sábado, 28 de fevereiro de 2009

O Alvim...

Dado que há pessoas por aí que são ceguetas e não conseguem visualizar o Alvim, cá ficam duas fotos dele (com a bolinha vermelha que foi pedida, ehehe)



De notar que as fotos não são muito boas...faz-se o que se pode quando se está desprevenida :)



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

You can almost smell it...

Hoje tive um bom dia.
Não, na verdade tive um dia FANTÁSTICO!

Hoje o sol brilhou em Londres.
Mas não foi um sol daqueles que espreita por entre as nuvens.
Não, foi mesmo um sol com ceuzito azul.

E como as aulas hoje até tinham corrido bem achei que nada melhor que aproveitar o dia maravilhoso que hoje o tempo me presentiou e fui passear.
Claro, ao principio pensei que iria passear alone como é habitual, mas enquanto estava à saida da Universidade a apreciar o dia, senti o toquezito de uma mão no ombro.
Olhei para trás e estavam 4 colegas de curso que me perguntavam se eu não queria companhia.
Obviamente fiquei radiante e lá fomos nós caminhar todos.

Limitamo-nos a dar uma voltinha ali mesmo por Russell Square, já que eu, para o meu embaraço, ainda não conhecia muito bem.

E bastante simpatico que foi: andar a passear por jardins verdes, a ver as florzitas a nascerem, ver pessoas sentadas nos banquinhos a aproveitar o bom tempo...realmente, já se começa a sentir o cheirinho de primavera!

E até tive direito a avistar um esquilo a comer uma noz!
Espectacular pah, estive mesmo próxima dele.
Baptizei-lhe de Alvim, e acho que ele também se encantou comigo porque ficou a observar-me enquanto comia.
A foto que consegui apanhar, já o Alvim fugia:



E para terminar bem, fomos até uma French Bakery alimentar a gula.

Mal entrei apaixonei-me pela pastelaria: pequenino, com o seu ar todo pitoresco, mesinhas pequeninas redondinhas e claro, uma secção em que eu me perdi...tantos bolinhos apetitosos a pedirem que eu comesse...nem sabia por onde escolher!
E os senhores eram mesmo franceses!
Para além dos bolos, deliciei-me a ouvir o rapaz a enrolar os rr's todos para falar (I love hearing the french talk english)

Quando alguém se dignar a vir-me visitar, já sei onde vos levarei: à Patisserie Deux Amis!

Mas para além das coisinhas boas que a pastelaria tinha, o melhor foi ter ficado sentada na pseudo-esplanada, a apreciar um belo de hot chocolate com um brownie (sim, sou choco-dependente) na companhia de pessoas tão diferentes culturalmente mas que mesmo assim, conseguimos entender-nos.

I don't think it'll get better than this today :)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

The blue door...

Estive estes dias que passaram a ouvir falar de uma tal porta azul que existe em Londres, mais precisamente em Notting Hill.

Como sou curiosa por natureza, decidi partir para a aventura em encontrar a dita porta.
Não saberia reconhecê-la nem sabia qual seria o significado dela na altura (mais facil teria sido pesquisar sobre o assunto, mas comigo as coisas são sempre um pouco mais complexas) mas achei que não deveria ser assim tão dificil de avistar uma porta azul.

Na minha imaginação até pensei que sairia do metro e estaria ali uma seta enorme a dizer:
The blue door that you're looking for
!

Obviamente, saí do metro e vi tudo menos uma porta azul, quanto mais indicações de como chegar até lá.
Tentei situar-me em termos de ruas e comecei a caminhar.

