Ainda não contei que tenho um aluno de doutoramento agora a ajudar-me no meu projecto.
Pois é, depois da última reunião que tive com a minha orientadora, que correu TÃO bem - e não estou a ser irónica (a senhora até me chamou carinhosamente de "sheli") - ela propôs que um PhD me desse algum tipo de backup, durante umas semanas (melhor que nada).
Da minha orientadora soube que o Lars acabara recentemente o doutoramento, que tinha sido patrocinado pela AstraZeneca e que ia agora trabalhar para a Medicines for Children Research Network como um formulater with experience in analytical chemistry.
Basicamente, imaginei um tipo cromo, oculinhos, e demasiado sério.
Como todos os outros PhD's que andam por aqui.
Estereotipos...que se provaram errados.
O Lars é um rapaz sorridente, divertido e enorme.
Com uma massa muscular que até faz confusão.
Ah e sem óculos.
Ganhei logo empatia com ele quando passados uns 20 minutos de conversa inicial perguntou-me donde vinha e após a resposta dizer:
- Bloody hell! I thought you came from an english-speaking country!
Envaidecida, guardei sigilosamente o segredo por detrás dos meus dotes linguísticos :)
Tem sido muito porreiro ter a companhia dele pelo lab.
Ao menos um ser vivo com quem falar. E ele fala. BUÉ.
Também diz montes de asneiras.
O que só me dá para rir.
Porque uma coisa é ouvir um português asneirento.
Outra coisa é um inglês.
Ainda para mais, um tipo de ciência.
Não sei, mete piada.
Um dia foi-me explicar como funcionava o aparelho de UV-Visivel (wikipédia, aqui), e as palavras dele foram:
- The light passes through that shit, does its thingamgig and that's it. It's so fuckin' simple you just can't screw it up.
Se não tivesse já familiarizada com o aparelho, seria problemático entender como mexer nele.
Mas é fixe, em vez de entrar pelo lab a perguntar como vão os meus resultados, pergunta-me como estou, o que é supreendente (pelo menos naquela uni).
E fica mesmo a ouvir. E depois conta-me coisas sobre ele.
Numa dessas conversas, fiquei a saber que o Lars joga rugby.
O que justifica o seu ar gigantesco.
Não estou de todo a exagerar.
Ele é tão grande que desconfio que se ele me desse uma palmadinha nas costas, lá se iriam os meus ossinhos.
Daí que sempre que ele se aproxima demais, eu dou um passito para trás.
Soube da sua prática desportiva quando me contou que foi passar o fim-de-semana ao sul da Inglaterra. Algures onde diz haver praia.
Pelo que percebi, o weekend consistiu de jogar um cadinho, beber bastante e muita galhofa.
Nessa conversa, chegou a minha vez de contar o que eu tinha feito.
Ora...eu sou estudante.
Vida de estudante tem alturas que é aborrecida, e calhou que o dito fim-de-semana não teve qualquer evento por demais.
Então disse apenas "this and that".
Simpático como é, ele de seguida disse, por cortesia:
- Oh you should of said something, next time you can come down south with us. It was wicked!
Apenas ri e encolhi os ombros.
Não era bem uma aventura na qual me meteria, but i started picturing it:
Eu, pequenina e frágil, no meio de um grupo de pessoas enormes que me poderiam esmagar possivelmente só com um dedo.
Cómico (ou trágico, dependendo do ponto de vista) seria se dissessem para eu jogar também.
Estou às gargalhadas só de pensar.
Imaginem lá, a bola iria parar milagrosamente às minhas mãos, e subitamente cair-me-iam todos esses brutamontes em cima a fazer um "tackle".
Um pilha de corpos enormes em cima de poor me.
E uma maozinha a surgir por baixo dos corpos todos...
A minha a pedir socorro.
