pouco aborrecida de ler Aulton's Pharmaceutics, e Drug Delivery and Targeting.
Agora leio estas maravilhas, uns artigos sobre polímeros e vá, de vez em quando consulto o Handbook of Pharmaceutical Excipients.
All in all...acho que posso dizer que sou uma miuda feliz.
sábado, 11 de julho de 2009
In contact with the Middle East
Ontem, depois do lab, recrutei companhia e fui passear para uma área desconhecida em Londres.
Saímos em Edgware Road e, para grande espanto meu, vi que aquela rua era o médio oriente de Londres, em pequena escala obviamente.
Era ver árabes sentados nas esplanadas dos cafés a fumarem o belo do chicha pipes, as lojas com nomes escritos em árabe, coisas douradas por todo lado. Montes de engraçado devo dizer.
Acabamos por ir jantar a um sítio iraquiano - Azmir Restaurant.
Azmir's é qualquer coisa fenomenal.
Assim que entramos, deram-nos o menu e trouxeram-nos starters (free, free!).
Estava tudo fantástico, e nem sei bem o que comi.
Eu bem perguntava, mas ninguém me sabia explicar decentemente.
Isso e a este ponto, também já me esqueci.

As coisas roxas acho que eram couves molhadas em vinagre e um pouco de spice.
O que está na tijela é de pea beans moído com um pouquito picante.
Coisa boa a reter de comida iraquiana - eles não abusam do picante.
É tudo comestível sem ter que andar a beber litros de água.
Escolheu-se três pratos diferentes para termos uma experiência, vá vasta já que era uma coisa nova.
Só não pensei que em vez de pratos viessem travessas de comida.
O primeiro é lamb, o segundo é kebabs, e o terceiro é chicken.


Para beber foi uma cena de iogurte fresquinho.
Comemos, comemos até dizer chega. No final, até já me custava a respirar!
O que eu gostei em particular foi os kebabs. Ainda perguntei qual era o nome "oficial" para depois partilhar convosco.
A conversa foi deveras engraçada:
- What do you call this?
- Kebab over rice.
- No, no. What do you call this?
- Kebab over rice.
- You don't have any specific name for it?
- That's it's name - kebab over rice.
- Ah...
Depois da refeição principal, ainda tivemos direito a sobremesa (free, free!)
Uns docinhos de mel e chá para ajudar a digerir.
Fui muitíssima bem servida e ainda tive direito a piadas e conversas com árabes puros.
E eu que achava que eles nem sequer tinham sentido de humor. Mais sorridentes do que muitos que andam por aí.
Contaram-me histórias e pude perguntar tudo o que me apetecesse, sem nunca ficar nada por responder.
No fim, acabamos por ter de andar a Edgware Road até Marble Arch e depois a Oxford Street toda, para fazer a digestão (too full!)
So depois apanhamos o metro home, senão adormecíamos na carruagem!
Mas é uma experiência a repetir.
E pelo que me disseram, esta vez foi a introduction.
Mas como fiquei overwhelmed com tanta food, da próxima, já vou estar pré-disposta a apreciar muitos mais pratos :)
Era ver árabes sentados nas esplanadas dos cafés a fumarem o belo do chicha pipes, as lojas com nomes escritos em árabe, coisas douradas por todo lado. Montes de engraçado devo dizer.
Acabamos por ir jantar a um sítio iraquiano - Azmir Restaurant.
Azmir's é qualquer coisa fenomenal.
Assim que entramos, deram-nos o menu e trouxeram-nos starters (free, free!).
Estava tudo fantástico, e nem sei bem o que comi.
Eu bem perguntava, mas ninguém me sabia explicar decentemente.
Isso e a este ponto, também já me esqueci.

As coisas roxas acho que eram couves molhadas em vinagre e um pouco de spice.O que está na tijela é de pea beans moído com um pouquito picante.
Coisa boa a reter de comida iraquiana - eles não abusam do picante.
É tudo comestível sem ter que andar a beber litros de água.
Escolheu-se três pratos diferentes para termos uma experiência, vá vasta já que era uma coisa nova.
Só não pensei que em vez de pratos viessem travessas de comida.
O primeiro é lamb, o segundo é kebabs, e o terceiro é chicken.