Dado que estava próxima do Portobello Market achei que se a porta existisse, seria nesse local. Então segui por essa rua enorme...que basicamente consistiu em seguir a multidão que ia para aquele lado.
Que confusão que apanhei! Gente, gente por todo lado! Mal me conseguia mexer, estava a ser pisada e empurrada por todo lado. Ouvir gritos e pessoas a falarem de volta de mim, nem me conseguia ouvir pensar!
Quem me conhece sabe que estes não são os meios em que gosto de estar.
Mas respirei fundo, e tentei ambientar-me...tudo em nome da porta azul.
Passado algum tempo até comecei a disfrutar do ambiente caótico que estava lá instalado. Impressionante as coisas que se consegue encontrar naquele mercado...pequeno tesouros, no meio de imensas bugigangas!

Depois da distracção que foi o mercado, achei por bem voltar ao meu objectivo inicial: encontrar a porta azul.
Mas naquela rua só via era pessoas e tendas montadas com os seus produtos à venda. Ver portas das casas era uma missão quase impossível.
Achei que a melhor solução seria perguntar a alguém.

A pergunta formulava-se sempre da mesma maneira:
Hi, excuse me...could you by chance know were I could find a blue door?


O primeiro senhor a quem perguntei achou que eu era lunática, à procura de portas no meio do mercado.
O segundo mostrou-me uma tenda onde estavam a vender portas soltas, disse-me que conseguiria encontrar portas de todas as cores e tamanhos.
Mas à terceira tentativa, em que optei por perguntar a uma senhora, lá consegui a resposta que queria.
Afinal...a porta azul era a famosa porta do filme Notting Hill.
E eu estava no sitio certo porque o filme tinha sido filmado na rua do mercado.
Que espectacularidade! Quando me apercebi de tal realidade fiquei mais animada por saber que iria ver a porta. Fiz mais algumas perguntas relativamente àquela zona e outra coisas que poderia eventualmente encontrar, quem sabe até o travel bookshop.

Indicações dadas comecei a deslocar-me para o sítio certo.
Entusiasmada que estava ia quase a dançar pela rua por saber que estava um pouquito mais próxima de atingir o objectivo a que me tinha proposto, embora sem ter planeado muito o assunto.
Cheguei a Westbourne Park Road (onde estaria a dita porta) e espanto dos espantos: a porta não era azul.
Na verdade, a porta era preta.
Mas será que me tinha enganado nas direcções que me tinham dado?
Não, perguntei a um senhor que a ia a passar se não se tratava da porta do filme e o senhor afirmou.
Ao que parece, a porta (e a casa correspondente) era do escritor e director do Notting Hill, Richard Curtis. Com o sucesso do filme, a popularidade daquela zona aumentou substancialmente, o que fez com o valor das propriedades subisse também.
E o que fez o Curtis? Aproveitou e fez uma pequena fortuna com a venda da casa (porta incluida). Os novos proprietários da casa decidiram então mudar a cor da porta para preto, para não se destacar tanto na rua.
Quem sabe, também afastar pessoas como eu que andam à procura dela.
Desgostosa com tal facto, nem quis fotografar a porta.

Optei por deixar de parte o fascínio à volta do filme e começar a apreciar o resto da zona.
Lojas engraçaditas que se encontram por lá, até cheguei a ver uma, muito pequenina em que conseguiram enfiar um carro lá por dentro e pizzas a sair da janela.

Foi de facto um tempinho bem passado, mesmo sem a porta azul.

P.S. A aprender com o mestre :)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

The postman that "spoke" portuguese...

Tenho andado esta semana toda na ronha...embora ando sempre rodeada de folhas e do computador, pouco de produtivo tenho andado a fazer.
E hoje decidi que ia mudar isso.
Acordei mais cedo que o costume, para poder ter aqueles meus momentos de relax (ou de zen, como andam todos muito virados para isso) sem atrasar o meu schedule que tinha já pensado ontem.

Fiz o meu breakfast e fui disfrutar dele enquanto via rapidamente os meus mails.
Oiço a campainha a tocar.
Ainda era tão cedo que ainda estava de pijamita e mais por isso hesitei em me mexer porque realmente não estava à espera de nada.
Mas lá achei que podia ser algo de importante e fui eu, mais as vaquinhas e coelhos que tenho nos pj's abrir a porta.

