terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Lunch Time
Pago o almoço a quem descobrir o que estes dois senhores estavam a fazer enquanto terminavam a refeição.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Leaving a legacy!
Hoje descobri quem é o Mohammed.
O tal que vinha associado ao Felipe.
Ele veio fazer uns trabalhos no meu lab.
Já me tinha cruzado com ele, mas desconhecia o seu nome.
O Mohammed é um homem árabe, de estatura grande, bom quase monstruoso e de ar sempre sério.
Já tentei meter conversa com ele, começando pelos cumprimentos habituais do Morning com um sorriso simpático na cara mas não teve o resultado pretendido.
O Mohammed olhou para mim, e tenho ideia que quase rosnou por eu ter-lhe dirigido a palavra.
Optei por não falar mais para ele, já que fiquei um pouco assustada.
Não fosse eu dizer-lhe algo menos simpático e ele decidir explodir ali mesmo.
Nunca se sabe.
Mas hoje o Mohammed surpreendeu-me.
Voltava eu da hora de almoço e ia entretida pelo corredor a vestir a bata quando começo a ouvir música.
E a música vinha do meu lab. Mas eu estava cá fora!
Entrei e espanto dos espantos, vejo o Mohammed a abanar o capacete ao som de quê?
Nunca na vida poderia acreditar se não tivesse visto com os meus próprios olhos: Mamma Mia dos ABBA!
Realmente, os ABBA aqui andam a perseguir-me mas isso agora não interessa nada.
Imaginem a minha cara ao ver aquele homem gigante, com o seu ar todo aterrorizador a mexer-se e a CANTAR Mamma Mia, here I go again...
Só digo isto: priceless!
Escusado será dizer que tive de sair do lab para me rir.
Quando voltei, a música já era outra.
Possivelmente árabe. Foi para disfarçar.
O tal que vinha associado ao Felipe.
Ele veio fazer uns trabalhos no meu lab.
Já me tinha cruzado com ele, mas desconhecia o seu nome.
O Mohammed é um homem árabe, de estatura grande, bom quase monstruoso e de ar sempre sério.
Já tentei meter conversa com ele, começando pelos cumprimentos habituais do Morning com um sorriso simpático na cara mas não teve o resultado pretendido.
O Mohammed olhou para mim, e tenho ideia que quase rosnou por eu ter-lhe dirigido a palavra.
Optei por não falar mais para ele, já que fiquei um pouco assustada.
Não fosse eu dizer-lhe algo menos simpático e ele decidir explodir ali mesmo.
Nunca se sabe.
Mas hoje o Mohammed surpreendeu-me.
Voltava eu da hora de almoço e ia entretida pelo corredor a vestir a bata quando começo a ouvir música.
E a música vinha do meu lab. Mas eu estava cá fora!
Entrei e espanto dos espantos, vejo o Mohammed a abanar o capacete ao som de quê?
Nunca na vida poderia acreditar se não tivesse visto com os meus próprios olhos: Mamma Mia dos ABBA!
Realmente, os ABBA aqui andam a perseguir-me mas isso agora não interessa nada.
Imaginem a minha cara ao ver aquele homem gigante, com o seu ar todo aterrorizador a mexer-se e a CANTAR Mamma Mia, here I go again...
Só digo isto: priceless!
Escusado será dizer que tive de sair do lab para me rir.
Quando voltei, a música já era outra.
Possivelmente árabe. Foi para disfarçar.
quarta-feira, 25 de março de 2009
110 years - Getting old!
Gosto de partilhar algumas pequenas coisas que acabo por saber, sem querer.
Especialmente coisas relacionadas com a ciência, porque é giro.
Eu pelo menos acho que sim.
E hoje descobri que o ácido acetilsalicílico (a aspirina) comemorou esta semana 110 anos de existência.
Lembrei-me de imediato da história da aspirina porque, por alguma razão ficou me gravada na memória desde que a ouvi pela primeira vez.
Embora esteja na dúvida quem ma tenha contado, o que não deixa de ser...estranho.
Enfim, adiante!
Charles Gerhardt preparou pela primeira vez o ácido acetilsalícilico em 1853.
