sexta-feira, 15 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Meeting Royalty...maybe not

Estou indignadíssima hoje.
Então, hoje que podia ter ficado em casa a dormir até mais tarde porque não tinha trabalho no laboratório para fazer, desloquei-me até à SoP, porquê?
Porque a Princess Anne vinha cá inaugurar uma parte qualquer do edifício que entretanto já está em utilização há mais de dois anos.*
E venho a saber o quê? Que não posso ver a mulher.
Não tenho autorização.

Hmph...fiquei chateadíssima.
A começar logo mal porque devido à sua visita tive de aturar com 4 meses de obras na faculdade e ter que entrar pela porta lateral e subir e descer escadas como se não houvesse amanhã.
Depois hoje, mal entrei pediram-me o cartão da escola.
Sorte a minha o ter trazido, porque vim só com a mala do portátil e por acaso, estava lá enfiado.
Senão desconfio que não entraria. Agora tenho de andar com isto ao pescoço.
Pior é que a refectory está fechada, então vou ter de almoçar noutro lado qualquer.
E após este esforço todo em ter que alterar os meus hábitos quotidianos, nem posso assistir à inauguração.
Disseram-me que se quisesse, poderia subir até ao andar de cima espreitar pelo balcão e ver a senhora.
Epah...se fosse o Prince William ainda fazia o esforço. Mas assim não.

Indignei-me de tal modo que retirei-me para a library num pequeno canto que descobri e recuso-me a falar seja com quem for.
Estou anti-social hoje.

Só um à parte.
Deve ser "chato" ter quase 60 anos e ainda ser chamada de Princesa.

*Como é óbvio, não vim até universidade somente pela visita Real.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Question #2

Se quando algo foi adiado diz-se que foi postponed, será que quando algo é antecipado posso dizer que o evento foi preponed?
Soa um um bocado esquisito...mas a meu ver faz sentido :)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

No work conditions!

Não há direito!
Não tenho condições de trabalho!
Assim não consigo!

Chego eu do meu belíssimo fim-de-semana, ansiosa por voltar ao lab e começar a ter resultados maravilhosos quando me aproximo da minha bancada e vejo que o mundo desabou ali por cima!
Primeiro, um pequeno massacre de seres pequenos e nojentos.
Não sei como nem porquê, até moscas mortas e outros bicharocos estavam ali, assassinados por cima do meu local de trabalho. Yuck!

Depois, observo que o meu material tinha desaparecido. Assim não dá!
Coloquei todo o material que iria precisar, bonitinho e organizadinho por cima da bancada e já nem uma pipeta lá tinha.
Cambada.

Mas eu tramei-os ehehe. Fui mázinha.
Mandei um email à minha professora.
Queixei-me basicamente, e depois fui almoçar.
Quando voltei, o meu material tinha todo voltado a aparecer. Misteriosamente.
Consta-se que a mulher passou-se e entrou pelos lab's a gritar com os alunos a perguntar quem tinha levado as coisas dela.
Ao menos que me valha alguma coisa o seu mau feitio :)

Mas é que isto não é tudo.
Hoje o lab estava cheio. Quase que se sentia o síndrome de over-crowding.
O que resultou em eu ficar com um espacinho pequeníssimo para fazer as minhas coisas.
Só faltou entrar dentro da parede.

Mas nem isso foi o pior, porque passei mais tempo dentro do lab do lado, a utilizar o aparelho de UV-Vísivel.
Aquele aparelho...oh minha vida, é tão velho que parece que vem da idade da Pedra.
Está com fita-cola por todo lado e badalhoco.

Já está a precisar de reforma, urgentemente.
Quando muda as lâmpadas para os diferentes comprimentos de onda, consegue-se ouvir o barulho à distância de uma milha: thump...eeeeee....thump.
E o computador que está ligado a ele, comédia.
É tão velho, tão velho, tãoooo velho, que aceita disquetes.

E o teclado, que noja!
Já lhe caiu tanta coisa em cima que eu até tenho medo de tocar nele, não vá ficar sem um dedo.
Utilizo luvas de nitrilo e só uso um finger para teclar.

Em compensação, posso ter um aparelho a cair de podre mas não utilizo papel higénico para limpar quaisquer sujidades.
Tenho direito a um tissue todo xpto a sair de uma caixinha.

Que não absorve quase nada, o que faz com que use praticamente uma caixa por dia.