Para beber foi uma cena de iogurte fresquinho.Comemos, comemos até dizer chega. No final, até já me custava a respirar!
O que eu gostei em particular foi os kebabs. Ainda perguntei qual era o nome "oficial" para depois partilhar convosco.
A conversa foi deveras engraçada:
- What do you call this?
- Kebab over rice.
- No, no. What do you call this?
- Kebab over rice.
- You don't have any specific name for it?
- That's it's name - kebab over rice.
- Ah...
Depois da refeição principal, ainda tivemos direito a sobremesa (free, free!)
Uns docinhos de mel e chá para ajudar a digerir.
Fui muitíssima bem servida e ainda tive direito a piadas e conversas com árabes puros.E eu que achava que eles nem sequer tinham sentido de humor. Mais sorridentes do que muitos que andam por aí.
Contaram-me histórias e pude perguntar tudo o que me apetecesse, sem nunca ficar nada por responder.
No fim, acabamos por ter de andar a Edgware Road até Marble Arch e depois a Oxford Street toda, para fazer a digestão (too full!)
So depois apanhamos o metro home, senão adormecíamos na carruagem!
Mas é uma experiência a repetir.
E pelo que me disseram, esta vez foi a introduction.
Mas como fiquei overwhelmed com tanta food, da próxima, já vou estar pré-disposta a apreciar muitos mais pratos :)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Slave vs. Nerd
Dizia eu há uns tempos, que pensava que seria necessário começar a vir para o lab aos fim-de-semanas.
É que eu gostaria de ter o mês de Agosto livre, mas o projecto está longe de terminado e o tempo está a tornar-se escasso.
O que foi que me disseram?
- Não faças isso miga. Quem vai aos fim-de-semanas é nerd.
E pronto, o assunto morreu por aí. Porque ser nerd é que não se pode ser.
Pensei que o melhor era começar a fazer algumas noitadas na Uni durante a semana.
Hoje, falei com a Minnie e ela também estava preocupada.
Mas ela estava confusa.
A minha tese só tem de ser entregue no dia 30 de Agosto, e ela achava que era no final de Julho.
Quando a esclareci, ela ficou aliviada.
E depois disse com o seu tom simpático, quase a roçar para o angelical:
- Maybe you can start working during the weekends, so we can get good data.
Eu concordei, obviamente. É do meu interesse.
Mas fiquei a pensar no assunto.
Neste caso, qual é a diferença entre ser nerd e ser slave?
Somedays I really like her.
But lately, I've just been getting these killer instincts and feel like banging her head against the wall.
Repeatedly.
And I find myself smiling at the thought of it.
É que eu gostaria de ter o mês de Agosto livre, mas o projecto está longe de terminado e o tempo está a tornar-se escasso.
O que foi que me disseram?
- Não faças isso miga. Quem vai aos fim-de-semanas é nerd.
E pronto, o assunto morreu por aí. Porque ser nerd é que não se pode ser.
Pensei que o melhor era começar a fazer algumas noitadas na Uni durante a semana.
Hoje, falei com a Minnie e ela também estava preocupada.
Mas ela estava confusa.
A minha tese só tem de ser entregue no dia 30 de Agosto, e ela achava que era no final de Julho.
Quando a esclareci, ela ficou aliviada.
E depois disse com o seu tom simpático, quase a roçar para o angelical:
- Maybe you can start working during the weekends, so we can get good data.
Eu concordei, obviamente. É do meu interesse.
Mas fiquei a pensar no assunto.
Neste caso, qual é a diferença entre ser nerd e ser slave?
Somedays I really like her.
But lately, I've just been getting these killer instincts and feel like banging her head against the wall.
Repeatedly.
And I find myself smiling at the thought of it.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Benficaaaaaaaaaaa

O National Portrait Gallery tem em exibição agora os trabalhos da BP Portrait Award 2009.
I liked this one! Vá-se lá saber porquê...
Os outros trabalhos podem ser vistos aqui.
P.S.
O trabalho chama-se Benfica Blue.
Apesar de tudo, tentando ser o mais imparcial possível, it kind of fits huh?
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Who to call?