A bem dizer a verdade, o homem descobriu a aspirina numa das suas muitas reacções com anidridos e acabou por não lhe dar muita importância.
Em 1897, Felix Hoffman, um farmaceutico alemão, tentava sintetizar algo que pudesse aliviar a artrite do pai e re-descobriu a aspirina.
Reza a lenda que a aspirina aliviou de facto a condição do pai, porém deu lhe como prenda uma bela úlcera em troca.
O Hoffman foi esperto, patenteou a sua "descoberta"que permitiu construir a empresa que hoje é conhecida por Bayer e em 1899 já a distribuía pelo mundo fora.
E a aspirina acabou por se tornar num dos medicamentos de mais sucesso comercial.
Dizem que sim, pelo menos.
Interessante não é? Eu acho que sim :)
Qualquer dia falo-vos do único medicamento da Pfizer que dá lucro à empresa.
Ando aqui a descobrir os podres todos ehehe
Especialmente coisas relacionadas com a ciência, porque é giro.
Eu pelo menos acho que sim.
E hoje descobri que o ácido acetilsalicílico (a aspirina) comemorou esta semana 110 anos de existência.
Lembrei-me de imediato da história da aspirina porque, por alguma razão ficou me gravada na memória desde que a ouvi pela primeira vez.
Embora esteja na dúvida quem ma tenha contado, o que não deixa de ser...estranho.
Enfim, adiante!
Charles Gerhardt preparou pela primeira vez o ácido acetilsalícilico em 1853.
A bem dizer a verdade, o homem descobriu a aspirina numa das suas muitas reacções com anidridos e acabou por não lhe dar muita importância.
Em 1897, Felix Hoffman, um farmaceutico alemão, tentava sintetizar algo que pudesse aliviar a artrite do pai e re-descobriu a aspirina.
Reza a lenda que a aspirina aliviou de facto a condição do pai, porém deu lhe como prenda uma bela úlcera em troca.
O Hoffman foi esperto, patenteou a sua "descoberta"que permitiu construir a empresa que hoje é conhecida por Bayer e em 1899 já a distribuía pelo mundo fora.
E a aspirina acabou por se tornar num dos medicamentos de mais sucesso comercial.
Dizem que sim, pelo menos.
Interessante não é? Eu acho que sim :)
Qualquer dia falo-vos do único medicamento da Pfizer que dá lucro à empresa.
Ando aqui a descobrir os podres todos ehehe
Shame on me!
Porque realmente já começo a ter vergonha na cara de pensar que quando voltar a Portugal alguém irá, inevitavelmente me questionar:
- Então, Londres pahhhh, já deves conhecer aquilo tudo não?
E de imaginar que a resposta mais honesta seria:
- Pois...olha conheço bem o caminho da faculdade para casa...
Achei por bem começar a explorar um pouco mais esta territa, que de 'ita tem pouco.
Aproveitei hoje que tive alguns tempos mortos e decidi ir até Regent's Park, que curiosamente fica a 10 minutos a pé da faculdade.
E de imaginar que a resposta mais honesta seria:
- Pois...olha conheço bem o caminho da faculdade para casa...
Achei por bem começar a explorar um pouco mais esta territa, que de 'ita tem pouco.
Aproveitei hoje que tive alguns tempos mortos e decidi ir até Regent's Park, que curiosamente fica a 10 minutos a pé da faculdade.
Um pouco de história (porque gosto de saber estas coisas):
A área que hoje consiste de Regent's Park era, devido à vontade do rei Henry VIII (1491 – 1547), inicialmente um local destinado à caça, e na altura denominado por Marylebone Park Fields.
Hoje, trata-se de um dos maiores locais verdes no centro de Londres.
Desenhado pelo arquitecto John Nash, possui quase 200 hectares e jardins com mais de 400 variedades de rosas.
Dentro da sua área possui ainda o London Zoo e o Open Air Theatre (que eu não fui ver porque já estava cansadita).
Gostaram das pics?
Foram tiradas com o meu novo babes!
Ah pois é! O meu babes é absolutamente fantástico.
Nas palavras inglesas, descrevê-lo-ia como tall, dark and handsome.
E para além do aspecto exterior ainda posso passear com ele, falar o que quiser, o tempo que quiser e tirar fotos com razoável qualidade, sem se aborrecer nem se chatear comigo.