Enfim...só me dá vontade de dizer: Minha rica FCT!

sábado, 9 de maio de 2009

Calling you from Mars

Adoro receber chamadas logo pela manhã, tipo pão Bimbo.
Então quando ainda nem são 8h de um sábado, acho absolutamente fantástico.
Especialmente quando nem sequer conheço a pessoa que me está a ligar e pelos vistos nem a pessoa me conhece a mim.

É que se ainda ficasse pelo: Ai desculpe, deve ser engano ainda tolero.
Mas quando começa a dar conversa a MIM não aguento.
Eu sou daquelas que não dá conversa a ninguém, não sei dar, lamento.
Não é ser rude nem nada do género, simplesmente se não tenho nada a ver com o assunto, nem acrescenta em nada para a minha felicidade, só me sai um "pois".

E a conversa hoje foi da mais ridicula que podia existir.
Eu atender e a pessoa perguntar : Whom am I speaking to?
Começamos logo mal...
Respondi:

- To whom do you what to speak?
- I don't know, I found this number and just wanted to know who's it was.

Lá disse o meu nome, que foi obviamente irreconhecido pela pessoa em questão.
Quis despachar a pessoa, mas sem sucesso.
Após algum tempo veio então a pergunta:

- Are you portuguese?
- Yes... (comecei a achar freaky)
- Falas português?
- Sim...
- Ah eu sou tal, não sabes quem sou?
- Não, era suposto?
- Acho que sim, mas eu também não sei quem tu és.
- Então o melhor é desligares e ligares a quem conheces.

Nem assim fiquei livre. Começou a contar a vida toda.
Mas depois saiu-se com a pérola:

- Eu vivo em Londres mas não trabalho cá, trabalho na Inglaterra.

Se até a este momento não tinha dito nada, após essa frase não me consegui conter:

- Ainda bem para ti, se assim não fosse a tua vida poderia ser um pouco complicada.
- Porque é que dizes isso?
- Então imagina, viveres em Londres e trabalhar por exemplo na Austrália seria um pincelão.
Só da maneira como o combustível está caro, o tráfego aéreo que terias que enfrentar, e isso acrescentando ao facto de estares diariamente com um jet-lag descomunal não sei se seria viável.
- Pois, tens razão...

Gente parva que me aparece.
A sério, vou mesmo começar a banhar-me de água com sal e autoflagelar-me com raminhos de salsa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

What to eat ?

Hoje, como praticamente todos os dias, almocei na refectory da Uni.
A refectory mais me faz lembrar a cantina do Harry Potter, mas isso pronto, já é um assunto à parte.

É neste local onde costumo dar conversa, em português, às pessoas que me atendem.
A maior parte deles são brasileiros e como eu sou tão simpática, sou muitas vezes beneficiada em termos alimentares.
Às vezes posso levar um chocolatinho de graça, repetir a sobremesa sem pagar mais por isso, ou simplesmente ter direito a comidinha quentinha porque vão buscar à cozinha o que acabou de se fazer.
E hoje, fui ler na ementa o que era o almoço e de entre o que estava listado, consegui ler lamb meatballs.
Dirigi-me para a fila para poder observar o aspecto da food (sim, porque para mim os olhos comem e muito) e reparei que as ditas almondegas estavam com muito boa aparência, mas não encontrava o esparguete.
Tinha arroz, batatas cozidas, batatas fritas, feijão, e mais não sei quê, mas nada de esparguete.

Uma das brasileiras veio-me cumprimentar e depois das conversas habituais perguntei-lhe se não haveria esparguete para as almondegas.
A resposta?
Gargalhadas altíssimas e a frase: Essa é muito boa moça! Spaguetti! (mais risos) Você hoje está muito divertida!
E foi-se embora a rir.
Eu calei-me porque fiquei na dúvida:

Afinal almondegas não se come com esparguete é?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

What a pain in the hair...

Sou adepta de mudanças visuais.
Gosto de variar e acho que faz bem ao espírito.

Mas só o cortar cabelo em Londres, pelo menos ao sítio onde eu vou, é um pequeno prejuízo.
É que a senhora cobra-me ao centímetro.
Quanto mais corto, mais caro me fica.
O que a meu ver até me parece ridículo porque ela acaba por ficar com o meu dinheiro e o meu cabelo.