Pois é, depois da última reunião que tive com a minha orientadora, que correu TÃO bem - e não estou a ser irónica (a senhora até me chamou carinhosamente de "sheli") - ela propôs que um PhD me desse algum tipo de backup, durante umas semanas (melhor que nada).
Da minha orientadora soube que o Lars acabara recentemente o doutoramento, que tinha sido patrocinado pela AstraZeneca e que ia agora trabalhar para a Medicines for Children Research Network como um formulater with experience in analytical chemistry.
Basicamente, imaginei um tipo cromo, oculinhos, e demasiado sério.
Como todos os outros PhD's que andam por aqui.
Estereotipos...que se provaram errados.
O Lars é um rapaz sorridente, divertido e enorme.
Com uma massa muscular que até faz confusão.
Ah e sem óculos.
Ganhei logo empatia com ele quando passados uns 20 minutos de conversa inicial perguntou-me donde vinha e após a resposta dizer:
- Bloody hell! I thought you came from an english-speaking country!
Envaidecida, guardei sigilosamente o segredo por detrás dos meus dotes linguísticos :)
Tem sido muito porreiro ter a companhia dele pelo lab.
Ao menos um ser vivo com quem falar. E ele fala. BUÉ.
Também diz montes de asneiras.
O que só me dá para rir.
Porque uma coisa é ouvir um português asneirento.
Outra coisa é um inglês.
Ainda para mais, um tipo de ciência.
Não sei, mete piada.
Um dia foi-me explicar como funcionava o aparelho de UV-Visivel (wikipédia, aqui), e as palavras dele foram:
- The light passes through that shit, does its thingamgig and that's it. It's so fuckin' simple you just can't screw it up.
Se não tivesse já familiarizada com o aparelho, seria problemático entender como mexer nele.
Mas é fixe, em vez de entrar pelo lab a perguntar como vão os meus resultados, pergunta-me como estou, o que é supreendente (pelo menos naquela uni).
E fica mesmo a ouvir. E depois conta-me coisas sobre ele.
Numa dessas conversas, fiquei a saber que o Lars joga rugby.
O que justifica o seu ar gigantesco.
Não estou de todo a exagerar.
Ele é tão grande que desconfio que se ele me desse uma palmadinha nas costas, lá se iriam os meus ossinhos.
Daí que sempre que ele se aproxima demais, eu dou um passito para trás.
Soube da sua prática desportiva quando me contou que foi passar o fim-de-semana ao sul da Inglaterra. Algures onde diz haver praia.
Pelo que percebi, o weekend consistiu de jogar um cadinho, beber bastante e muita galhofa.
Nessa conversa, chegou a minha vez de contar o que eu tinha feito.
Ora...eu sou estudante.
Vida de estudante tem alturas que é aborrecida, e calhou que o dito fim-de-semana não teve qualquer evento por demais.
Então disse apenas "this and that".
Simpático como é, ele de seguida disse, por cortesia:
- Oh you should of said something, next time you can come down south with us. It was wicked!
Apenas ri e encolhi os ombros.
Não era bem uma aventura na qual me meteria, but i started picturing it:
Eu, pequenina e frágil, no meio de um grupo de pessoas enormes que me poderiam esmagar possivelmente só com um dedo.
Cómico (ou trágico, dependendo do ponto de vista) seria se dissessem para eu jogar também.
Estou às gargalhadas só de pensar.
Imaginem lá, a bola iria parar milagrosamente às minhas mãos, e subitamente cair-me-iam todos esses brutamontes em cima a fazer um "tackle".
Um pilha de corpos enormes em cima de poor me.
E uma maozinha a surgir por baixo dos corpos todos...
A minha a pedir socorro.
1 comentário:
Bah!!
Gostei da descrição!!!
Lindo!!
Sim, Rugby=Bestas... Gigantes mesmo...
e pois n...n há como uma asneira em português... tem outro gostinho.
Os ingleses podem estar a mandar alguém p piiiiiiii e parece que estão a pedir um bife c batatas fritas!!
bjs
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