Como é que se chama? Bom, tem um nome estranho...só com duas letras: LG.
Yeps, advinharam, é o meu novo mobile :)
Não exactamente o que andava a pedir, MAS, não me queixo!
Agora já não tenho desculpas para aquelas pessoas que resmungavam toda a hora: FOTOS, FOTOS, FOTOS!
Clicarei tudo o que avistar, I promise :)
A área que hoje consiste de Regent's Park era, devido à vontade do rei Henry VIII (1491 – 1547), inicialmente um local destinado à caça, e na altura denominado por Marylebone Park Fields.
Hoje, trata-se de um dos maiores locais verdes no centro de Londres.
Desenhado pelo arquitecto John Nash, possui quase 200 hectares e jardins com mais de 400 variedades de rosas.
Dentro da sua área possui ainda o London Zoo e o Open Air Theatre (que eu não fui ver porque já estava cansadita).
Enquanto passeava ainda acabei por encontrar um pequeno friend - o primo do Alvim.
Confesso que ao principio pensei que fosse o próprio, mas rapidamente me apercebi que não, pois este era mais elegante e um pouco mais social.
Deixou-me chegar tão próxima dele e ainda posou para mim, o vaidoso:
Confesso que ao principio pensei que fosse o próprio, mas rapidamente me apercebi que não, pois este era mais elegante e um pouco mais social.
Deixou-me chegar tão próxima dele e ainda posou para mim, o vaidoso:
Gostaram das pics?
Foram tiradas com o meu novo babes!
Ah pois é! O meu babes é absolutamente fantástico.
Nas palavras inglesas, descrevê-lo-ia como tall, dark and handsome.
E para além do aspecto exterior ainda posso passear com ele, falar o que quiser, o tempo que quiser e tirar fotos com razoável qualidade, sem se aborrecer nem se chatear comigo.
Como é que se chama? Bom, tem um nome estranho...só com duas letras: LG.
Yeps, advinharam, é o meu novo mobile :)
Não exactamente o que andava a pedir, MAS, não me queixo!
Agora já não tenho desculpas para aquelas pessoas que resmungavam toda a hora: FOTOS, FOTOS, FOTOS!
Clicarei tudo o que avistar, I promise :)
terça-feira, 24 de março de 2009
My Day :)
Hoje boicotei a ida ao lab à tarde.
Ou pelo menos tentei.
Demasiados raios de sol a entrar-me pelo laboratório e o facto de alguém ter decidido estragar os meus compostos fizeram me decidir por umas horas de leitura ao ar livre.
Boa ideia não vos parece? A mim pelo menos pareceu.
Demasiados raios de sol a entrar-me pelo laboratório e o facto de alguém ter decidido estragar os meus compostos fizeram me decidir por umas horas de leitura ao ar livre.
Boa ideia não vos parece? A mim pelo menos pareceu.
Sentei-me na relva encostada a uma árvore e quando estava mesmo entretida, o tempo mudou.
Em menos de meia hora as nuvens e o ventinho frio decidiram aparecer como se fosse para me dizer: Não sejas calona, vai masé trabalhar!
Pronto, e assim fui.
Entretanto, a saga do Instron já está mais ou menos resolvida.
Agora já sei como funcionar com ele.
Como perguntam vocês?
Epah, porque sou um ser, vá, inteligente, eu fui ver o registo de pessoas que utilizaram o instrumento recentemente.
Sim, porque ler o manual de instruções não dava com nada.
Aquilo era demasiado complexo para mim.
Descobri que tinha lá um ficheiro com nome de Felipe Mohammed.
Achei curioso o nome e comecei a pensar que poderia ser alguém que tivesse pais de diferentes religiões e que não chegaram a acordo sobre a sua nomenclatura.
Como não sabia quem era, tive de andar a bater de porta em porta a perguntar pelo Felipe Mohammed.
Que ninguém conhecia.
Aliás conheciam o Felipe e o Mohammed, mas o Felipe Mohammed é que não.
Optei por perguntar pelo Felipe só.
Sorte a minha, acertei num português ehehe
Pronto, e assim fui.