Mas nem tudo é mau. Até porque entrar neste salão é quase como entrar num mundo paralelo.
Assim que abro a porta, vem alguém cumprimentar-me, tirar o casaco e guardar a mala.
Dirigem-me depois ao local de espera, onde posso sentar e ler umas revistinhas.
Ainda me oferecem qualquer coisa para beber: tea or coffee.
Magnífico, só digo isso.
Confesso que à primeira vez não aceitei por cortesia, mas as vezes seguintes...
O único senão que aponto é a qualidade musical que por lá se ouve.
É que escutar os Take That e as Girls Aloud em modo repeat tem feito alguns danos nas minhas lindas orelhinhas.

Segue-se então a parte da lavagem, que antecede o corte.
Mas este acto não é simplesmente colocar algum shampoo de uma libra e esfregar brutamente.
Não, tenho direito a uma sessão de massagem.
Pelo menos durante 15 minutos.
O tempo poderá ser maior, mas está dependente da pessoa que está a secar o cabelo com a cabeleireira que me vai atender.
Mesmo por um quarto de hora, as minhas têmporas agradecem e muito.

Mas depois vem a parte complicada. A de explicar o que quero fazer com o cabelo.
Porque escadear diz-se layered e eu não sabia.
A primeira vez disse: Can you cut it like stairs?
Comédia, em especial porque havia gestos envolvidos.
E enquanto em Lisboa o escadear está implícito pelo cabelo todo, inclusivé à frente, por cá não é bem assim.
Mesmo pedindo layeres, é só na parte de trás.
À frente tenho de pedir feathers.
A frase que eu proferi, querem vocês saber? Can you make it spikey in the front? (Mais gestos)
E a franja! Can you make my bangs straight but go up and down?
Perceberam? Ela também não.
Porque o que queria era uma franja direita, tipo a Fátima Lopes (a estilista) mas não a queria certinha como o dela nem que a franja decrescesse para o lado.
Ora, eu bem meti o nome da Fátima pelo meio, mas não foi de grande ajuda.

Por fim a parte de secar o cabelo.
Que eu me lembre, sempre que chegava esta parte, vinha a pergunta do costume:
- Então como vamos secar desta vez? Todo direitinho, quer as pontas viradas para que lado, caracóis..?
Cá por Londres, nem tenho direito a pedir.
É sempre da mesma maneira. Liso, todo esticadinho.
Eu até me esforcei e pedi que ela virasse as pontas mais curtas do cabelo para fora.
Mas a parte de trás do cabelo ficou a parecer o rabiosque dos meus piriquitos (que já não tenho, but you get it).

É que eu desconfio que não sabem fazer de outra maneira.
Toda a mulher que saiu daquele cabeleireiro, tinha o cabelo esticado.
Acho que é uma moda por cá, nesse aspecto não diversificam muito.
Até já cheguei a reparar nisso nos transportes, nos locais públicos e até mesmo na minha Uni.
Mulheres por cá adoram ter o cabelo igual, e em particular, esticar o cabelo sempre.

Lá está, destaco-me porque eu raramente faço isso.
Gosto de ser diferente (e também tenho pouca paciência) ehehe
Ando sempre com o cabelo que parece um anúncio da Fructis.
Wild
e rebelde.
Basicamente ando despenteada.

Isto tudo para dizer que para além do corte, amanhã vou-me modificar ainda mais, mas faço isso sozinha. Tive uma ideia genial! Espero é que fique tão bem como imagino :)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

What remains...