Era o senhor do correio. Deu me um grande sorriso e disse-me que já estava prestes a deixar um recado. Não me tinha dado conta que tinha demorado tanto tempo...mas tudo bem. Confirmou a morada e pediu-me para assinar um papelito.
Enquanto assinava perguntou-me:

- You speak portuguese?

Eu respondi que sim (em inglês), e sorri.
Ele sorriu de volta. Eu não fazia a mínima ideia do que o senhor podia estar a pensar. Observei-o bem e não me parecia ser português...mas o inglês também não era muito perfeito.

Devolvi-lhe o papel e eu pensei que já me tinha livrado do senhor, perguntou-me de que parte de Portugal vinha. Respondi e ele sorriu.

A curiosidade já me estava a invadir...será que era português?

De facto, o homem tinha um bigode que se assemelhava ao do Quim Barreiros e cabelo que me fazia lembrar o Toy, não como está agora, mais para a época dos anos 90. Mas obviamente isso não era sinónimo de português. Procurei para ver se encontrava à vista alguma chapinha com o nome, mas nada.

Entretanto, deu-me a minha encomenda e a conversa de despedida foi algo de género:

Eu: Thanks
Postman: Bom dia
Eu: (sorriso esquisito) Thank you, good day to you too.
Postman: Obrigado
Eu: ?

Fechei a porta e só depois me dei conta do ridículo da situação. Fiquei com isto tudo sem saber de onde o senhor vinha. Mas "Bom dia" e "Obrigado", quase todos sabem dizer. Digo eu...

Anyways, e o que era a minha encomenda?

Na verdade, não era para mim! Era para a minha teenager que já andava ansiosa por acrescentar mais qualquer coisa à sua colecção dos Tokio Hotel.
Estando numa terra onde a banda não é conhecida dificulta um pouco a situação e não poderia fazer nada se não tivesse bons amigos disponíveis para ajudar e meterem-se em cruzadas (um pouco embaraçosas eu sei) para fazer as vontades de uma menina:

Thank You Rachel & Marie (sim, também sei que andaste metida por aí)!

Ah, e tenho de dizer isto:

Adorei a embalagem! Cheio de selos por todo lado! Avisei logo a sis para abrir como deve ser para não estragar!



E por dentro tinha o que?



Incrivel como uma miuda que tem tão mau acordar (pior que eu!) consegue estar tão sorridente assim que viu o que eu tinha na mão para ela :)

E hoje o que me espera?
Um noite com histerismo e filmes dos Tokio Hotel.
Alguém quer se juntar?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Happy Valentine's Day...

Há uns anos para cá que o mês de Fevereiro me irrita solenemente.

Acho que deviam retirar o mês do calendário.
Na verdade, não é mês em si que me transtorna. É tudo o que ele representa.
Acho horrível tornarem o mês todo vermelho e aos corações por causa de um único dia - Valentine's Day.

Irrita-me em como as pessoas precisam de um dia marcado no calendário para mostrar o amor que sentem para com a sua cara metade.

Depois irrita-me o facto de neste mês parecer que há um aumento substancial de casais visíveis pelas ruas.

Há ainda a vertente comercial.
Ter-se um namorado agora é um pequeno estímulo à economia do país neste mês. Nesta época as lojas encontram-se recheadas de peluches adoráveis, canecas aos corações, postais vermelhos...é um sem fim de possibilidades para encontrar a prenda ideal.
Irrita-me.
Onde foi parar o sentimento por detrás deste dia?

Às vezes as melhores prendas não são aquelas que foram compradas na loja mais chique da cidade ou aquelas que têm o valor monetário mais absurdo. As melhores prendas são aquelas que saem de nós, do nosso pequeno heart:

No British Museum pode-se encontrar o postal do dia de S. Valentim mais antigo do mundo.



Feito à mao e datado de 1790, consiste de um postal em forma de puzzle que ao desdobrar-se revela mensagens poéticas.