Entretanto, a saga do Instron já está mais ou menos resolvida.
Agora já sei como funcionar com ele.
Como perguntam vocês?
Epah, porque sou um ser, vá, inteligente, eu fui ver o registo de pessoas que utilizaram o instrumento recentemente.
Sim, porque ler o manual de instruções não dava com nada.
Aquilo era demasiado complexo para mim.
Descobri que tinha lá um ficheiro com nome de Felipe Mohammed.
Achei curioso o nome e comecei a pensar que poderia ser alguém que tivesse pais de diferentes religiões e que não chegaram a acordo sobre a sua nomenclatura.
Como não sabia quem era, tive de andar a bater de porta em porta a perguntar pelo Felipe Mohammed.
Que ninguém conhecia.
Aliás conheciam o Felipe e o Mohammed, mas o Felipe Mohammed é que não.
Optei por perguntar pelo Felipe só.
Sorte a minha, acertei num português ehehe
segunda-feira, 23 de março de 2009
Where's Instron ?!
As minhas aventuras no lab continuam.
E hoje foi a vez de andar à procura de um instrumento que precisava para testar uns produtos meus.
Agarrei na folha que a minha professora tinha me dado com o nome do intrumento - Instron - e a sua foto e fui perguntar ao Martin.
O Martin é um aluno de doutoramento e ainda o técnico do departamento.
Basicamente é a pessoa a quem eu mais chateio para saber coisas.
O Martin é alto, loiro e de olhos azuis.
E hoje a caminhar atrás dele apercebi me que tem uma maneira sexy de andar.
Abana mais as ancas do que eu. Tenho de aprender a fazer isso.
O Martin, estranhamente, não sabia de que aparelho se tratava.
Decidimos ir perguntar a um dos técnicos que faz a manutenção dos instrumentos - o Sunny.
Este Sunny chama-se na verdade Hardyal, mas todos o tratam por Sunny, ainda não sei porquê.
Ora, tratando-se de um senhor que trata dos instrumentos, parte-se do principio que ele saberia da existencia de todo e qualquer equipamento que pudesse existir no departamento.
É o normal, o esperado.
Mas não, o Sunny disse-me que nunca tinha visto o Instron e aconselhou-me a perguntar à Lin, que é uma post-doc lá do sítio.
Quando ele disse Lin, eu na verdade devo ter me encolhido toda.
A Lin é conhecida por ser um pouco...hmmm, má.
A célebre frase dela, quando a incomodam, é: "I don't have time or patience to deal with you right now".
Dita aos berros.
E eu que não tenho grande apreço por ouvir os gritos de alguém sem qualquer razão, já estava a ver a minha vida a andar para trás.
Mas, e porque o Martin deve ter lido os meus pensamentos, ofereceu-se para vir comigo.
E lá fomos os dois, mais o seu hip swing, ter com a Lin.
A Lin não me parecia muito bem disposta, e eu optei por me deixar escondida atrás do Martin deixando so transparecer um sorriso simpático enquanto ele falava por mim.
Felizmente, a Lin sabia que instrumento era.
E sabia onde ele estava.
Melhor, pelo menos sabia que estava na cave.
Até encontrar o Instron, tive de percorrer muitas salas escuras e sinistras e comparar a foto do papel com o que estava exposto.
Ao menos o Martin foi comigo, que agora ficou meu melhor amigo ehehe.
E quando finalmente o encontrei, fiquei espantadíssima.
Estava à espera de um aparelho piriri.
Afinal, são coisas pequenas, do tamanho de capsulas ou comprimidos.
E aparece-me um instrumento gigantesco, maior do que eu.
Bem, não é dificil ser-se maior do que eu, mas mesmo assim.
Querem ver? Eu mostro:
Agarrei na folha que a minha professora tinha me dado com o nome do intrumento - Instron - e a sua foto e fui perguntar ao Martin.
O Martin é um aluno de doutoramento e ainda o técnico do departamento.
Basicamente é a pessoa a quem eu mais chateio para saber coisas.
O Martin é alto, loiro e de olhos azuis.
E hoje a caminhar atrás dele apercebi me que tem uma maneira sexy de andar.
Abana mais as ancas do que eu. Tenho de aprender a fazer isso.