Saudades de um buraco na calçada. Saudades das compras na Baixa. Saudades dos travesseiros de Sintra comidos nas escadas da Piriquita. Saudades de atravessar o Tejo bem cedo e ver o céu pintado de laranja e azul. Saudades de frango assado. Saudades das conversas filosóficas em casa da Maria acompanhado pelo belo do Baileys. Saudades de ir até ao ISCTE estudar. Saudades da última noite convosco. Saudades de comer cerejas do Fundão. Saudades de sentir a areia fria debaixo dos meus pés descalços. Saudades de andar perdida à procura da Casa do Preto. Saudades da noite em que fui magnata. Saudades dos pastéis de Belém. Saudades de "desengasgar" ao vivo e a cores. Saudades de subir a Calçada da Carriche e rezar para que o sinal não ficasse vermelho. Saudades de ti. Saudades do gelado da Av. de Roma. Saudades de Tondela. Saudades de jogar ao polícia e ladrão e ver a Marta piscar o olho sempre, só mesmo para enganar. Saudades das aulas do Marco, em que sempre aprendia muito e ainda me enchia a vista. Saudades da minha varanda de 5º andar. Saudades de um beijo dado numa rua movimentada. Saudades do cheiro do mar. Saudades das merendas de bacalhau comidas na esplanada da Costa. Saudades dos meus lupinos. Saudades dos desabafos existenciais com o Jonas. Saudades das condições de Bondary. Saudades de mim. Saudades da caipirinha. Saudades dos bolinhos do Nascimento. Saudades dos passeios no Chiado. Saudades de dançar debaixo de um céu estrelado. Saudades da Inês que se embebedava só com água. Saudades do pakoo. Saudades de um cacau da ribeira. Saudades de ver um jogo de futebol entre amigos. Saudades de atirar missangas na Expo. Saudades de me deitar na relva e ouvir Debussy. Saudades de comer sardinhas na antiga Feira Popular. Saudades das excentricidades da outra Inês. Saudades de ir às festas populares. Saudades de aprender o cha-cha-cha. Saudades de ir ao Lux e ficar a conversar com franceses porque a música não prestava. Saudades das piadas subtis do Paulinho. Saudades de andar de avião. Saudades do sol quentinho. Saudades do Lai Lai e de ver o Felipe a recolher o dinheiro e fazer contas num telemóvel amarelo. Saudades de um croissant de chocolate ao final da tarde no Quebra-Nozes. Saudades do Rakatá. Saudades das conversas de braguilha com o Nuno. Saudades de ir a caminho da FCT a ouvir o jogo da mula. Saudades de voltar depois da noite e conseguir ainda conversar sobre tudo e nada. Saudades de rir-me que nem uma perdida. Saudades de ver o senhor aquitecto com as suas imensas olheiras e barba por fazer. Saudades de ter de engolir uma cerveja porque a água era a pagar. Saudades de tudo. Saudades de todos. Saudades do que passou e do que virá. Mas saudades deste dia, saudades deste dia não tenho.

sábado, 2 de maio de 2009

Not this time yet...

Só para dizer que ainda não foi desta que fiquei milionária.
Estou aborrecidíssima pah!
Ainda não é desta que vou dar uma volta ao mundo!
Nunca jogo nestas coisas mas esta semana achei que estaria a sentir-me lucky.
Qual lucky qual carapuça! Nem um número sequer! Nem uma estrelinha!
Pensei que ao menos sairia qualquer coisa para vá, ir tomar um cafézito.
Nada, niqueles, niente!

Eu nunca jogo porque nunca me calha nada.
Saio sempre a perder.
Com tanto azar ao jogo poderia-se pensar que me está reservado a grande sorte ao amor.
Assim algo avassalador e completamente deslumbrante.
Descendo os pés à terra, a crise é tanta que nem ao jogo nem ao amor.
Bah...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Have a nice one!

Hoje estou montes de feliz.
Mesmo aos montes, tipo montanhas.
Porquê? Imensas razões.

- Hoje é sexta-feira, só isso é motivo de alguma felicidade.

- Esteve um sol bonito hoje, o que anima sempre uma pessoa.

- Segunda-feira é feriado, o que significa fim-de-semana prolongado - happy, happy, happy!

- Cortei o cabelo.
Para quem não sabe, quando uma gaja corta o cabelo significa mudanças na sua vida.
E eu quis mudar tanto que até uma franja dramática quis (estilo Fatima Lopes - a estilista - mas numa versão mais ligeira), para combinar com o drama da minha vida, mas o resultado não foi bem esse, ficou somente cute.
Mas os meus pensamentos sobre esta aventura ficam para outro dia.

E para acrescentar a esta felicidade toda venho cá dizer que tirei férias este fim-de-semana.
Dos livros e de qualquer outro tipo de trabalho relacionado com a Uni.
A sério, I kidd you not!
Revoltei-me.
Estou cansadíssima mentalmente e preciso de um refresco.
Já nem estou preocupada com a minha professora.

Planos para o weekend?
Ainda não tenho, but I'm on it!
Vou arrastar pessoas comigo para todo lado!

Tão bem disposta que estou, que até vou pôr música aos altos berros e fazer uma mini-party cá por casa :)

E vou começar por aqui, com quem?
Epah, King Julien!!!




Have an awesome weekend!