Na parte exterior do postal pode ler-se a seguinte inscrição:


"My dear the Heart which you behold,

Will break when you the same unfold,

Even so my heart with lovesick pain,

Sure wounded is and breaks in twain."

Só poder-se-á imaginar as belas palavras que poderão estar inscritas por dentro.

Out of curiosity,
Este postal caso fosse a leilão, valeria até £4000,00.
No entanto, de acordo com Patrick O'Neill do Royal Mail, não há quaisquer intenções de se vender o postal:

"Can you really put a price on true love?"

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Challenge...

Fui desafiada pelo Peter WouldDo a escrever 6 coisas aleatórias sobre mim.
Desconfio que a lista poderia ser interminável, mas cá vai:

  • Gosto de receber atençao mas detesto ser o centro das atenções
  • Na minha imensa ingenuidade, gosto de pensar que poderei deixar a minha marca no mundo e quem sabe, de caminho ganhar um prémio Nobel
  • Adoro comer gelado no frio
  • Tenho pancada por homens vestidos de fato e gravata
  • Gosto de ser mulher e tudo a que isso envolve. Em particular, adoro poder usar saias, vestidos, brincos, pulseiras e ah ah, sem esquecer: os SALTOS ALTOS!
  • Sou uma eterna romântica...sonho secretamente com um amor à antiga. Daqueles que envolve ser cortejada, receber flores e cartas de amor e ter um cavalheiro que segure a porta e puxe a cadeira por mim
As regras:
  1. Linkar a pessoa que me desafiou;
  2. Escrever as regras dos desafio;
  3. Contar seis coisas aleatórias sobre mim;
  4. Passar a 6 blogs;
  5. Ir aos blogs avisar que foram desafiados.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

The Land of Opportunities

Bem que já me tinham dito que Londres era uma terra de grandes oportunidades.
De facto, a oferta é muito maior, em qualquer área. Há sempre a possibilidade de encontrar um emprego quando menos se espera.
E adaptado à tua medida.

Esta semana entrei de férias. Só da vida universitária porque o resto da rotina mantém-se. E para começar bem a semana, comecei-a à Segunda-feira, a deixar a teenager à escola.
Enquanto passava pelo portão da escola dela avistei um sinal que dizia: "Examinations Invigilator". Foi só de relance que li, mas o suficiente para me despertar a curiosidade. Subi a escola toda e quando voltei a descer já quase que corria para ler o resto do anúncio que dizia:

"We are seeking to appoint a talented and committed individual with the qualities, skills and drive necessary to fulfil the key role of Examination Invigilator.

The responsibilities include the organisation of the examination room and distribution of examination paper prior to the exam, cooperation with other invigilators and distribution of key information and equipment to students during the exam. Responsibilities also include collecting scripts/exam papers at the end of the exam and the organisation of these in preparation for posting.


This is a zero hours contract paying £12.33 per hour"


Ok...nunca vigiei um exame, mas afinal, qual será a dificuldade?O que eu mais fiz na minha vida foram exames, agora estarei do outro lado! Para além de que organização é quase o meu middle name! Apliquei-me no mesmo dia, sem dar hipótese a qualquer um que tenha tido a mesma ideia que eu.
Tenho de referir que a minha teenager já me disse que haverão uma série de exames em Maio, o que me leva a crer que esse mês será bastante proveitoso para mim em termos financeiros!

Após esta possível descoberta de como arranjar uns 'troquitos', decidi ir passear.
Afinal, estou de férias (Gosto de referir isto porque me dá gozo).
Entrei no bus até ao metro quando encontro outro cartaz colado muito curioso.

Era da GlaxoSmithKline. Estava a recrutar pessoas para research studies e o único requerimento era que tivesse entre 16 e 60 anos. Ora...eu estou entre essa faixa etária.
Ok, à primeira vista poder-se-ia pensar que seria completamente lunático participar nestes estudos.