O Martin, estranhamente, não sabia de que aparelho se tratava.
Decidimos ir perguntar a um dos técnicos que faz a manutenção dos instrumentos - o Sunny.
Este Sunny chama-se na verdade Hardyal, mas todos o tratam por Sunny, ainda não sei porquê.
Ora, tratando-se de um senhor que trata dos instrumentos, parte-se do principio que ele saberia da existencia de todo e qualquer equipamento que pudesse existir no departamento.
É o normal, o esperado.
Mas não, o Sunny disse-me que nunca tinha visto o Instron e aconselhou-me a perguntar à Lin, que é uma post-doc lá do sítio.
Quando ele disse Lin, eu na verdade devo ter me encolhido toda.
A Lin é conhecida por ser um pouco...hmmm, má.
A célebre frase dela, quando a incomodam, é: "I don't have time or patience to deal with you right now".
Dita aos berros.
E eu que não tenho grande apreço por ouvir os gritos de alguém sem qualquer razão, já estava a ver a minha vida a andar para trás.
Mas, e porque o Martin deve ter lido os meus pensamentos, ofereceu-se para vir comigo.
E lá fomos os dois, mais o seu hip swing, ter com a Lin.
A Lin não me parecia muito bem disposta, e eu optei por me deixar escondida atrás do Martin deixando so transparecer um sorriso simpático enquanto ele falava por mim.
Felizmente, a Lin sabia que instrumento era.
E sabia onde ele estava.
Melhor, pelo menos sabia que estava na cave.
Até encontrar o Instron, tive de percorrer muitas salas escuras e sinistras e comparar a foto do papel com o que estava exposto.
Ao menos o Martin foi comigo, que agora ficou meu melhor amigo ehehe.
E quando finalmente o encontrei, fiquei espantadíssima.
Estava à espera de um aparelho piriri.
Afinal, são coisas pequenas, do tamanho de capsulas ou comprimidos.
E aparece-me um instrumento gigantesco, maior do que eu.
Bem, não é dificil ser-se maior do que eu, mas mesmo assim.
Querem ver? Eu mostro:
quinta-feira, 19 de março de 2009
Lab buddies!
Acabei a minha primeira semana no lab.
Felizmente não fiz mais nenhum disparate.
Bom, até fiz alguns mas foram pequeninos e ninguém viu, por isso, não contam.
Mas o que queria contar é que agora tenho uma colega de lab.
É uma rapariga que também está a fazer o seu mestrado e que veio da Malásia.
Curiosamente também é química e quando soube disto achei que ela seria a minha melhor amiga.
Afinal, we chemists should stick together!
E acho que ela pensou o mesmo.
Esta minha colega - Sasha, anda sempre um pouco nervosa dentro do lab.
Então surgem pequenas "situações" que lhe saem fora do controlo.
E como aprendeu bem (ou razoavelmente bem) o meu nome, opta por me chamar.
Quando oiço do outro lado do lab alguém a dizer Shleessaa, já sei que aconteceu qualquer coisa.
Se bem que hoje ela mudou de táctica.
Hoje gritava: aaaarghhh ou eeeiiikssss.
Confesso que acho divertido.
Saem perguntas de como utilizar instrumentos ou relacionados com o trabalho dela.
Hoje ate me perguntou, hipoteticamente, como eu preparia uma solucao diluida a partir de uma solucao stock, com direito a explicacao de contas e tudo.
Mas é engraçado, dou-me conta que talvez consiga desenrascar-me melhor do que pensava no lab.
Ou isso ou as perguntas constantes que eu faço aos alunos de doutoramento estão a dar frutos :)
(No fundo, no fundo, eu também sou como a Sasha, mas eu vou àqueles que realmente sabem alguma coisa ehehe)
Felizmente não fiz mais nenhum disparate.
Bom, até fiz alguns mas foram pequeninos e ninguém viu, por isso, não contam.
Mas o que queria contar é que agora tenho uma colega de lab.
É uma rapariga que também está a fazer o seu mestrado e que veio da Malásia.
Curiosamente também é química e quando soube disto achei que ela seria a minha melhor amiga.
Afinal, we chemists should stick together!
