sexta-feira, 13 de março de 2009

Occupation - Guinea Pig!

Hoje tive mais um meeting em que esclarecia os pormenores sobre o que vou fazer no laboratório.
É basicamente uma chatice e algo a que não estou muito habituada..demasiada papelada e burocracia.

Gosto mais da versão portuguesa em que te atiram para dentro do lab e funcionas um pouco à base do improviso e criatividade.

Mas, tem sido uma experiência engraçada.
E se a minha orientadora não se lembrar de me mandar um mail a pedir que eu pesquise mais qualquer coisa, na segunda lá vou poder vestir a batinha branca que está dobrada há demasiado tempo.

No meio da reunião (que foi no final do dia, a uma sexta feira e que durou...hmmmm, duas horas!) começamos a falar sobre o que seria necessário fazer para testar as características do que vou formular.

Não vou explicar o que vou fazer, apesar de ser uma cena extremamente interessante, é quase top secret! ehehe

Mas digo só que vou formular uma forma farmacêutica (clicar aqui se precisarem da Wikipedia) um pouco mais inovadora que as actuais existentes.

E uma das coisas que chegamos à conclusão seria que essa forma farmacêutica teria de ser avaliada in vivo.

Ora, eu quando soube disto fiquei animadíssima porque é sinal que o que irei fazer tem realmente algum potencial.
Mas depois pensei que teria de preencher mais papelada e arranjar voluntários.

Papelada preenche-se, mas voluntários...bem sei que se vocês (meus migos do coração que tanto vos adoro - ai a graxa) estivessem aqui, faziam a vontade à minha pessoa.
Mas não posso exactamente mandar as coisas pelo correio e ficar à espera que me digam o que acham!

Perdida nestes pensamentos oiço:
- Of course, you will have to test it on yourself.

Eu olhei para ela incrédula.
Não estava chocada por ter que testar em mim, mas apanhou me de surpresa.

Como não respondi, ela disse:
- Oh if you have problems, it's ok, I can test it on myself, I've gotten used to it.

Eis que saltei quase da cadeira e disse:
- No, no! I don't mind!

E na verdade não me importo, acho cool :)

Mas depois disse-lhe que experimentar assim seria subjectivo.
Afinal, sensações de doce e amargura tem variabilidade entre individuos.

E a conversa seguinte foi qualquer coisa como:

Ela: Yes, but if you test always on the same people you will reduce variability.
And you have to have a notion of what kind of food they are used to eating, so to assess if they are more tolerant to bitterness.
For example, I drink coffee and beer.
So, my sensation to bitter is very low, I can't detect it easily
.

Eu: Oh, I don't drink coffee.

Ela: Then you're perfect!
You can feel bitterness in really low concentrations!
I might just make you taste all our formulations!


E pronto, foi assim que passei de futura investigadora para a provedora oficial do departamento :)

1 comentário:

Unknown disse...

Olha tu cura te rapariga =D ! Andas a ver se ficaas como a Little Grey ^^

Nao cliquei no coisinho da Wikipédia porque não acho essas coisas muito interessantes ^^''''

take care mán *w*
Postei no meu blog<3

Beijinho no cú
Love ú

<3