Mas eu comecei a ponderar o assunto:

Ainda em Lisboa encontrei estudos clinicos em Londres em que pagariam £150 por dia só pela participação. Nessa altura considerei muito seriamente a possibilidade de participar num desses estudos. Porém, a indústria farmacêutica era muito pouco conhecida e eu comecei a desconfiar que tanto dinheiro poderia querer dizer que eu iria ficar verde ou com um membro a mais.

Mas este era da GSK!

E eu agora também já sei como estes clinical trials funcionam cá, graças às belas palestras da faculdade. É tudo regulado pelo MHRA (Medicines and Healthcare products Regulatory Agency), que é correspondente ao FDA dos EUA.
Para além de que se não forem pessoas como nós a participar como é que iremos avaliar a segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos que entram no mercado?

Como diz o outro: Vou fazer qualquer coisa de útil para a sociedade!

Depois destes pensamentos, decidi arriscar. Talvez mais por curiosidade ou por medo de arrependimentos futuros de não ter visto o que poderia dar. Liguei e depois de muita conversa...lá me vão enviar um pack para avaliar se eu posso ou não participar no estudo. Claro que nem sei ainda qual será e a duração, nem nada do género (Mesmo quando souber, não poderei duvulgar).

Mas estou ansiosa!

Ai...a vontade é tanta de entrar para uma indústria farmacêutica, que se não for pela porta da frente...hmmm, maybe pela porta dos fundos!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Supermarket Fun - Edição Especial!

Sábado é sempre uma complicação.

É sempre dia de fazer tudo o que se deixou por fazer a semana toda. Em particular, ir às compras para a casa. Já em Lisboa era assim, portanto Londres não poderia ser excepção.
E normalmente, o dia até é bastante enfadonho, nunca acontece nada. Mas este sábado foi bastante risonho.

Numa das imensas paragens de diferentes supermercados (sim, porque nunca se vai a só um), foi-se parar à Sainsbury's. No meio da concentração toda de escolher os melhores legumes, oiço a voz da minha teenager a dizer, de modo extremamente exaltado:

- Mana mana, olha aquele ali de calções!

Claro, olhei logo naquela direcção. Estava um frio de rachar. Ok, não estava assim tão mal, já se esteve pior. Mas estava frio. Segundo a Sky News, estava qualquer coisa entre 2 e -3ºC. E andava um senhor a fazer compras de gorro, casaco e calções! E o senhor ainda estava a dirigir-se para a secção de congelados...com a bela da pernoca à mostra!

E como eu sou daquelas pessoas que é "ver para crer", achei que devia fotografar o senhor de calções para vos mostrar.





Mas na verdade não fui eu que tirei a picture. Mandei a minha agente secreta Little Billa fazer o meu trabalho sujo.
Que comédia, ela a correr pelos corredores atrás dele e depois a esconder-se, porque o senhor estava sempre a mexer-se ou então outras pessoas metiam-se à frente e ela tinha que disfarçar.
Acho sinceramente que ela tem futuro nesta área profissional. Não se deixou ser apanhada pelo homem.

No final do dia, já cansadas das andanças, ficámos à espera do bus para casa. Quando chegou, carregamos as nossas coisas para dentro da nossa limousine e sentámo-nos. Eu estava perdida nos meus pensamentos quando avisto a rebolar no chão uma couve. Perplexa por ter pensado se a couve teria fugido de um dos sacos gritei:

- Ah, de quem é essa couve pah?! É nossa?

Estava eu a tentar raciocinar sobre se teríamos comprado essa couve quando a senhora da frente se levantou e foi a correr atrás dela. O legume foi parar ao pé da senhora motorista que estava nesse momento a abrir a porta numa paragem.

A couve tinha ficado presa atrás da porta de entrada.