E acho que ela pensou o mesmo.
Esta minha colega - Sasha, anda sempre um pouco nervosa dentro do lab.
Então surgem pequenas "situações" que lhe saem fora do controlo.
E como aprendeu bem (ou razoavelmente bem) o meu nome, opta por me chamar.
Quando oiço do outro lado do lab alguém a dizer Shleessaa, já sei que aconteceu qualquer coisa.
Se bem que hoje ela mudou de táctica.
Hoje gritava: aaaarghhh ou eeeiiikssss.
Confesso que acho divertido.
Saem perguntas de como utilizar instrumentos ou relacionados com o trabalho dela.
Hoje ate me perguntou, hipoteticamente, como eu preparia uma solucao diluida a partir de uma solucao stock, com direito a explicacao de contas e tudo.
Mas é engraçado, dou-me conta que talvez consiga desenrascar-me melhor do que pensava no lab.
Ou isso ou as perguntas constantes que eu faço aos alunos de doutoramento estão a dar frutos :)
(No fundo, no fundo, eu também sou como a Sasha, mas eu vou àqueles que realmente sabem alguma coisa ehehe)
terça-feira, 17 de março de 2009
Ai Valerie Valerie...
Hoje foi um daqueles dias em que dei barraca...desde manhã até à tarde.
E a maior barraca claro, tinha de ser dentro do laboratório.
Vá...não comecem já a pensar que fiz alguma coisa explodir, não foi nada disso.
Quando cheguei de manhã, o lab estava vazio.
Na perspectiva de ver que estaria sozinha o dia todo, tive a ideia luminosa de pôr música a tocar. Afinal trabalhar em silêncio não tem piada nenhuma.
Avistei um computador, liguei-o e vi que tinha internet.
Antes de pôr radio a tocar (portuguesa claroooo) lembrei-me de ouvir uma música, para começar bem.
Qual foi? So podia ser esta:
E a maior barraca claro, tinha de ser dentro do laboratório.
Vá...não comecem já a pensar que fiz alguma coisa explodir, não foi nada disso.
Quando cheguei de manhã, o lab estava vazio.
Na perspectiva de ver que estaria sozinha o dia todo, tive a ideia luminosa de pôr música a tocar. Afinal trabalhar em silêncio não tem piada nenhuma.
Avistei um computador, liguei-o e vi que tinha internet.
Antes de pôr radio a tocar (portuguesa claroooo) lembrei-me de ouvir uma música, para começar bem.
Qual foi? So podia ser esta:
E o que é que eu decidi fazer enquanto ouvia a Valeria?
Simular um espectáculo para o meu lab vazio.
Comecei a dançar enquanto procurava o material que ia precisar e claro, cantava um bocadito também.
E quando já estava no auge do meu concerto, apercebo-me que tenho alguém dentro do lab comigo.
Quem era?
Epah nada mais que o homem que é considerado o deus da área farmacêutica.
Tem cerca de 30 anos e é uma espécie de génio sobre tudo o que está relacionado com medicamentos.
Quando dei conta da sua presença...hmmm, nem preciso de descrever a minha cara porque quem me conhece sabe que deveria estar toda encolhida de embaraço.
Felizmente ele só se riu, disse-me good morning e continuou com os seus afazeres.
Achei por bem também empenhar-me no meu trabalho.
Até porque já se passavam uns bons meses desde que tinha estado no lab e não me apetecia partir ou estragar nada.
Passado algum tempo oiço alguém do outro lado da bancada dizer:
- Oh so besides dancing you can also work in the laboratory too...so talented that you are!
Pronto, levei um pequeno gozo logo pela manhã.
Como não soube o que responder, limitei-me só a sorrir.
Revolucionar os métodos de trabalho dos lab's ingleses não correu muito bem.
Mas ao menos não fui chamada a atenção da música, o que é sinal de que amanhã voltarei a colocá-la.
Simplesmente vou controlar-me para não dar nenhum espectáculo outra vez.
Sei lá quem será o próximo a entrar-me dentro do lab.
P.S. Hoje mostrei o pescoço e usei as lunettes.
Se o tempo continuar assim amanhã mostro os meus tornozelos :)
Simular um espectáculo para o meu lab vazio.