Encontrei este sinal numa estação em Londres.
A dúvida que se impõe aqui é:
A dúvida que se impõe aqui é:
Mas se não tenho nenhuma emergência, vou ligar porquê?
Há alguém do outro lado da linha que quer conversa?
Ou é a pensar em nós, enquanto esperamos se nos sentirmos sós e não temos a quem ligar, temos esse número?
Ou melhor, será que é daquelas linhas telefónicas para fazer amizades, "Be friends" ou qualquer coisa assim.
Embora acho que, a ser uma destas hipóteses, não me pareceu adequado colocar ao lado de um número de emergência.
A primeira ideia que me ocorre para uma versão em português seria:
Ou é a pensar em nós, enquanto esperamos se nos sentirmos sós e não temos a quem ligar, temos esse número?
Ou melhor, será que é daquelas linhas telefónicas para fazer amizades, "Be friends" ou qualquer coisa assim.
Embora acho que, a ser uma destas hipóteses, não me pareceu adequado colocar ao lado de um número de emergência.
A primeira ideia que me ocorre para uma versão em português seria:
Se estás a morrer liga 999.
Se queres ficar na palheta liga 0300 123 1212
Até aqui é compreensível.
Mas não sei se o exemplo do carro será o melhor.
Ora vejamos, um dia desloco-me em direcção ao meu carro e apercebo-me que me estão a tentar roubar o dito cujo.
Ligo imediatamente 999.
- What's your emergency?
- My car is being stolen!
- Ok, where are you?
- Oh wait, the thief is driving away with my car!!
- So your car has been stolen?
- Yes, yes!
- Sorry, I can't help you. You need to call the non-emergency number.
Se queres ficar na palheta liga 0300 123 1212
Como sou uma miuda que acha piada a estes pormenores, googlei e descobri que afinal até não é assim tão, vá parvo.
O número da não emergência é da polícia metropolitana e é para os casos que não são tão urgentes.
Pela explicação que está no site, o número de emergência é para quando algo está a ocorrer JÁ.
O outro é para algo que já aconteceu. Até têm outro cartazito para elucidar:
O número da não emergência é da polícia metropolitana e é para os casos que não são tão urgentes.
Pela explicação que está no site, o número de emergência é para quando algo está a ocorrer JÁ.
O outro é para algo que já aconteceu. Até têm outro cartazito para elucidar:
Até aqui é compreensível.Mas não sei se o exemplo do carro será o melhor.
Ora vejamos, um dia desloco-me em direcção ao meu carro e apercebo-me que me estão a tentar roubar o dito cujo.
Ligo imediatamente 999.
- What's your emergency?
- My car is being stolen!
- Ok, where are you?
- Oh wait, the thief is driving away with my car!!
- So your car has been stolen?
- Yes, yes!
- Sorry, I can't help you. You need to call the non-emergency number.
domingo, 5 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A year in London
Hoje faz precisamente um ano que aterrei em terras de sua Majestade.
Nem acredito que passou tão rápido.
Poderia fazer um enorme reflexão sobre tudo o que já me aconteceu neste ano. Poderia pois.
Mas não o faço, porque não haveria post suficientemente grande para englobar todos os meus pensamentos.
Mas se pudesse esquematizar um ano num diagrama*, fá-lo-ia assim, em U (um pouco distorcido):
Nem acredito que passou tão rápido.
Poderia fazer um enorme reflexão sobre tudo o que já me aconteceu neste ano. Poderia pois.
Mas não o faço, porque não haveria post suficientemente grande para englobar todos os meus pensamentos.
Mas se pudesse esquematizar um ano num diagrama*, fá-lo-ia assim, em U (um pouco distorcido):
Porque a vida é mesmo assim, às vezes temos de dar muitas voltas para ficarmos bem. But it's ok.
Because nothing worth doing ever comes easy.
E um ano depois, digo que sim, valeu mesmo a pena.
Meti-me em embrulhadas, perdi-me, frustrei-me, muitas vezes entristeci-me, quis berrar com o mundo e tive de me calar, mas também tive momentos muito bons, de riso e gargalhadas bem altas.
Houve e continua a haver vezes em que volto para casa, com um sorriso enorme, simplesmente porque sim.
Aprendi muito, dentro e fora da Uni.
Criei boas amizades com pessoas de todo o mundo, das formas mais engraçadas e inesperadas.
Não me posso queixar.
Sonhos há ainda por realizar, mas mais anos virão, quer seja cá, em Lisboa ou na Nova Zelândia.
Saudades de home, tenho todos os dias ao acordar.
Mas mentiria se dissesse que até nem gosto de cá estar.
For now, estou bem :)
*Achei o diagrama montes de científico. Qualquer dia analiso a minha vida e publico um artigo.
Um review pah, porque so o paper normal não chegava.
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