A senhora dona do legume esforçou-se por libertar a couve, mas sem êxito. A senhora motorista tentou ajudar ao fechar e abrir as portas mas, acabou por fazer com que a senhora dona da couve levasse uma pancadazita na cabeça. Vieram então dois rapazes simpáticos ajudar a senhora dona da couve, e conseguiram reaver a dita cuja.

Nesta altura eu já pensava que essa couve já devia estar toda triturada, possívelmente pronta para uma boa sopa.

Depois deste incidente, o autocarro voltou ao seu funcionamento normal. Chegou ao nosso stop.
A senhora da couve saiu connosco.

Enquanto saia ouvi a senhora motorista perguntá-la:

- Are you alright?
A senhora da couve respondeu que sim.

- Is your cabbage alright?
Novamente, a senhora, muito seriamente, afirmou que sim.

Não nos contivemos.
Fomos o caminho todo para casa a rir a pensar no bem-estar da couve.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tube ride

Acho absolutamente espantoso os skills que as mulheres inglesas possuem para se maquilharem dentro do metro.

Hoje tive o privilégio de observar atentamente uma senhora que estava sentada mesmo à minha frente. Ela entrou comigo e assim que a carruagem começou a movimentar-se, ela tirou da mala dela um cremezito para por na cara. Depois aplicou a base. De seguida o blush. Por fim, passou para os olhos: o lápis e a sombra, sem esquecer o rimel.

Confesso que até foi um pouco elucidativo olhar para o que ela estava a fazer. Parecia um programa da Sic Mulher em que davam truques e dicas para ter um make-up perfeito. Acho que um pequeno show de como aproveitar o tempo das viagens de metro para enfeitar a cara seria de valor. Estou a pensar seriamente em experimentar a proeza qualquer dia.

Mas a senhora não se ficou por aqui.

Depois da cara, a mulher passou para os acessórios. O relógio, os brincos, umas pulseiras, um colar...tudo tirado da mala. Depois o cabelo. Penteou-se, passou um óleo qualquer pelos cabelos e ainda conseguiu prender o cabelo com um gancho, com tal arte que nem necessitou de um espelho, utilizou o reflexo da janela do metro. A este ponto já estava extremamente intrigada pela quantidade de coisas que a senhora continha dentro da mala. A qualquer momento estava à espera que ela sacasse de lá um secador de cabelo. Eh, não havia lá tomadas, mas sabe-se lá. A senhora podia ter um que funcionasse a pilhas...

Quando ela terminou fiquei a pensar na minha mala e dei-me conta de quão desenquadrada eu estava dessa realidade. Dentro da minha mala eu teria um caderno, um livro, uma calculadora, um estojo de canetas, e o meu lanchinho da manhã. O mais próximo que eu teria de um acessório feminino seria o batom de cieiro.

Hmmm, dá que pensar...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Severe Weather

Ainda não eram 7h da manhã quando saltei da cama para ver esta vista:



Fui até ao computador averiguar a situação dos transportes. O site dos Transports for London dizia que os autocarros tinham sido suspensos e que as linhas de metro ou estavam com grandes atrasos, parcialmente suspensos, ou totalmente suspensos.

Basicamente seria impossível ir algum lado hoje e mesmo que desse, seria uma perda de tempo.

So, what do you do when your world stops for the day?

You go out and enjoy it!




Aproveitei, já que estava há muito para visitar de perto os meus montes, que hoje até estavam especialmente mais bonitos, cobertos com uma manta branca.



E já que ali estava, porquê não subir até lá cima.



E por fim, deliciar-me com a vista:





Entre subir o monte e escorregar lá de cima ainda deu para libertar a criança dentro de mim e fazer bolas de neve e mandar para os outros enquanto era também alvo das mesmas.

Ehehe, houve uma ou outra que até foram parar a pessoas que não se conhecia...right in the face!

E no final da manhã quando chegou a hora de regressar a casa, voltou-se com a roupa branca, as mãos congeladas (porque estava sempre a por e tirar as luvas), as bochechas vermelhas e um sorriso enorme nos lábios.

Happiness is in the little details of life!