Comecei a dançar enquanto procurava o material que ia precisar e claro, cantava um bocadito também.
E quando já estava no auge do meu concerto, apercebo-me que tenho alguém dentro do lab comigo.
Quem era?
Epah nada mais que o homem que é considerado o deus da área farmacêutica.
Tem cerca de 30 anos e é uma espécie de génio sobre tudo o que está relacionado com medicamentos.
Quando dei conta da sua presença...hmmm, nem preciso de descrever a minha cara porque quem me conhece sabe que deveria estar toda encolhida de embaraço.
Felizmente ele só se riu, disse-me good morning e continuou com os seus afazeres.
Achei por bem também empenhar-me no meu trabalho.
Até porque já se passavam uns bons meses desde que tinha estado no lab e não me apetecia partir ou estragar nada.
Passado algum tempo oiço alguém do outro lado da bancada dizer:
- Oh so besides dancing you can also work in the laboratory too...so talented that you are!
Pronto, levei um pequeno gozo logo pela manhã.
Como não soube o que responder, limitei-me só a sorrir.
Revolucionar os métodos de trabalho dos lab's ingleses não correu muito bem.
Mas ao menos não fui chamada a atenção da música, o que é sinal de que amanhã voltarei a colocá-la.
Simplesmente vou controlar-me para não dar nenhum espectáculo outra vez.
Sei lá quem será o próximo a entrar-me dentro do lab.
P.S. Hoje mostrei o pescoço e usei as lunettes.
Se o tempo continuar assim amanhã mostro os meus tornozelos :)
segunda-feira, 16 de março de 2009
Just because...
...the sun has come out in London!
Revoltei-me.
Aborrecidíssima que fiquei por estar constantemente a ser relembrada durante o fim de semana que estava sol em Portugal.
Foram inúmeras as frases que eu tive de ler semelhantes a esta:
Mas olhem pessoal: Aqui também há solzito!
O jardim à porta da faculdade onde tudo estava sentado na relva a almoçar ou até a praticar desporto (descobri que fazem sessões de fitness, qualquer dia aventuro me nisso):
O Brunswick Square, que é quase como um mini-centro comercial ao ar livre:
Entre aquela gente toda também eu me sentei um pouquito a apanhar banhos de sol :)
Revoltei-me.
Aborrecidíssima que fiquei por estar constantemente a ser relembrada durante o fim de semana que estava sol em Portugal.
Foram inúmeras as frases que eu tive de ler semelhantes a esta:
Shéeee! Como está o tempo aí? Aqui está uma brasa!
Mas olhem pessoal: Aqui também há solzito!
Pois é...16ºC.
Bem sei que não se compara aos 25ºC que vocês sentiram e infelizmente aqui não praiazita para eu ir passear com os meus óculinhos de sol praticamente em estado novo de tão pouco uso que os dei MAS já é melhor do que nada.
Não me interpretem mal, gosto do Inverno, mas já estava com um bocadito, só um bocadito de saudades de andar um pouquito mais descascada.
E acho que era sentimento geral por Londres.
Ficou tudo eufórico com o bom tempo que só se via eram pessoas na rua sentados, seja lá onde fosse.
Ora observem faxabor (clicar nas imagens para ver melhor).
Bem sei que não se compara aos 25ºC que vocês sentiram e infelizmente aqui não praiazita para eu ir passear com os meus óculinhos de sol praticamente em estado novo de tão pouco uso que os dei MAS já é melhor do que nada.
Não me interpretem mal, gosto do Inverno, mas já estava com um bocadito, só um bocadito de saudades de andar um pouquito mais descascada.
E acho que era sentimento geral por Londres.
Ficou tudo eufórico com o bom tempo que só se via eram pessoas na rua sentados, seja lá onde fosse.
Ora observem faxabor (clicar nas imagens para ver melhor).
O jardim à porta da faculdade onde tudo estava sentado na relva a almoçar ou até a praticar desporto (descobri que fazem sessões de fitness, qualquer dia aventuro me nisso):
O Brunswick Square, que é quase como um mini-centro comercial ao ar livre:
Entre aquela gente toda também eu me sentei um pouquito a apanhar banhos de sol :)
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